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| Endocrinologia da Gestação em Animais Domésticos | ||||||||||||||||||||||||||||||
| Walt Yamazaki | ||||||||||||||||||||||||||||||
| mestrando em Medicina Veterinária, Área de Concentração: Reprodução Animal | ||||||||||||||||||||||||||||||
| Departamento de Reprodução Animal - FCAVJ - UNESP | ||||||||||||||||||||||||||||||
| Endocrinologia da Gestação em Éguas A égua apresenta grande variabilidade quanto a duração da gestação, variando de 325 a 365 dias. As mudanças endócrinas na égua durante a prenhez são particularmente diferentes quando comparadas as outras espécies domésticas devido ao desenvolvimento de estruturas temporárias que secretam hormônios, os cálices endometriais. Após a ovulação e a formação do corpo lúteo hemorrágico e corpo lúteo, concentrações plasmáticas de progesterona no plasma aumentam para 7-8 ng/ml durante 6 dias. Estes níveis plasmáticos persistem durante as 4 primeiras semanas de gestação, mas em alguns casos há uma queda transitória para 5 ng/ml aproximadamente 28 dias após a ovulação. No início do segundo mês, por volta do 35° dia de gestação, ocorre o início da formação dos cálices endometriais. Os cálices endometriais são discretas protuberâncias de tecido denso formados no corno gravídico, resultado da invasão de células trofoblásticas fetais no interstício do endométrio, onde ocorre a coalescência das células, resultando na formação de cálices discretos de tecido. Geralmente são em número de doze, presentes na junção do corno gravídico e o corpo como uma "banda circunferencial", pela separação de um anel de células (faixa de células coriônicas) a partir da placenta. Os cálices endometriais produzem gonadotrofina sérica da égua prenhe (PMSG), a qual é denominada atualmente de gonadotrofina coriônica equina (eCG). A eCG pode ser encontrada pela primeira vez no sangue 38-42 dias após a ovulação, tendo uma atividade máxima aos 60-65 dias de prenhez, com um declínio progressivo observado até sua desaparição, ao redor dos 150 dias de gestação. Os cálices endometriais, que contém antígenos do pai, começam a ser rejeitados em torno do 80° dia, por meio de uma resposta leucocitária mononuclear imunológica típica, com rejeição bem encaminhada por volta do 100° dia. Com 100-150 dias, os cálices tornam-se necróticos e se disprendem da superfície do endométrio e se estabelecem entre esse e o alantocórion. Invaginações desenvolvem-se no alantocórion para acomodar os tecidos mortos dos cálices - estes se tornam bolsas ou vesículas corioalantóicas. A eCG possui atividade tanto folículo estimulante (FSH) como semelhante ao hormônio luteinizante (LH), e está geralmente em associação com as gonadotrofinas hipofisárias, proporcionando estimulação para a formação de corpos lúteos acessórios. O FSH é liberado esporadicamente até 40 dias e provavelmente também ao redor de até 100 dias. Antes de 40 dias, o FSH é responsável pelo desenvolvimento folicular e depois disso é provavelmente sinérgico com eCG em causar marcante atividade ovariana. O corpo lúteo primário de prenhez (CL original) não é lisado ao 14° dia e persiste até 120-150 dias. Entre 18-40 dias os ovários são caracterizados pela presença de muitos folículos e ovulações não são comuns durante este período. Por volta de 40-120 dias, verifica-se atividade ovariana extensiva com desenvolvimento multifolicular, ovulações e luteinização de folículos não rompidos. Os corpos lúteos acessórios começam a se formar entre 40 a 60 dias de gestação, como resultado da ovulação, da mesma maneira como o corpo lúteo é formado no diestro, ou como resultado da luteinização de folículos anovulatórios. Verifica-se que a atividade folicular cessa após este período (120 dias), quando todos os corpos lúteos regridem e os ovários tornam-se pequenos e inativos. FIGURA 1 : Perfil hormonal dos principais hormônios envolvidos na gestação em éguas. Em essência, a eCG na égua é luteotrófica, possui meia-vida longa, pois metade de sua molécula é constituída de carboidratos e, portanto, continua presente por algum tempo mesmo depois que os cálices endometriais são rejeitados. Devido a presença dos corpos lúteos acessórios, a concentração na circulação periférica de progesterona aumenta, alcançando e mantendo um platô