GP do Brasil
Nome: GP Brasil
Distância do circuito: 305.939 km
Número de voltas: 71
Distância da volta: 4.309km
Vencedor em 2000: Michael Schumacher
Pole position em 2000: Mika Hakkinen
Volta mais rápida: Villeneuve 1:18.397
Construído em 1940, o autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, São Paulo, só recebeu uma prova de F-1 em 1972, ainda em seu traçado antigo. Acabou perdendo a prova para o Rio em 1980 e só foi retomar o direito em 1990, depois de totalmente reformulado e com traçado mais curto.
Com vários pontos de ultrapassagem e duas grandes retas, o circuito oferece como maior obstáculo o asfalto irregular. Além disso, a possibilidade de chuva é sempre uma constante nas provas na capital paulista.
A História da Corrida
O piloto da McLaren David Coulthard foi o sortudo que finalmente quebrou o domínio de Michael Schumacher, que não deixava nenhum outro piloto ganhar na Fórmula 1 pelos últimos sete meses, vencendo o Grande Prêmio do Brasil. Uma série de eventos inesperados, numa corrida que além de tudo, também choveu, permitiu que o escocês se beneficiasse de um erro do atual campeão do mundo para tomar a liderança na 49a. volta.
Schumacher fez uma largada razoável, e o esperado duelo entre ele e seu irmão mais novo Ralf nunca chegou a acontecer. O piloto da Williams foi passado primeiro pelo seu companheiro de equipe Juan Pablo Montoya, depois pelo escocês e por Jarno Trulli, da Jordan. Mika Hakkinen ficou parado no grid, antes mesmo da corrida começar. O colombiano fez uma impressionante manobra de ultrapassagem sobre Michael Schumacher, e manteve a liderança da prova até a volta 39, quando foi 'atropelado' por Jos Verstappen logo após ter dado uma volta no holandês. Com isso, Coulthard assumiu a liderança.

No entanto, o escocês não parou nos boxes quando começou a chover, dando a liderança de volta a Schumacher, que havia colocado seus pneus intermediários primeiro. No entanto, duas pequenas rodadas na pista molhada deram ao piloto da McLaren a oportunidade que ele precisava para se aproximar e passar numa manobra limpa, que parece ter sido a melhor do ano até agora.
O drama assolou a corrida de Interlagos antes mesmo dela começar, quando Rubens Barrichello sofreu uma falha mecânica em sua volta para formação do grid e teve que voltar correndo aos boxes, no calor de 30 graus, para largar com o carro reserva, saindo dos boxes 35s antes do pitlane ser fechado. Havia um mar de mecânicos em macacões vermelhos ao redor do Ferrari de Barrichello, enquanto o tempo se esgotava, tentando preparar o carro para as especificações do brasileiro que, constantemente aclamado pela torcida quando aparecia, pareceu bastante tenso por largar da terceira fila.
Barrichello e Ralf foram os primeiros a sair, para a grande decepção dos fãs. "Eu estava me perguntando, por que estas coisas acontecem?" perguntou um arrasado Barrichello, que esperava ir melhor diante de sua torcida. "Em 10 minutos tudo deu errado. Eu quebro, tenho que correr até os boxes e depois tenho 30 segundos para levar meu carro até o grid. O que eu vi foi um carro vindo ao meu caminho e freando, me pegou de surpresa."
Fonte: Formula1.com