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Mombaça melhorou o seu Índice de
Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) passando de 0,478 (1991)
para 0,604 em 2000, de acordo com o relatório do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), divulgado na quinta feira, dia
dois de outubro, em Brasília.
O IDHM é um índice elaborado pela Organização das Nações
Unidas (ONU) para medir e comparar a qualidade de vida entre paises.
O cálculo é feito com base em três variáveis: EDUCAÇÃO, SAÚDE
(LONGEVIDADE) E RENDA. Os dados são levantados em todos os municípios
brasileiros e fazem parte do Atlas do Desenvolvimento Humano, que
tem como colaboradores aqui no Brasil, do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (IPEA) e Fundação João Pinheiro do Governo de Minas
Gerais.
Levando-se em consideração os municípios da região,
vizinhos de Mombaça, todos eles melhoraram seus índices, indicando
que está havendo progresso nesta parte do Ceará. Acopiara passou
de 0,47 para 0,597, Pedra Branca de 0,453 para 0,605,
Piquet Carneiro de 0,505 para 0,622, Senador Pompeu de 0,538
para 0,618 e Tauá de 0,533 para 0,665. Colocando em ordem
decrescente fica assim a posição desses municípios: Tauá, Piquet
Carneiro, Senador Pompeu, Pedra Branca Mombaça e Acopiara.
Analisando, particularmente, os dados de Mombaça obtêm-se a
informação que a educação foi o carro-chefe do crescimento,
passando de 0,445 (1991) para 0,641 (2000), crescendo 44,04 pontos
percentuais, demonstrando o empenho e as decisões acertadas da
Prefeitura Municipal, tendo à frente sua atuante Secretaria de
Educação, que priorizou esse importante setor da administração,
para receber os investimentos essenciais para promover o
desenvolvimento econômico e social do município.
No campo da saúde (longevidade) o índice foi mais aquém,
com o crescimento de 21,98%, porém mostrou o resultado da ampliação
da cobertura e melhoria de qualidade dos serviços de saúde
realizados pela Secretaria de Saúde Municipal.
Com referência ao item renda, as notícias não são boas
para o município, tendo em vista que o setor só cresceu 13,56%,
indicando que deve ser repensada uma estratégia para alcançar um
melhor resultado na década 2001-2010. Aliás, o Estado do Ceará,
como também o Brasil, não foram bem sucedidos neste item. A década
de noventa foi marcada por sucessivas crises e um plano de
estabilização econômica, o Plano Real, que controlou a inflação,
mas estancou o crescimento econômico.
No momento em que a população de Mombaça toma conhecimento
desses dados que tratam da realidade do município, é muito
importante a união de todos, clubes de serviços, sindicatos,
associações comunitárias e religiosas, estudantes através dos
seus grêmios, Organizações Não Governamentais, em torno da Câmara
e da Prefeitura Municipal, para em conjunto,
incluírem no plano plurianual da Prefeitura, os elementos
essenciais visando um desenvolvimento integrado dos diversos setores
da vida municipal.
Com um planejamento que retrate as necessidades maiores do
município, retiradas do consenso da sociedade, é bem possível
melhorar a qualidade de vida da população, com base no
gerenciamento adequado dos recursos. Para que isso ocorra, é
preciso antes de tudo, planejar.
E só se pode planejar bem com informações confiáveis que
espelhem a realidade. Isso agora nós temos. Só falta, portanto, a
decisão e a fé nos destinos e progresso de nossa Mombaça.
Rui Alencar Andrade
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