Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Histórico da faculdade de letras

A comparação entre drama antigo e moderno.

                              

                                                                 

                                                        

                                                                                                                                                     

Página 1................Resumo

Página 1................Obstract

Página 2.................Introdução

Página 2.................Espécies de gêneros dramáticos. Tragédia e comédia

Página 2.................A percepção de Vitor Hugo e jacobson sobre gêneros literários.

Página 3..................O drama para Hegel

Página 4.................Organograma comparativo do gênero dramático

Página 5..................Epopéia versus tragédia

Pagina 5..................conclusão

Pagina 6..................Bibliografia

                                                            

Links de textos

Textos de Hegel: A contradição é o motor do pensamento

Platão

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Cursos da faculdade de Letras PUCRS

Nome: Diego Jankus e Maria Regina Zurlo

Prof.: Adja Ferreira de Andrade

Disciplina: Computação básica e programação.

Resumo

O primeiro a tomar consciência dos gêneros literários foi Platão, mas cabe a Aristóteles o lançamento de suas bases fundamentais na Poética, que se inicia com a intenção de abordar a produção poética e os seus diversos gêneros, classificando as obras segundo elementos formais e conteduísticos.A palavra Drama oferece certa ambigüidade. Além de se referir ao ramo genérico, é empregada muitas vezes como sinônimo de peça teatral, outras vezes, como resultante do hibridismo composicional da tragédia e da comédia e também epopéia, cada uma dessas partes com características específicas, que são objeto de estudo até os dias atuais.

Obstract

Summary The first one to take conscience of the literary sorts was Platão, but the launching of its basic bases in Poetical, that it is initiated with the intention to approach the production and the its diverse sorts poetical, classifying workmanships fits the Aristotle according to formal and content elements. The word Drama offers certain ambiguity. Beyond if relating to the generic branch, it is used many times as synonymous of teatral part, other times, as resultant of the composicional hibridismo of the tragedy and the comedy and also epic, each one of these parts with specific characteristics, that are study object until the current days.

1. Introdução

A problemática dos gêneros, a mais antiga da teoria literária, também das mais complexas e controvertida, empenha ainda hoje o interesse de estudiosos, que perseveram na busca de uma conceituação.Entre oscilações, o assunto atravessa toda a história da literatura e da critica, ora assumindo acomodações de fidelidade a preceitos estáticos, ora desencadeando inovações, com investidas aguerridas e alvoroçadas. O fato é que a questão permanece aberta, a aguçar nossa curiosidade num desafio milenar.O primeiro a tomar consciência dos gêneros literários foi Platão, mas cabe a Aristóteles o lançamento de suas bases fundamentais na Poética, que se inicia com a intenção de abordar a produção poética e os seus diversos gêneros, classificando as obras segundo elementos formais e conteduísticos. Assim, o gênero literário pressupõe uma classificação de obras consignadas por características afim.

Embora a Poética de Aristóteles continue sendo o texto básico para enfoque dos gêneros, durante séculos vem suscitando interpretações que variam ao sabor do aparecimento de novos modelos literários e segundo a evolução do conceito de literatura.Na Idade Média não houve sistematização rigorosa sobre os problemas literários, a não ser tratados de poética trovadoresca, todavia sem vinculações com a doutrina dos antigos. No renascimento, graças à sedução exercida pela arte greco-latina, a poética de Aristóteles e a Epístola aos Pisões de Horácio promoveram inúmeras discussões do maior interesse para o novo espírito crítico que despontava. A questão dos gêneros narrativos, então, tornou-se o ponto central da interpretação do fenômeno literário.

Aristóteles considera dois modos básicos de produção poética: o narrativo e o dramático, não considerando a poesia lírica como um gênero literário. Os críticos literários renascentistas e clássicos, entretanto, com base nos postulados horacianos, incluíram o lírico entre os gêneros e deram início à carreira da divisão tripartida da produção literária (lírica, épica e dramática) que apesar das dissensões, prevalece para grande parte dos teorizadores, até nossos dias.

A essência dramática se apresenta por meio de fenômenos estilísticos determinados que situam a obra no ramo do drama se esses traços preponderam sobre os demais.

