GP de Mônaco
Nome: Montecarlo
Distância do circuito: 262.626 km
Número de voltas: 78
Distância da volta: 3.367km
Vencedor em 2000: David Coulthard
Pole position em 2000: Michael Schumacher
Volta mais rápida: Mika Hakkinen 1'22"948
Considerado pelos pilotos como o mais desgastante dos circuitos no circo da F-1, o traçado nas ruas de Mônaco só permanece no calendário graças ao charme especial da prova.
Na pista, as ultrapassagens são raras e geralmente a prova acaba sendo decidida nos boxes com as estratégias de pit stop. O maior desafio dos pilotos é superar o cansaço e não cometer erros ao longo das 78 voltas. Além disso, torcer para o equipamento resistir até o final.
A História da Corrida
Michael Schumacher conquistou uma relativamente incontestável vitória no Grande Prêmio de Mônaco, após perder seu principal adversário David Coulthard no grid na saída para a volta de apresentação. Pela segunda vez em três corridas o carro do escocês permaneceu parado no grid enquanto todos o passavam, sendo o seu o único carro a falhar devido à eletrônica do novo controle de largada.
A largada resultante deu a Schumacher um caminho fácil até a primeira curva, seguido pela McLaren de Mika Hakkinen, Rubens Barrichello e as duas BMW WilliamsF1s de Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya.

Mas a permanência de Hakkinen na corrida foi bastante curta, pois um problema na direção forçou seu abandono na volta 18. Os dois pilotos da BMW WilliamsF1 também abandonaram a prova, Montoya bateu no guard rail e Ralf Schumacher entrou nos boxes para abandonar, na 59a. volta, com problemas hidráulicos.

Isto deixou um forte Eddie Irvine com o caminho livre para o pódio, o primeiro de sua equipe Jaguar, mantendo seu excelente histórico nas ruas de Monte Carlo.

Jacques Villeneuve superou seus fantasmas de Mônaco para ficar com um merecido quarto lugar. Mais algumas voltas e o canadense poderia até mesmo ter festejado com champanhe no pódio, tamanha foi sua aproximação do irlandês no final.

Coulthard, se beneficiando de uma alta taxa de abandonos que deixou apenas 10 carros para receberem a bandeirada, chegou em um aliviado quinto lugar, tendo ficado preso atrás da lenta Arrows de Enrique Bernoldi por 45 voltas intermináveis.
Schumacher, que quase parou seu carro para permitir que seu companheiro de equipe brasileiro tirasse a diferença de nove segundos para cruzarem juntos a linha de chegada, diante das câmeras do mundo, recebeu a bandeirada com a mão levantada para o ar.
Schumacher era só sorrisos enquanto era cumprimentado por todos os membros de sua adorada equipe. Ele ainda assim teve tempo para dar um abraço de parabéns no seu antigo companheiro de equipe, sem dúvida relembrando os velhos tempos em que o pódio era um lugar bem mais familiar para o irlandês.
Fonte: Formula1.com