Será que ele é ? segunda parte                                  

 


Dia seguinte - cidade praiana grega próxima ao santuário – restaurante.


- Obrigado por ter vindo.

- O que quer, Aiolia?

Os olhos do grego viraram-se ao aquariano curioso, tirando aquela xícara de capuccino do meio das tortas, torradas e panquecas de pêssego, que enchiam a farta mesa e levando-a à boca. O homem de cabelos curtos procurava qualquer tentativa de explicar o fato que o levou a convidar Camus até ali a sós, sem que este se assustasse...Tentou, tentou, e...

- QUERO MATAR UMA PESSOA. UMA PESSOA QUE ONTEM, ESTUPROU MARIN!! E VOCÊ VAI COMIGO, CARA!! QUERO MORTE AO DESGRAÇADO!!

Logo os falatórios começaram a se desenrolar, como se as pessoas das mesas ao redor pensassem a se tratar de alguma brincadeira...

- é, mata!

- degola!

- chupa!  (mas que desgraçado $%#@ diisse isso?)...

O rosto do cavaleiro de ouro inclinou-se para frente, onde estava Aioria subitamente!! Sua cabeça contorcia um grito mental insuportavelmente doloroso. * É AQUELE FILHO DE UMA CADELA! O MILO! AIOLIA O DESCOBRIU!! * E PIOR!! QUEM DISSE QUE ELE ESTUPROU A MARIN? AQUILO NÃO FOI ESTUPRO NEM AQUI, NEM NO BRASIL!!MAS...COMO DIABOS CONSEGUIU ESSA INFORMAÇÃO SE SÓ EU ESTAVA VENDO ISSO?

Ele permaneceu olhando o cavaleiro...Pensativo...De alguma forma, acreditava que apenas ELE teria visto, tudo bem...Outra pessoa, quem sabe viu...Mas MILO VIU QUE SÓ ELE VIU...Entenderam? Não? Nem eu.

De fato, Milo viu o rosto de Camus, quando participava daquela fricção e troca de fluidos com Marin naquele muro. E se Aiolia levar Camus consigo até lá para matar o escorpiano galinha, ele vai ver que o único que poderia tê-lo informado tal acontecimento, é claro, seria o cavaleiro dourado de gelo!!! Seu coração partiria em mil pedaços se o desejo de sua vida, Milo o odiasse.

Aiolia era amigo íntimo de Camus também, antes deste ter se recolhido dos demais e passado a andar com Shura e Milo. Mesmo assim, ainda via Aiolia, que era o único no qual, Camus tinha coragem de fazer pedidos de assassinatos ou coisa cruel parecida. Camus sabia que ele seria o único a receber o pedido e fazê-lo para o amigo, acima de tudo...Escondendo dos demais...e...

-Jullian Sollo! Marin me contou.

*Ufa*...Aquele grito mental escandaloso se desenrolou em um simples sussurro abafado. Seria Horrível ter que dizer não a Aiolia, além de impedi-lo de matar Milo, o homem que fazia seu baixo-ventre pulsar, seu corpo se sentir novo e forte e sua mente feliz, em todos os dias que o olhava...
Camus só acendia a vontade de viver e se levantava da maldita cama ao nascer do sol, depois de pensar que iria ver Milo passar pelo lado esquerdo de sua casa, com nada mais além do que aquele roupão felpudo e macio sobre a pele nua, sedosa e molhada da água do banho recém-tomado no templo mestral,onde gostava de se refrescar, no qual ao passar pela casa de aquário, exalava-se o perfume misturado do cheiro do vento leve da manhã, com o do sabonete e xampu glicerinados do corpo e cabelos do cavaleiro além do aroma doce dos pedaços de fruta sobre as tortas que sempre levava consigo da cozinha daquele templo superior, para comê-los nas escadarias de escorpião, longe dos nhec-nhec de todos os restantes cavaleiros de ouro, que comiam desembestados sobre os fatos matinais dos jornais lidos e discutidos ridiculamente ao som de babaquices mal esclarecidas de baixo à boca cheia de pão com linguiça do cavaleiro de câncer naquela mesa atolada de tanta comida todas as manhãs.

