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JUSTIÇA E PERFEIÇÃO
JOEL MONTEIRO LOPES - M. I.
ARLS Rui Barbosa n. 3419 - Rito Brasileiro
Sinop - Mato Grosso - Brasil
         Nos operários da Arte Real nos orgulhamos de apregoar aos quatro cantos que somos pessoas justas e perfeitas.
         Será, no entanto que no nosso relacionamento diário com outras pessoas estamos realmente praticando a Justiça, a fim de que, um dia possamos  nos tornar  perfeitos.
        O nosso grande mestre Jesus afirmou: "Bem aventurado os que têm sede de justiça, porque eles serão saciados". Segundo os dicionários a palavra Justiça quer dizer: em conformidade com o direito ou a arte de dar a cada um segundo o que lhe é devido.
        Muitas vezes em nossas relações comerciais, sociais ou mesmo familiar, nós nos surpreendemos praticando Injustiça.
        O simples trato com as pessoas com quem nos relacionamos no nosso cotidiano é diferenciado e varia de acordo com a posição social ou financeira do nosso interlocutor.
        Se atendermos a alguém que nos procura, mesmo se não a conhecemos, a maneira como vamos atendê-la é na maioria das vezes baseada na simples aparência dessa pessoa. Se estiver bem apresentada, vestimos imediatamente a fantasia da polidez da educação e tentamos encontrar a melhor tonalidade de voz para o nosso diálogo, mas se essa pessoa estiver em andrajos esfarrapada, levantamos o escudo da prevenção e a aspereza na voz, a impaciência nos gestos, o olhar endurecido se faz presente.
        Quando nos dirigimos a serviçal que faz a faxina, por exemplo, falamos numa maneira determinada e bastante distinta da forma e tom de voz que empregamos quando nos dirigimos a quem julgamos ser pessoa influente.
        A própria forma com que falamos com a esposa ou os filhos se transforma quando estamos na presença de outras pessoas que desejamos impressionar.
        Um outro exemplo é quando nosso veículo começa a dar sinal de seu motor está preste a sucumbir.  O correto se desejarmos dele desfazer, seria mandar consertá-lo ou colocá-lo a venda, mas alertando ao candidato a comprador do problema observado. Mas normalmente o que ocorre, é que procuramos vende-lo o mais rápido possível e que o novo proprietário arque com o prejuízo. Afinal o mundo é dos espertos. Se, no entanto, alguém fazer isso conosco, rapidamente nos revoltamos. Julgamos ter sido vítima de uma grande injustiça. Onde já se viu vender um carro, sabendo que seu motor estava prestes a estourar.
        Quando políticos desonestos desviam o dinheiro do povo em benefício próprio, somos os primeiros a clamar por justiça. Será, no entanto que invertendo os papéis e nos derem a chance de administrar o numerário público, não faremos igual ou pior.
       Será que estamos usando o mesmo peso e a mesma medida em todos os nossos atos. Será que temos sede de justiça?  Será que na luta pela sobrevivência somos obrigados a ser injustos?           
         A Ordem nos ensina, para que haja PAZ, HARMONIA E PROGRESSO são necessário que tudo seja JUSTO E PERFEITO.
E como ser Justo e Perfeito se não existe justiça nem no falar.
Se usamos pesos e medidas diferentes para cada instante. É tão gostoso e faz bem ao nosso espírito, quando em público uma pessoa importante, uma autoridade vem até nós, nos cumprimenta, aperta nossa mão e pergunta da família.
Sentimos-nos importantes e valorizados. Mas, será que fazemos o mesmo com nossos subordinados, as pessoas humildes do nosso dia-a-dia. Essas pessoas, às vezes aguardam um simples ?Bom Dia? nosso para que se sintam felizes e importante como seres humanos que são. Passamos por eles preocupados com nossos problemas no alto da nossa importância sem nem as verem, porque elas são tão insignificantes para nós.
         Se realmente desejamos praticar a justiça em todos os momentos e sem medo de errar, basta seguir a máxima: Não faça aos outros aquilo que não gostaria que os outros te fizessem. Persistindo a dúvida em como proceder ante uma contenda com alguém, basta que nos coloquemos no lugar deste.  O bom senso com certeza nos orientará para o melhor caminho a tomar.
         Se realmente desejamos começar a ter SEDE DE JUSTIÇA é importante começar nas pequenas coisas como no relacionamento diário com os seres que nos cercam.
       "Bem aventurado os que têm sede de Justiça, porque eles serão saciados!".
Bibliog.  Trabalho adaptado de mensagem fonográfica de autor desconhecido.                         
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Prancha enviada pelo Ir:. JOEL MONTEIRO LOPES - M. I.
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