A palavra Drama oferece certa ambigüidade. Além de se referir ao ramo genérico, é empregada muitas vezes como sinônimo de peça teatral, outras vezes, como resultante do hibridismo composicional da tragédia e da comédia. A fim de estabelecer a distinção, o ramo genérico pode também se denominar dramática.

No gênero épico o narrador apresenta a ação progressivamente, através de descrições e análises, com maior ou menor detalhe, estendendo-se longamente. Tal procedimento não é adequado à obra dramática, pressionada a uma economia de meios, devido ao fator tempo, já que a peça se limita a algumas poucas horas. A ação épica ou romanesca se expande no espaço e no tempo, deslocando-se à vontade de um lugar para o outro, do passado para o futuro. A dramática acontece no palco, no momento da apresentação, coagida a uma seleção de lances num ritmo cênico acelerado. Para Aristóteles, o objeto da mímesis recai sempre sobre as ações das personagens, mas quanto à maneira de sua realização, destacam-se duasfundamentais, a narrativa e a dramática. A ação se desenrola através de acontecimentos que revelam as personagens, situadas num determinado lugar e numa certa época. Lembrando que drama em grego significa ação, compreendemos que este é o elemento nuclear da uma peça teatral.

1.1 Espécies de Gêneros Dramáticos

1.1.1 A tragédia

Para Aristóteles, a tragédia é a mímesis de uma ação importante e completa, num estilo agradável, executada por personagens que representam os homens melhores do que são a fim de suscitar piedade e terror e obter a catarse dessas emoções. A personagem trágica, quando não se suicida, termina louca prostrada sob os escombros de seu mundo. O sentimento trágico se estriba num fracasso que derruba o ideal de um ser, quando se destrói a razão de uma existência humana, quando uma causa final e única deixa de existir, nasce o trágico.

1.1.2 Comédia

Assim como o trágico não se encontra só na tragédia, mas em qualquer outra obra que mostre o naufrágio de um homem, o cômico também está presente em toda a literatura, desde a epopéia de Homero aos romances de Cervantes, Balzac ou Machado de Assis. O trágico e o cômico correspondem a necessidades vitais do ser humano, os dois pólos onde o homem oscila, quando se eleva acima de si mesmo ou quando rasteja nas próprias limitações. Apesar do cômico invadir muitas áreas literárias, se apresenta em sua maior pureza na comédia, concebida especificamente para realçar seus traços. Aristóteles conclui que a tragédia mostra os homens melhores do que são e a comédia os representa piores, inferiores, fixando o ridículo que se encontra num defeito. Compreende-se que ainda no século XVII, época em que a aristocracia goza de prestígios, as personagens principais da tragédia pertenciam às classes mais altas e as comédias venham da burguesia e do povo. As virtudes heróicas, que na tragédia provoca admiração, se transformam na comédia em imperfeições, cacoetes, alvos de zombaria.

2. A percepção de Vitor Hugo e Roman Jacobson sobre gêneros literários.

Segundo Vitor Hugo, a sociedade humana começa a cantar o que sonha (lírico), depois canta o que faz (épico) e por fim pinta o que pensa ( dramático). Devemos em tudo na vida passar por essas três fases, sem exclusividade de nenhuma delas.

Numa outra perspectiva, mas dentro da concepção unificadora, Jacobson determina correspondência entre estruturas lingüísticas e os gêneros literários:

Lírica - - - - - - - - - - Primeira pessoa (função emotiva): o eu fala.

Épica - - - - - - - - - - Terceira pessoa (função referencial): fala-se de algo.

Dramática- - - - - - - -segunda pessoa (função conativa): fala-se a alguém.

3. O Drama para Hegel.

Para Hegel, a ação concentra-se num conflito de interesses dos personagens. O drama apresenta uma ação que tem como base uma pessoa moral. Os acontecimentos parecem nascer da vontade interior de cada personagem. Portanto, a vontade humana que interessa, no caso, é a que tem consciência dos seus objetivos. A ação dramática é a ação de quem, no drama, vai em busca dos seus objetivos consciente do quer. A teoria hegeliana tenta nos chamar atenção para a síntese entre lírica e épica e da profusão nasce o gênero dramático. Hegel diz que: "O modo de concepção poética deste novo gênero comporta, como acabou de dizer, uma união mediatizada do princípio épico e o princípio lírico". Em outra citação. Assim dizendo, parece-me, queria Hegel significar que o Drama deve reunir em si a ação, o externar-se, o objetivar-se, o mostrar os fatos, da epopéia; mas por outro lado, carregar um peso de subjetividade, de razões morai, de sentimentos, de psicológico, de paixões, de hesitações, de alma, em suma.