de aproximadamente 50 a 140 dias, quando então declina, pois a progesterona placentária atua localmente, e assim as concentrações sanguíneas são baixas após 5 meses. Por volta dos 180-200 dias de prenhez a concentração de progesterona encontra-se abaixo de 1 ng/ml, permanecendo neste níveis até aproximadamente os 300 dias de gestação, quando então aumenta rapidamente, atingindo um pico momentos antes do parto. A concentração de progesterona declina rapidamente para baixos níveis imediatamente após a parturição. A concentração total estrogênica na circulação periférica durante os primeiros 35 dias de prenhez são similares aqueles encontrados no diestro, apesar de uma produção temporária de estrógeno pelo embrião aos 12-20 dias. Após este tempo, há um aumento na sua concentração atingindo um platô entre 40 e 60 dias, em níveis um pouco acima daqueles encontrados antes da ovulação, aproximadamente 3 ng/ml. Este aumento é provavelmente devido ao aumento do desenvolvimento folicular associado com a produção de eCG. Após 60 dias, parece que há um aumento devido a atividade do feto ou placenta. Níveis máximos são observados aos 210 dias de gestação, sendo a maior contribuição proveniente das gônadas fetais, com um declínio gradual quando da aproximação do momento do parto, apresentando uma abrupta queda pós-parto. Os principais estrógenos na égua são a estrona e um esteróide cetônico, a equilina; além disso, 17ß-estradiol, 17a-estradiol e a equilenina estão também presentes. Ambas as concentrações desses estrógenos em sangue e urina se mantêm altos até 300 dias e após este período declinam até a ocasião do nascimento. A estrona é conjugada em sulfato de estrona no fígado fetal; a quantidade desse hormônio na circulação materna é uma indicação de "bem-estar" fetal. Os níveis de prolactina não mostram padrões distintos, havendo variações dentro do mesmo animal e dentre outras éguas, mas existem algumas evidências de um pequeno aumento quando do final da gestação. A principal fonte de progesterona no início da gestação provém do corpo lúteo verdadeiro e dos corpos lúteos acessórios. O verdadeiro corpo lúteo é ativo nos primeiros três meses de gestação, e regride no mesmo momento que dos corpos lúteos acessórios. A placenta passa a suprir a produção de progesterona após a regressão dos corpos lúteos acessórios e, apesar da queda da concentração periférica, a progesterona permanece alta nos tecidos placentários e deve manter a gestação mediante efeito localizado. Quando a ovariectomia é realizada aos 25-45 dias de gestação, as éguas geralmente abortam ou há a reabsorção embrionária. Quando esta é realizada após os 50 dias, a resposta é variável; entre 140 e 210 dias, a gestação continua ininterruptamente até o nascimento. Deste modo, após os 50 dias há evidência de uma fonte não-ovariana de progesterona, e por volta dos 140 dias, os ovários não são mais necessários para a manutenção da prenhez. A relaxina na égua começa a ser produzida em torno do 75° dia a partir de uma fonte placentária O papel da relaxina na égua durante a gestação é incerto mas há possibilidade de que ela seja sinérgica com a progesterona na manutenção da gestação. -------------------------------------------------------------------------------- Endocrinologia da Gestação em Vacas A principal fonte de progesterona para a manutenção da prenhez em vacas é proveniente do corpo lúteo, sendo que a placenta apenas a produz em pequena quantidade. Os resultados da ovariectomia e remoção do corpo lúteo são controversos; acima de 200 dias de gestação, a remoção do ovário contendo o corpo lúteo, ou ablação do corpo lúteo tanto cirurgicamente ou com a utilização da PGF2a geralmente provocam aborto. Apesar disto, após este período, até o nascimento, a prenhez geralmente continua. Algumas diferenças tem sido verificadas entre o efeito da ovariectomia e a remoção do corpo lúteo, o que sugere que o estroma ovariano deve produzir alguma progesterona. Deve-se considerar ainda os efeitos hormonais placentários sobre a função uterina. FIGURA 2 : Perfil hormonal dos principais hormônios envolvidos na gestação em vacas. A concentração de progesterona na circulação periférica durante os primeiros 14 dias de gestação são similares aqueles encontrados no diestro. Em vacas