|
|||||
![]() |
|||||
Rara Foto apresentada no livro DOCAS DE SANTOS, Uma Empresa Através dos Séculos, e que mostra um dos primeiros grupos de mestres e operários a chegar ao local onde seria erguida a Usina de Itatinga. Pode ser visto que trata-se de mata fechada. |
|||||
Ainda de acordo com o livro, "..Itatinga não foi apenas uma importante vitória da engenharia nacional sobre os desafios que envolviam a construção de uma Usina Hidrelétrica com os recursos técnicos e físicos disponíveis naquele período, mas também produziu um feito científico de grande repercussão. Em 1905, as obras da usina chegaram a estar praticamente paralisadas, em consequência de uma epidemia de malária que vitimou a maioria dos operários. Diante da Tragédia, Cândido Gaffrée recorreu ao sanitarista Osvaldo Cruz, inicialmente combatido e depois consagrado por impor a vacinação obrigatória contra a febre amarela no Rio de Janeiro, pedindo-lhe que indicasse alguém capaz de resolver o problema no mais curto prazo possível. A escolha recaiu sobre carlos Chagas, oriundo do Instituto de Manguinhos, especializado no estudo de doenças tropicais. Entusiasta do "trabalho de campo", o jovem médico se impôs a missão sem precedentes de de debelar com rapidez a epidemia, algo que seus colegas de profissão jamais haviam conseguido. A estratégia que concebeu para enfrentar o problema acabou por revolucionar mundialmente o combate à doença. Em menos de 3 meses, Chagas praticamente eliminou o surto de malária adotando um novo procedimento, resultante não só de sua intuição como dos conhecimentos que adquirira de parasitologia. Ele percebeu que o mosquito portador da doença, depois de alimentar-se, adquiria um peso que o incapacitava de voar mais alto do que o muro ou os móveis da casa, onde iniciava o processo da digestão do sangue sugado. Carlos Chagas resolveu desinfetar os alojamentos dos operários e as residências de Itatinga depois de calafetá-los. Utilizou na desinfecção a queima de Píretro, um produto sulfúreo que eliminava o mosquito. Só muitos anos depois de concluído o trabalho do médico na usina, é que o Congresso Internacional de Malariologia, realizado em 1923 em Roma, reconheceu a importância da descoberta desse método. A bem sucedida missão de Chagas foi o ponto de partida para que Cândido Gaffrée e Eduardo Guinle estabelecessem uma tradição de apoio a cientistas Brasileiros, posteriormente institucionalizada por seus sucessores através da Fundação Gaffrée & Guinle...". Como pode ser visto, Santos, na virada do século, ainda sofria epidemias de malária e diversas outras doenças típicas dos pântanos das florestas tropicais, o que só reforça a competência e o valor dos responsáveis pela construção dessas duas obras, aa Usina de Itatinga e o cais de Santos. |