José Brasil Costa

 

80 Anos de Lutas

 

Nascido aos 20 de Maio de 1923, no Sítio Açudinho (Dist. Açudinho dos Costas), município de Mombaça, foi o 4º filho do casal Francisco Vieira Costa e Luíza Maria de Jesus, em meio a uma prole de 17 filhos. Seu nome foi-lhe dado em homenagem a um tio que possuía o mesmo nome. Criou-se em meio a uma família humilde, porém de princípios, trabalhando na roça junto com seus irmãos. E à noite animava os arredores, ou seja, os sítios vizinhos ao som de seu violão juntamente com seu irmão Manoel (Bidel).


Aos meados de 1942, com 19 anos, tomou a decisão de ir a São Paulo. Mesmo contra a vontade de sua mãe partiu juntamente com alguns parentes.
Foram 20 dias de viagem, primeiro em um lombo de cavalo, até o distrito de Engenheiro José Lopes (Parada) município de Senador Pompeu, onde pegou o trem com destino a cidade do Crato, chegando lá subiram no popular Pau-de-Arara rumo a Petrolina-PE, e não parou aí, embarcaram em um barco nas águas do Velho Chico (Rio São Francisco), levados até a nascente no estado de Minas Gerais, finalizando sua viagem no então mais confortável dos transportes pegos até o momento: um ônibus até Caiuá, interior de São Paulo, onde fixou residência, e trabalhou como lavrador e comerciário. Em setembro de 1945, queria voltar a sua terra natal, e pegou um ônibus para Santos, onde o porto estava fechado, em ocorrência da Segunda Guerra Mundial, sua viagem teve que ser cancelada, arranjou emprego de ajudante de pedreiro e garçon, ficando na cidade até 18 de junho de 1947, quando pegou navio para Fortaleza, chegando lá em 02 de julho de 1947, onde de lá finalmente conseguiu voltar a sua terra. Alguns dias depois veio à cidade com seu irmão Manoel (Bidel), foram ao Hotel da Dona Lozinha onde o mesmo conheceu a Srta. Maria Augusta, vindo depois de alguns flertes a iniciarem um namoro. Seguiu-se o namoro até 01 de outubro de 1949, onde casaram-se na Igreja Matriz de N. Sra. da Glória, e foi levando a vida em frente da maneira que podiam. Como não tinha muito estudo, se ocupava em trabalhos pesados, ingressando como pesador de algodão na Exportadora Cearense Ltda, onde ficou até 1952. Em 1953 resolveu colocar um comércio, arrendando então um bar, e ainda hoje o mesmo brinca e diz que ali ele entrou liso e saiu quebrado. Em 1954 foi trabalhar na cidade de Cedro-Ce., também em uma beneficiadora de algodão, cidade essa que é muita querida e lembrada por ele. Até aí o casal já tinha uma família grande e em 1960 foi transferido para a Exportadora de Algodão Eliseu Batista na cidade de Orós, onde as coisas estavam indo muito bem, mas a pedido de seu irmão Manoel Costa (Bidel) teve que voltar a Mombaça em agosto de 1962 para ajudá-lo no Cartório de 1º Ofício, onde ocupou o cargo de Escrivão-Substituto até o ano de 1983, quando aposentou-se como Funcionário Público Estadual, e colocou um Escritório Particular, onde trabalha até hoje. Também tem sua participação na área social de nosso município como Sócio do Lions Clube de Mombaça, do qual foi presidente, e no Encontro de Casais com Cristo. 
O casall José Brasil e Maria Augusta tiveram 11 filhos, dos quais criaram-se 08 (Rejane, Enio César, Elânia, Carlos César, José Augusto, Francisco José, Reginaldo e Pe. Carlos Roberto) e 01 adotiva (Regilania), e 14 netos (Marcelo, Marília, Ciro Régis, Alinne, Michelle, Larissa, Carlos Maurício, Luís Augusto, Denise Rousane, Ítalo Roger, Ícaro Ronney, Yanny, Nilo e Juliana). Em uma sociedade cheia de problemas e obstáculos, pode-se dizer que José Brasil é um homem vitorioso, diante de tantas dificuldade e divergências. Relata-nos ele, que houve momentos de muita alegria em sua vida entre eles a escolha vocacional de seu filho Carlos Roberto (Pe. Betinho), hoje vigário na Paróquia de Arneiroz-Ce.. E não deixa de lembrar dos momentos difíceis e tristes com a perda de seus filhos: Francisco José, Socorro e Regilania, que morreram ainda pequenos, assim também a ausência de seu cunhado Evandro e seu genro Milton, homens de sua estima e consideração. 
Quem não conhece o José Brasil do Cartório, aquele que sempre leva alegria com seu jeito sereno e pacato? 
Parabéns Zé Brasil, de toda a sociedade mombacense e os que fazem a Folha de Mombaça.

                                                

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Editor/Redator: Elias Eldo Sá Cavalcante

F O L H A   D E   M O M B A Ç A - Nº 22 - JUNHO/2003