Nossas Figuras Folclóricas 9 

 

 

Cobraram-me incluir a Maria Gasolina neste espaço. Porém, apesar das tentativas, minha pesquisa foi infrutífera, pois pouca gente lembrava algo mais de suas peripécias do que sua voracidade na ingestão de bebidas alcoólicas ou algo que o valha. Por isso vamos ficar somente nesta pequena referência. Se alguém souber algo mais, que nos envie para o endereço indicado no expediente deste jornal.

Outra solicitação se refere ao Fulora (ou Flora), falecido por atropelamento, não faz muito tempo. Fulora era um verdadeiro artesão na arte de trabalhar com zinco. Sua obra prima era o fabrico de lamparinas, embora fizesse com esse material outras pequenas “vasilhas” de utilidades diversas. Tinha entretanto a mania de sair “catando”, dias a fora, tudo que estivesse a sua frente. Não é do nosso conhecimento o destino que tomavam essas “bugigangas” por ele recolhidas. Só sabemos que elas não eram utilizadas no seu trabalho preferido.

 Para seu sustento, Fulora recebia ajuda do vigário local, tendo conseguido bem perto de falecer, uma aposentadoria do INSS, da qual usufruiu por pouco tempo, por motivo óbvio. Era de boa índole, embora algumas vezes "esquentasse a cabeça" com a meninada que o acompanhava dirigindo-lhe impropérios. Sua reação nesses momentos, era retribuir com os famosos “filho da ...”, etc., chegando a correr atrás de alguns garotos mais atrevidos, embora nunca os alcançasse, não sabemos se intencionalmente ou não.

Muita gente o considerava um doente mental, o que ao nosso ver não é correto. Acreditamos ter sido ele, apenas uma pessoa menos adaptada às condições de vida moderna, levando uma vida de extrema simplicidade, não lhe importando andar sujo e maltrapilho.

            Mas que marcou época, é verdade, não sendo raro o mombacense de sua época que o tenha conhecido.

 

 

 

 

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WebMaster: David Elias N. Sá Cavalcante

Editor/Redator: Elias Eldo Sá Cavalcante

F O L H A   D E   M O M B A Ç A - Nº 17 - JANEIRO/2003