*O QUE EU FAÇO AGORA???*

Pois é óbvio!!! Marin mentiu! Não estava naquela noite com Jullian, já que passou a madrugada na festa dançando, comendo e finalmente dando pro Milo! E o pior é que se encaixa nas referencias diabólicas passadas a ele pela garota. Pois, realmente, Jullian foi convidado sim, porem, não compareceu à festa...Camus não poderia dizer um NÃO, sem uma explicação direta e no mínimo, cem por cento justificável.

Camus - qual o motivo?

Aiolia - Marin tinha um encontro comigo aqui mesmo nesse restaurante ontem, no mesmo horário em que vocês deglutiam, degustavam e dançavam no salão mestral. Bem... Jullian parou sua maldita Mercedes slr e concluiu a ela, que iria à festa por ter sido convidado por um dos cavaleiros de ouro e que daria uma carona...Bem...Ela aceitou e ele usou seu cosmo muito mais poderoso por sinal, para ESTUPRÁ-LA!

                      (STOP!~!#$%...PÁRA TUDO! O GOSTOSO DO CAMUS TÁ PENSANDO...)

Aiolia  - Tá dando pra entender??? E ela era virgem!! Esperei a noite inteira por isso...

*Como? Virgem?*
( Indagava Camus em seus malditos e intermináveis pensamentos...) *Ah...no signo, né?!?
(continuou...) *porque na prova já não sabe mais nem o que é isso. Os dois subiam e desciam como malucos roçando depressa naquela parede. O garoto já estava sem ar e no quinto round quando eu soquei o pilar. Se ELA fosse virgem, e naquela posição em que se encontravam, não teriam nem conseguido começar!!*

Aiolia - ela apareceu em casa, chorosa...

Camus *conta outra*

Aiolia -...Desculpando-se.

Camus * do que??...De ter te pregado mais essa, mané?!*

Aiolia - nos abraçamos. Ela disse que me amava e que queria que a primeira vez fosse comigo.

Camus  * ...%$#$^&**^%$@! Nada a declarar! *

Aiolia - eu me senti com vontade de morrer...

Camus * isso é verdade! Corno tem é que morrer mesmo!!!*

Mas debaixo às circunstancias...Ninguém além de Camus, Marin (e talvez, Milo) sabia o que estava acontecendo. Realmente, a dor fazia com que Camus parasse de sacanear o inocente amigo mentalmente, para fazer sua feição mudar de lado. Estava com pena.

E não tinha cara só de Marin não. Isso estava cheirando a mais uma cabeça. A de provavelmente um escorpiano metade safado e a outra também.

Camus - ajudo.

Pensou rapidamente que se contasse a verdade, Aioria viria contra Milo, que iria pensar logo, que foi Camus quem foi contar! Então aceitou...Estava acreditado, que Aiolia como sempre, pediria satisfação antes da porrada. Era equilibrado exageradamente em relação a isso. Então, Jullian provaria com todas as letras, que era inocente. Depois, Camus teria mais tempo para acalmar o colega...Topou sem pestanejar.

Aiolia pagou a conta e se levantou para dar carona de volta a Camus que pediu que seguisse sozinho, pois queria passear na praia pra pensar um pouco...O cavaleiro de leão entra na sua Cherokee e pára ao lado do francês, alegando que será rápido. Pois irão também com ele Mu, Shaka, Saga e Milo. E que não se preocupe. Será morte instantânea e sem deixar pistas. (Dessa vez, ele vai matar pra depois perguntar)

Novamente indagou o francês * to ferrado! *... - tem certeza disso?

Aiolia - eu a amo. Se fosse qualquer outro, também mataria.

Camus - se fosse um de nós?

Aiolia - não entendo sua pergunta!?

 Apertou o botão, fazendo o vidro da porta, baixar por completo, encarando o homem na sua frente...Continuou a falar ao aquariano...

..-_ mas se quer mesmo saber, eu mataria até mesmo os outros que irão me ajudar. Mataria a todos. Mas nunca mataria você. Eu jamais levantaria minhas mãos para feri-lo. Jamais!!! Se fosse com você, eu mataria a ELA.

BAM! Que tiro!!! Camus suou frio...Mais frio do que seu corpo poderia suportar...Aiolia NÃO mente! Nunca mente! E estava sendo o homem mais sincero do mundo naquele momento.

...Foi embora, deixando aquele tiro explodir a cabeça de Camus que jazia agora num “mato sem cachorro”!! De fato, aquelas caminhadas iriam demorar mais do que pensava...
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