4.Organograma comparativo do gênero dramático.

Tragédia antiga

Tragédia moderna

Comédia antiga

Comédia moderna

Ex: Orestia de Ésquilo.

Ex: Senhora dos afogados. Nelson Rodrigues.

Ex. A Aululária de Plauto

Ex. O Avarento de Moliére

Origem: Grega.

Origem: Nasce com o romantismo.

Origem: latina

Origem : francesa

Linguagem ornamentada.

Linguagem simples.

Linguagem: ornamentada

Linguagem: ornamentada

Herói. Há laços semelhantes entre eles, é perfeito.

Surge o anti-herói

Imperfeito.

Personagens manipulados segundo a vontade dos deuses em que reside o ridículo.

Personagens controladores de seus destinos, mas com a interferência dos deuses

Deus, semi-deuses mitos.

Um único Deus.

deuses

Um único deus.

Destino: não há livre arbítrio.

Livre arbítrio.

Destino: segundo a vontade dos deuses

Livre arbítrio

Tempo: um dia

Tempo: dois ou três

dias

Tempo: curto

Tempo: curto

Espaço: um único lugar.

Espaço: vários lugares ao mesmo tempo.

Espaço: um único cenário

Um único espaço

Ação: é representada pelos

personagens.

Ação é representada pelos personagens.

Ação: é representada pelos personagens

Representada pelos Personagens.

 

5. Epopéia versus tragédia.

É fácil confundirmos tragédia e epopéia, mas convém lembrar que, (embora não seja nosso objeto de estudo até aqui) a palavra epopéia deriva de Epos que, em grego significa recitação. A situação épica primitiva era de alguém que narrava um fato a um grupo de ouvintes, distanciando-se, portanto, o narrador em relação ao acontecimento passado, numa posição de confronto. Já a ação dramática da tragédia rigorosa é como um mecanismo que se move sozinho; deve caminhar para frente, não pode voltar no tempo ( o flashback é épico). A epopéia e a tragédia concordam somente em serem ambas imitações de homens superiores, em verso; mas diferem epopéia e tragédia, pelo seu metro único e a forma de narrativa. E também na extensão, pois a tragédia procura limitar a ação em um limite de tempo, já a epopéia não tem limite de tempo.

 

6. Conclusão.

Tanto o trágico como o cômico modifica-ram-se ao longo da história humana. O cômico manteve-se equilibrado sobre o ridículo, fazendo dele a condição básica de sua existência, utilizando-se muitas vezes uso de situações de extrema violência e depreciação irônica do caráter humano para produzir o riso. A tragédia, de certo modo manteve também seu intento primitivo de produzir a catarse, através do sofrimento e morte violenta de seus personagens. Os deuses desapareceram e também o destino controlador da vida do herói trágico.  Contemporaneamente, o que promove as desgraças de sua existência são os condicionantes hereditariedade e meio. O herói trágico moderno está sujeito à violência cotidiana e  aos distúrbios psicológicos favorecidos pela sociedade.

 

                                                                                        

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7. Bibliografia.

www.mundodosfilosofos.com.br/hegel.htm

www.mundodosfilosofos.com.br/hegel3.htm -

http://www.antroposmoderno.com/biografias/Socrates.html

www.socrates.coc.com.br/ - 1k

http://www.oocities.org/StarLunch/Vestibular/lit/lite.html

geocities.yahoo.com.br/veluhdias/ generosliterarios.index

Categorias narrativas Maria alzira seixo 1976,

Renata pallotini,  Introdução a dramaturgia, 1988 ática

O drama e o dramatico, S.W Dawson1970, Lisboa.

                                                                                      

 

 


 

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