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Governo vai incentivar a
Agricultura Familiar
Entre as políticas públicas em implementação pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está o incentivo à agricultura familiar. O novo governo dispõe de dados que indicam a existência de mais de 3 milhões de propriedades que estão com a capacidade ociosa no Brasil. Parece que há, atualmente, um consenso entre as forças políticas do país que é preciso fortalecer os agricultores familiares e pequenos produtores, por meio de oferta de instrumentos como capacitação, assistência técnica, infra-estrutura, crédito subsidiado, comercialização da safra e expansão dos assentamentos rurais, visando fixar o homem na terra, gerar emprego e renda, e além disso, diminuir a pressão existente nos grandes centros urbanos, geradores de ilusões e violência, motivados pela falta de ocupação profissional e alimentação. Os dados estatísticos recentes apontam para uma agricultura familiar que ocupa cerca de 30% das áreas cultivadas, o que representa uma fatia de 38% do valor bruto da produção nacional e responde com mais de 50% dos produtos que compõem a cesta básica da população brasileira. Além disso, há outras vantagens associadas como a criação de pequenos animais, uma pequena pecuária e o plantio para consumo próprio de tomate, pimentão, macaxeira, batata doce, banana, manga, hortaliças, etc. Com isso, a parte nutricional da família fica atendida, evitando a busca pela comida em outros locais ou emprego da renda para aquisição de alimentos. Isso mostra que há uma clara vantagem em montar um modelo estratégico de desenvolvimento rural que priorize a agricultura familiar. Parcerias entre as prefeituras municipais, governos federal e estadual, entidades técnicas de assistência rural, associação de classe dos agricultores e pequenos produtores têm apresentado excelentes resultados em muitos municípios brasileiros. A organização da parceria fica a cargo da administração municipal, que utiliza o seu corpo técnico para fazer o planejamento a ser executado, com a definição da vocação agrícola de cada área do município, a seleção de propriedades e fornecimento de tratores com combustível por conta dos agricultores, para preparação do terreno. Ao governo estadual fica a responsabilidade pelo fornecimento de infra-estrutura de energia elétrica, manutenção das estradas em boas condições para favorecer o escoamento da produção, como também, a distribuição de sementes selecionadas na época do plantio. O governo federal entra com o crédito subsidiado, com o financiamento da comercialização da safra e a garantia do plantio, tendo como agente o Banco do Nordeste, no caso da região do nordeste. Com uma parceria desse nível torna-se possível garantir a permanência de agricultores e pequenos produtores no campo. Em conseqüência, haverá a produção da riqueza, diminuindo o índice atual de 46% de agricultores familiares muitos pobres do país, que produzem somente para o auto-consumo com baixíssima produtividade. Acrescente-se ainda, que os ganhos ao longo do tempo trarão, com certeza, uma vida mais digna com educação, saúde e cidadania para todas as famílias envolvidas. Finalmente, há uma esperança muito grande que essas ações empreendidas sejam capazes de provocar uma transformação na mentalidade do homem do campo, ampliando a visão de futuro de cada um, na perspectiva de realização de bons negócios, trazendo como conseqüências, benefícios de toda ordem para a população do município.Rui Alencar Andrade
E-mail: hpmombaca@zipmail.com.br WebMaster: David Elias N. Sá Cavalcante Editor/Redator: Elias Eldo Sá Cavalcante F O L H A D E M O M B A Ç A - Nº 20 - ABRIL/2003 |