ESTUDAR AINDA É A MELHOR SOLUÇÃO


Tem havido ultimamente um grande aumento no número de flagrantes, ou mesmo denúncias contra pessoas com bom nível de escolaridade e até mesmo, com cursos superiores, que estão por aí a cometerem delitos dos mais variados tipos. Alguns analistas dizem que esses tipos de crimes não são novos, sempre existiram. O que é novo é a coragem com que estão sendo denunciados. A verdade é que, se aumentou o número de pessoas letradas nesse rol, é porque também aumentou de maneira quase descontrolada o número de cursos de nível médio e de nível superior, fazendo com que caísse também a qualidade das avaliações para ingresso nesses cursos.
Se então esse universo é ampliado, proporcionalmente também aumenta a quantidade de maus profissionais oriundos de muitos desses cursos, pois é notória a expansão do sistema universitário brasileiro, mas associada à quantidade e não à qualidade.
Na outra ponta, sabe-se que a população carcerária é constituída na sua grande totalidade por pessoas que tiveram poucas, ou nenhuma chance de freqüentar uma escola. Claro que aí também prevalece o critério de proporcionalidade, pois a própria população brasileira tem um alto índice de analfabetismo. Entenda-se também que o fato de um individuo ser analfabeto não implica que ele seja potencialmente um criminoso.
Por outro lado, pesquisas mostram que as pessoas com melhor nível de saber, preenchem as melhores posições, com raras exceções, quer no mercado de trabalho, quer na própria sociedade onde estão inseridas. Isso não quer dizer que um diploma, seja ele de curso médio, técnico ou superior, é uma garantia de sucesso, mas sem ele fica mais difícil, pois as pessoas com menos capacitação são alijadas do mercado de trabalho e a preferência na admissão recai naquelas com mais escolaridade.
EDUCAÇÃO É A SOLUÇÃO ?
Podemos afirmar que a educação é um dos poucos mecanismos que a sociedade possui para promover a equiparação das oportunidades. Se organizarmos o mundo educacional de tal maneira que tornemos as diferenças ainda mais profundas, a educação perde a razão de ser.
Sabemos qual educação não queremos e temos idéia da educação que queremos. Precisamos descobrir como iremos transitar de um lado para o outro, e assim, num futuro não muito distante, possamos obter bons resultados na formação integral dos nossos semelhantes.