vazias, há um rápido declínio na concentração progesterônica após o 18° dia decorridos da ovulação. Em vacas prenhes, há normalmente apenas uma pequena queda neste estágio, mas com uma rápida recuperação dos níveis de progesterona. Após isto, a concentração de progesterona aumenta levemente durante a gestação até 20-30 dias pré-parto, quando começa então a declinar. A concentração estrogênica durante o início e a metade da gestação é baixa, menor que 100 pg/ml. No final da gestação, em particular após os 250 dias, a concentração estrogênica aumenta alcançando um pico 2-5 dias pré-parto, de 7 ng/ml de sulfato de estrona e 1,2 ng/ml de estrona. Esta concentração declina rapidamente cerca de 8 horas pré-parto para baixos níveis imediatamente pós-parto. Há indícios de que o tamanho do feto no momento do parto e mesmo as taxas de crescimento pós-natal podem ser previstos pelas concentrações de estrogênio pré-parto. Isso sugere que, quanto maior o feto, maior a produção de estrogênio, devido ao maior tamanho da placenta. Tanto a concentração de FSH como a de LH permanecem baixas durante a gestação, não demonstrando haver uma flutuação significativa em seus níveis. A prolactina é baixa durante a prenhez até antes da ocorrência do parto, quando há um aumento dos seus níveis basais de 50-60 ng/ml para pico no valor de 320 ng/ml cerca de 20 horas antes do parto, declinando a níveis basais novamente 30 horas após o nascimento. O lactogênio placentário bovino está presente na circulação periférica aos 160 dias de gestação, aumentando rapidamente para concentração máxima de 1000 ng/ml entre 200 dias até o nascimento. O papel deste hormônio não é ainda claro, mas parece possuir uma atividade semelhante à prolactina e ao hormônio do crescimento. O lactogênio placentário influencia aspectos estruturais e/ou funcionais da produção leiteira na lactação subsequente. Sugeriu-se que esse é um meio para selecionar vacas quanto ao seu futuro potencial de produção leiteira; quanto maior a quantidade de lactogênio placentário, maior seria o potencial de produção de leite deste animal. Endocrinologia da Gestação em Porcas Em porcas não gestantes, a concentração plasmática de progesterona cai rapidamente 15-16 dias após o estro, mas se ocorre a concepção, o corpo lúteo persiste e os níveis periféricos de progesterona permanecem elevados entre 30 e 35 ng/ml. Apesar de ocorrer uma pequena queda da progesterona para 17-18 ng/ml no dia 24, elevados níveis de progesterona persistem durante a maior parte da gestação, diminuindo rapidamente logo antes do parto. Os ovários e corpos lúteos são sempre necessários para a manutenção da prenhez e o número de embriões no útero não influencia a concentração de progesterona. A concentração mínima de progesterona no circulação periférica para a manutenção da prenhez é de aproximadamente 6 ng/ml. Em níveis mais baixos a prenhez é perdida, mas níveis mais altos não parecem aumentar a sobrevivência embrionária. A concentração total estrogênica permanece baixa e constante durante a gestação, mas 2 a 3 semanas antes do parto ela começa a aumentar para aproximadamente 100 pg/ml, com um aumento repentino para valores próximos de 500 pg/ml poucos dias antes do parto. Este aumento é seguido por um rápido declínio após a parturição. Sulfato de estrona alcança picos nos dias 20-30 de gestação, sendo utilizado como um dos métodos de diagnóstico de prenhez em suínos. -------------------------------------------------------------------------------- Endocrinologia da Gestação em Ovelhas Em ovelhas não-prenhes, a concentração de progesterona na circulação periférica cai rapidamente logo após o início do estro. Após a concepção, o corpo lúteo persiste, os valores de pico encontrados no diestro são mantidos e gradualmente aumentam até 60 dias de gestação, quando há uma aumento considerável na concentração progesterônica, sendo este aumento devido a contribuição placentária na produção de progesterona. Os níveis permanecem altos até a última semana da gestação, quando há um rápido declínio para cerca de 1 ng/ml na parturição. A concentração progesterônica é significativamente maior em múltiplas gestações, desde que foi calculado que no final da prenhez a produção placentária é cinco vezes maior do que a produção do ovário. A