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FASCISMO E EXCLUSÃO AS TÁTICAS FASCISTAS CONTRA A IDENTIDADE MESTIÇA FASCISM AND EXCLUSION: THE FASCIST TACTICS AGAINST THE MESTIZO IDENTITY |
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Algumas passagens anti-mestiças do Texto-Base "A composição racial brasileira tem a seguinte configuração: 53,4% são brancos; 38,6% pardos; 6,1% pretos; 0,5% amarelos e 0,4% indígenas. Assim, a soma dos cidadãos que se declaram negros (os pretos e pardos) representa 44,7% da população de nosso país, cerca de 80 milhões de brasileiro", páginas 16 e 17. Colocando na boca dos mestiços o que eles não disseram, o governo constrange os pardos, inclusive os cabocos (mestiços de branco e indígena), que correspondem à grande maioria da população da Região Norte, a desprezar sua identidade parda e sua origem indígena se desejarem participar da 1.ª CNPPIR. A hostilidade à identidade dos pardos e à mistura racial fica também evidente nesta outra passagem tirada das páginas 15 e 16 do mesmo Texto-Base distribuído pela SEPPIR: “O novo projeto de Nação a ser construído no Brasil contemporâneo implica em resgatar de forma crítica nossas mais significativas tradições organizativas em nome da realização de uma ação democrática. Tal projeto não deve se esgotar na fórmula assimilacionista ou enganosa como se deu no passado. Existem outras possibilidades, que valorizem a diversidade e o respeito às diferenças; a igualdade e o combate à exclusão social; que não revalidem moralmente tradicionais papéis sociais tampouco, almejem uma questionável e desnecessária uniformização estética, cultural e política de nosso povo”. |
![]() SILENCIANDO OS MESTIÇOS Apesar dos mestiços terem conseguido ser incluídos na programação da I Conferência Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, em Manaus, o texto não foi obedecido e a Comissão Organizadora, liderada pela SEAS, administrou com o apoio do movimento negro presente uma conferência onde os representantes mestiços foram sistematicamente excluídos das mesas de debates e de suas funções nas subcomissões. |