Mau exemplo: falta de civismo nas

escolas de Mombaça

 

Mais uma vez as escolas de Mombaça deixam de participar do tradicional desfile de 7 de Setembro, numa demonstração de que uma das principais características da formação do homem está sendo abandonada. Sabe-se  da importância do AMOR em qualquer circunstância, mas existem fatores complementares de grandiosa importância nessa formação, iniciando-se dentro do lar com  o “respeito” aos PAIS  e IRMÃOS, estendendo-se para a SOCIEDADE de um modo geral, tendo entretanto de se ter na ESCOLA uma etapa dessa complementação, a qual possibilitará, de início com a criança, seguindo-se a adolescência, entender o verdadeiro significado de DEUS, FAMÍLIA E PÁTRIA.

Não vai muito longe o tempo em que nas Escolas, antes  de se entrar em sala de aula, todos os alunos eram postos em fila, para se cantar o HINO NACIONAL. Era pois raro o aluno que não sabia a respectiva letra do mesmo, mesmo que não tivesse “voz boa” ou fosse desafinado. Ao se adentrar à sala de aula, era rezado o PAI NOSSO, respeitando-se  os de religião não católica. Enfim, eram feitos  esforços significativos para o verdadeiro sentido de se viver em sociedade.

Vieram os “falsos intelectuais” que, na busca de seu espaço nessa sociedade, na busca do chamado “seu lugar ao sol”, seguiram pelo que entenderam como caminho mais fácil, ou seja, o de “oposição a tudo que está aí”. Arranjaram meios “convincentes” de demonstrar que a HISTÓRIA DO BRASIL “estava mal contada”, que Pedro Álvares Cabral não descobriu o  Brasil, de que D. Pedro II não sabia bem o significado do “GRITO DA INDEPENDÊNCIA” e outras baboseiras mais. Enfim, 500  ANOS DE HISTÓRIA, para esses, não significam nada. Numa coisa eles estavam e estão certos : muitos outros “acreditaram neles”. Aí vieram outros aproveitadores, os “falsos educadores”, que não só vêm implantando esses conceitos nas escolas, como modificando  (acreditamos que para pior), as relações professor-aluno. Veja-se o exemplo do “sistema de avaliação” nas escolas do Estado do Ceará, onde o professor está sendo um mero “preenchedor de fichas”, tendo como conseqüência, o real desinteresse da maioria do alunado por aprender o que realmente poderá lhe ser útil quando chegar a hora de entrar no mercado de trabalho. Aqueles que prosseguirão nos estudos, buscando uma formação superior, terão que enfrentar avaliações reais, a partir do vestibular e conseqüentemente, concursos para ingresso nesse mercado de trabalho.  Essa falta de prática em “fazer provas”  lhes serão extremamente maléficas, vez que há tendência para se ter medo do desconhecido, daí ... Alegam alguns diretores que as provas ainda são feitas. Sabemos disso, como também sabemos que elas, nesse sistema de avaliação, são meros artifícios de moralização, mas  têm pouca (ou nenhuma) influência na “promoção do aluno”. O que se dizer do conceito de “freqüência” ?

É isso aí, Senhores Alunos, Senhores Pais, Senhores Educadores Sérios, Senhores Governantes (comprometidos com o progresso e bem estar de toda a sociedade), prestem atenção “nesse horizonte”  em que está sendo levada a educação neste Estado do Ceará, onde somente o “quantitativo” está valorizado, em detrimento da qualidade, e ainda se apregoa uma tal de “educação de qualidade” que só existe para os citados falsos intelectuais e políticos aproveitadores.

 Por tudo isso é que  se deve ter mais cuidado  no tratar de Deus, Família e Pátria. Vamos restabelecer a partir do ano que vem, as comemorações da SEMANA DA PÁTRIA, com tudo que se tem direito e mais alguma coisa, promovendo-se exemplarmente o espírito de CIVISMO  não só no estudante atual, como em toda a população, que vibra com as festividades cívicas e notadamente, com o DESFILE DE 7 DE SETEMBRO.

Alguém há de perguntar : Valorizar só o civismo ? Não ! Os pais, sentindo esse civismo  dentro de si, terão mais consciência do valor da formação familiar. As Igrejas  complementam esse processo de socialização. De uma coisa se tem certeza : como efeito mais imediato e também duradouro,  haveria  uma significativa queda no tão propalado  índice de violência em nossa querida Mombaça.

 Você Professor, é parte importante na quebra dessa falsa qualidade de ensino e falta de civismo. Reaja, não seja apenas um,  robô !!!

 

 

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WebMaster: David Elias N. Sá Cavalcante

Editor/Redator: Elias Eldo Sá Cavalcante

F O L H A   D E   M O M B A Ç A - Nº 13 - SETEMBRO/2002