concentração máxima de progesterona em ovelhas com apenas um feto é de 3,78 ng/ml entre os dias 105 e 110 de gestação, de 5,09 ng/ml no caso de gêmeos entre os dias 125 e 130 de gestação, e de 9,18 ng/ml entre os dias 125 e 130 no caso de haver 3 fetos numa única gestação. A concentração estrogênica na circulação periférica permanece baixa durante a gestação. Poucos dias antes do parto ela começa a subir até um rápido aumento (aproximadamente 400 pg/ml) no momento do parto, seguido de uma queda abrupta nos níveis progesterônicos após a parturição. A concentração de prolactina flutua durante a prenhez entre 20 a 80 ng/ml. Entretanto, próximo ao parto, ela começa a aumentar e alcança picos entre 400 a 700 ng/ml no dia do parto. O lactogênio placentário já foi detectado no plasma materno com 48 dias de gestação. Ela alcança seu nível máximo perto do dia 140 da gestação em ovinos, diminuindo gradualmente até o parto. A função deste hormônio permanece ainda indefinido, podendo desempenhar um papel no complexo luteotrófico da gestação da ovelha e também controlando o crescimento fetal e o desenvolvimento mamário. FIGURA 3 : Perfil hormonal dos principais hormônios envolvidos na gestação em ovelhas. A ovariectomia bilateral após 55 dias de gestação não provoca aborto pois é neste estádio de desenvolvimento onde a placenta aumenta sua produção de progesterona. Porém, deve-se ressaltar que o corpo lúteo persiste durante toda a gestação e regride apenas quando da ocorrência do parto. -------------------------------------------------------------------------------- Endocrinologia da Gestação em Cabras Em cabras, a concentração progesterônica na circulação periférica e no leite declina perto do estro. Após 21 dias do serviço ou inseminação artificial, há uma distinção entre fêmeas prenhes e não gestantes. Fêmeas gestantes apresentam um aumento neste período da concentração de progesterona até atingirem um platô, declinando somente poucos dias quando da ocorrência do parto. A concentração estrogênica total no sangue periférico são muito maiores aos encontrados nas ovelhas. Os níveis aumentam gradualmente do dia 30 a 40 da gestação, alcançando picos em valores acima de 600 pg/ml logo antes da parturição. Os níveis de prolactina permanecem baixo durante a gestação, aumentando rapidamente logo antes do parto. A ovariectomia bilateral em qualquer estágio da gestação resulta em perda da prenhez. Assim, fontes extra-ovarianas parecem não estarem aptas para produzirem progesterona suficiente para a manutenção da prenhez. Embora tenha-se registrado a presença de lactogênio placentário na cabra, é provável que não exista uma luteotrofina placentária, porque a hipofisectomia acarreta aborto. -------------------------------------------------------------------------------- Endocrinologia da Gestação em Cadelas As cadelas são caracterizadas por apresentarem uma prolongada fase luteal com persistência do corpo lúteo por 70-80 dias em animais não gestantes. A concentração de progesterona na circulação periférica de cadelas prenhes são similares aquelas encontradas em fêmeas não gestantes e, por esta razão, não se pode diferenciar e realizar o diagnóstico de prenhez. Apesar disto, existem variações individuais, com valores de pico obtidos entre 8 e 29 dias após o pico de LH em fêmeas gestantes e entre 12 a 28 dias em fêmeas não gestantes. Há evidências de que no momento da implantação ou logo após a ela, a concentração de progesterona aumenta, possivelmente devido ao efeito de uma gonadotrofina placentária. Aproximadamente com 30 dias de gestação, há um aumento gradual de progesterona circulante e próximo aos 60 dias, valores de 5 ng/ml são obtidos, seguido de um declínio abrupto logo antes do parto, para zero após o mesmo. Em fêmeas não gestantes, não existe esta rápida queda nos níveis de progesterona; níveis baixos de progesterona persistem. FIGURA 4 : Perfil hormonal dos principais hormônios envolvidos na gestação em cadelas. Valores totais estrogênicos são um pouco mais altos em fêmeas gestantes do que em fêmeas não gestantes, com alguma evidência para um aumento no momento da implantação. Estes valores permanecem constantemente baixos durante o resto da gestação (20-27 pg/ml), antes de declinarem cerca de 2 dias no período