|
Mesmo quem não nos conhecem pessoalmente, mas
que é leitor deste mensário, sabe da nossa dedicação à
apicultura ´`a qual nos dedicamos já há vinte anos.Até a capa de
cada edição traz alguma coisa relacionada a essa atividade, sem
falar na própria composição de nossa logomarca, que tem integrada
em sua faixa inferior a expressão: MOMBAÇA, A PRINCESA DO MEL.
Outros que nos conhecem, sabem do nosso empenho no sentido de que
apicultura viesse a integrar o cotidiano das atividades agropecuárias
do Ceara e mais notadamente de nosso município. Atuamos como Técnico
em Apicultura ministrando vários cursos de iniciação e capacitação
apícola em várias associações comunitárias de Mombaça, bem
como de Tauá, Parambu e
Piquet Carneiro, colaborando assim para que
agropecuaristas já desacreditados da vida do campo, pudessem
retomar suas atividades na terra, tendo o suporte de uma atividade
lucrativa e que não demanda muito do seu tempo, que poderá assim
ser direcionado também para outros trabalhos.
Muitos frutos desse trabalho aparecem aos poucos, mesmo com
outros paraquedistas aproveitando-se da intensa movimentação que
está acontecendo hoje em muitas regiões do Ceará, tendo Mombaça
como um centro de referência da região. Aliás, até
historicamente Mombaça se liga a apicultura, pois o ano de 1851,
quando Alfredo Lorraine Langstroth descobriu o “espaço abelha”,
possibilitando assim a criação da colméia padrão chamada hoje
tipo Langstroth, impulsionadora de grande desenvolvimento da
apicultura mundial; era criado aqui no Ceará o município de Maria
Pereira (Lei 555 de 27/11/1851), primeira denominação de Mombaça.
Aqui também foi criada a Federação Cearense de Apicultura que
ainda está engatinhando organizacionalmente. Mesmo assim serve essa
de cabide de emprego para uma meia dúzia de aproveitadores que a
usam para obter recursos do SEBRAE, BANCO DO NORDESTE e outros órgãos
públicos, recursos esses para viagens a Congressos, Seminários,
Cursos etc, os quais beneficiam apenas essa meia dúzia de pessoas
que diremos os nomes na hora em que solicitados
ou seus apadrinhados.
Há também os que desenvolvem esforços para o aperfeiçoamento
da apicultura, como vimos recentemente, através dos trabalhos
desenvolvidos pelo Secretário Municipal
de Agricultura, Dr. Clóvis Neto e do Técnico Danúbio
Alencar, do SENAR e Sindicato Patronal de Mombaça, na organização
do 1º Encontro de Apicultura do Sertão Central, quando estiveram
presentes cerca de 1000 pessoas, quando eram esperadas apenas 400.
Até mesmo a distante cidade de Sobral mandou mais de 30
representantes para esse evento, proporcionando que esse e os demais
pudessem aumentar e aperfeiçoarem seus apiários e produtos.
Vimos entretanto advertindo, principalmente aos órgãos de
planejamento e financiamento quanto a necessidade de um mapeamento
apícula, pois já há alguns casos de saturação de área em nosso
município. Há de se ter muito cuidado nas instalações de novos
apiários, pois já existem área com superpovoamento, como por
exemplo nos distritos de Boa Vista, Manoel Correia, Cacimbas, Cipó,
e Morada Nova, bem como na Sede, enquanto que outros distritos como
Carnaúbas, Vicente, Catolé e Açudinho ainda comportam pequenos
volumes de colméias. As normas apículas não permitem a instalação
de um apiário a menos de 3 Km de outro já existente, o que deve
ser observado e cumprido.
|