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Floriano Pompeu
90 anos de paixão por motos
Floriano Pompeu de Castro nasceu na cidade de Mombaça em 15 de setembro de 1913, sendo um dos dois filhos de José Pompeu de Sousa e Maria Marta de Jesus. O outro filho é Luiz Pompeu, hoje com 81 anos e morando em Fortaleza. Como qualquer menino normal, teve uma infância em que ajudava nos serviços caseiros tão comuns àquela época, demonstrando sempre interesse para os negócios, tendo assim, logo que completou os 18 anos comunicado ao pai que iria partir em busca de sua própria fortuna, ao que o pai retrucou, oferecendo então um pequeno empréstimo para que Fulo pudesse adicionar ao seu minúsculo capital e pudesse assim se instalar com uma bodega, o que foi aceito. Logo no terceiro mês de comerciante pode pagar quase todo o dinheiro do pai, progredindo no comércio pelo seu jeito no trato com a clientela e na ousadia de ter sempre algo que os outros comerciantes não tinham para vender. Naquela época o comércio fechava antes do meio dia e só podia reabrir à tarde quando autorizado pela Intendência Municipal que o fazia através da "batida da cachorra", executada por um funcionário. Já então com 20 anos, após um noivado rompido, arranjou outra noiva e logo casou com a jovem Expedita Pompeu de Castro sua prima - filha de Francisco Gomes de Castro e Francisca Pompeu de Sousa esta, sua tia - com quem viveu até seu falecimento em 2001. Desse casamento, nasceram 14 filhos, sendo 6 homens e 8 mulheres, dos quais 12 ainda estão vivos. Com a ajuda da mulher, Fulô teve ainda maior impulso progressista, estabelecendo-se num prédio mais espaçoso, localizado na principal esquina de Mombaça à época, qual seja, na esquina do Mercado Central com o Beco do Pecado hoje Trav. Dr, Ariosvaldo Costa, onde continuou com suas idéias inovadoras, instalando na década de 60 um posto de aluguel de bicicletas, onde havia até mesmo uma "bicicleta a motor", grande novidade naqueles tempos. Da manutenção de suas bicicletas passou para a manutenção se sua inseparável motocicleta, sendo um dos raros mecânicos interioranos daquele tipo de veículo, ainda muito raro no sertão, e porque não dizer, no Brasil. Contou-nos Fulô que à época em que mudou para o novo prédio, algumas pessoas invejosas espalharam um boato de que ele havia achado um "pote de dinheiro", aparecendo até mesmo um pretenso dono da "botija". Afirma que isso não é verdade, pois o seu dinheiro foi ganho às custas do seu próprio suor e "tino" para os negócios.
E-mail: hpmombaca@zipmail.com.br WebMaster: David Elias N. Sá Cavalcante Editor/Redator: Elias Eldo Sá Cavalcante F O L H A D E M O M B A Ç A - Nº 20 - ABRIL/2003 |