pré-parto. Apesar da concentração de prolactina aumentar durante a primeira metade da fase luteal tanto em fêmeas gestantes como não gestantes, há um significativo aumento na segunda metade da gestação. O aumento gradual nos níveis de prolactina cessa com o rápido declínio da progesterona o qual ocorre 1-2 dias antes do parto. A relaxina pode ser detectada na circulação periférica de fêmeas da raça Labrador e Beagle aos 20-30 dias de gestação, sendo ausente durante toda a fase do ciclo estral em fêmeas não-gestantes. Os ovários nas cadelas são necessários para a manutenção da prenhez; mesmo que removidos aos 56 dias de gestação, resulta em aborto. O período de gestação em cadelas varia normalmente entre 63-64 dias, mas o intervalo entre a primeira cobertura e o parto pode variar de 56 a 71 dias. Apesar disto, se o período de gestação é medido do momento do pico pré-ovulatório de LH, este valor encontra-se constantemente entre 64 e 66 dias. Endocrinologia da Gestação em Gatas A ovulação geralmente ocorre em gatas de 23 a 30 horas após a cobertura e a concentração no soro de progesterona rapidamente aumenta dos valores basais para acima de 10 nmol/l, alcançando valores de pico ao redor de 100 nmol/l entre a primeira e quarta semana de gestação. Gatas apresentam característica peculiar de continuar a apresentar sinais de estro e aceitar cobertura mesmo que a ovulação já tenha ocorrido, com significativa produção de progesterona. Ao redor de terceira e quarta semana de prenhez, hiperemia na região da glândula mamária pode ser observado. Há um fenômeno dependente de progesterona visto também nos casos de pseudoprenhez. Existem evidências conflitantes sobre a função relativa do corpo lúteo e a unidade feto-placentária na síntese de progesterona durante a gestação, onde em alguns casos descritos em literatura verificou-se a continuidade da gestação mesmo após ovariectomia aos 45-50 dias de gestação, sendo que em outros casos verificou-se a ocorrência de aborto em fêmeas gestantes ovariectomizadas aos 45 dias. A concentração de progesterona decresce gradualmente do pico atingido durante o primeiro mês de gestação, havendo grande queda em seus níveis durante os últimos 2 dias que antecedem o parto. Há um pequeno aumento da concentração estrogênica no período pré-parto, mas com seu declínio ocorrendo momentos antes da ocorrência da parturição. A relaxina é produzida pela placenta durante a gestação e acredita-se que ela contribua na manutenção da prenhez através da inibição da atividade com uma possível ação sinérgica com a progesterona, para manter a gestação. A relaxina surge durante a terceira semana de gestação, entre o 20° e o 25° dias, , com o pico dos níveis sendo atingido por volta do 40° dia, sendo que sua concentração declina logo antes do parto. A prolactina é produzida durante o terço final da gestação e sua concentração declina quando da ocorrência dos nascimentos. A duração da gestação varia geralmente entre 63 e 65 dias, podendo no entanto haver uma maior variação, entre 59 e 70 dias. O fato da ovulação não necessariamente ocorrer após a primeira cobertura pode explicar a amplitude de variação nestes valores. Existem casos em que gatas podem apresentar comportamento de cio durante a gestação. Algumas destas gatas podem cruzar, podendo levar a superfetação. |
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| Referências Bibliográficas ARTHUR, G.H., NOAKES, D.E., PEARSON, H. Veterinary Reproduction & Obstetrics. 7th Ed., London: Saunders Comp., 1996, 726p. CUPPS, P.T. Reproduction in Domestic Animals. 4th Ed., Academic Press Inc., 1987, 670p. HAFEZ, E.S.E. Reproduction in Domestic Animals. 6.Ed., Philadelphia, London: Lea & Febiger, 1996, 582p. McDONALD, L.E., PINEDA, M.H. Veterinay Endocrinology and Reproduction. 4th Ed., Philadelphia, London: Lea & Febiger, 1989, 571p. STABENFELDT, G.H. Gestação e Parto. In: Tratado de Fisiologia Veterinária, J.G. Cunningham, Ed.Guanabara, p.319-325, 1993. STABENFELDT, G.H., EDQVIST, L-R. Processos Reprodutivos na Fêmea. In: Dukes-Fisiologia dos Animais Domésticos, M.J. Swenson, 10th Ed., Ed. Guanabara, p.689-718, 1988. |
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| 01/05/00 | ||||||||||||||||||||||||||||||
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