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Poesias:
"O Dengue"
Só faltava aparecer
Um mosquito assassino
Mexendo com todo mundo
Desde o mais velho ao menino.
Na cidade muita gente
Saiu disposta a acabar
Com a raça perigosa
Desse mosquito do “má”.
As emissoras de rádio
Jornal e televisão
Não falavam outro assunto
Na sua programação.
Sintonia no Gugu,
Era só o que falava
Se ligasse no Faustão
O assunto esticava.
Muita gente desligada
Achava uma brincadeira
E dizia para os outros
Isso tudo é uma besteira.
O mosquito achava bom
Quando o povo se entertia
Batia as suas asas
E alguém logo mordia.
Começava novamente
Outra revolução
E o mosquito esperava
Outra ocasião.
Com os hospitais lotados
Sem lugar pra mais ninguém
De vez enquanto na porta
Chegava alguém com alguém.
O doutor desesperado
Sem nada poder fazer
Dizia pro paciente
O culpado é você.
O paciente chorando
Sem poder agüentar
Dizia para o doutor
Eu vou me acabar.
Era ator de novel
Deputado Federal
Até o Governador
Foi parar no hospital.
O prefeito da cidade
No carro importado
Desligou-se um pouquinho
E também foi picado
Por isso faço o alerta
Para todo cidadão
Não brinque com higiene
Nem acumule água não.
Autor:
João Felix
Sítio
Macapá - Mombaça/Ce
E-mail:
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WebMaster:
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Elias N. Sá Cavalcante
Editor/Redator:
Elias Eldo Sá Cavalcante
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O L H A D E M O M B A Ç A - Nº 22 - JUNHO/2003 |