Leela
O "Leela" que participa da coletânea "Gramophone Multimídia - Vol.I" esteve na região em São José e em Caçapava, estive nos dois shows e tive um bate papo com a galera que transcrevo para vocês:
Gramophone - Desde quando existe o "Leela"?
Bianca - O "Leela" vai fazer dois anos agora em novembro, começamos com a Katia no baixo e depois de um ano ela saiu para tocar no "Penélope" sendo substituida por Melvin (Carbona), temos duas demos gravadas sendo que a primeira foi logo no começo da banda com três músicas logo no começo da banda e a mais recente já com Melvin no baixo lançamos outra com cinco músicas!
Gram.- Essa eu ainda não ouvi!
Bianca - É que a outra já estava defasada, estávamos com outras musicas e o punch estava diferente, pois as musicas foram evoluindo nos shows, vai mudando o conceito das musicas o fato de você fazer shows muda naturalmente e aquela anterior foi mais para começar a banda, uma banda prá começar tem que ter alguma coisa gravada senão fica difícil de arrumar shows, de seu nome circular... então gravamos em dezembro de 2000, lançamos em janeiro de 2001e partimos logo tocando em Natal no festival "MADA", aproveitamos e fizemos shows em João Pessoa, Aracaju, Salvador e a partir daí a banda começou a ficar com o nome mais conhecido fora do Rio, a gente não ficou presa ao Rio fomos logo viajando botando a cara na rua!
Gram. - É um negócio que tenho visto, vocês tem feito bastante shows em diversos lugares, qual a dica prá galera que esta começando conseguir isso?
Melvin - O principio de tudo é nunca deixar de mandar material! Nós passamos o material e fomos chamados para o "Green Rock", para o "Abril pró rock", o "Porão do rock" em Brasília, um festival em Goiânia (Bananada); mas é assim: não basta o material chegar no cara que esta fazendo o festival; as vezes você descola os contatos de zines, revistas ... manda tudo, ai sai resenhas e começa a criar um nome para banda... para ai sim o organizador do festival chamar a banda! Acho que a receita é divulgar mesmo! Para o maior numero de pessoas e também não se deixar desapontar porque mandou uma demo, para um festival e o cara não chamou de primeira!
Bianca - É o lance você manter a persistência e também quando a banda é nova e tem um trabalho gravado, infelizmente você tem que sair dando muito Cd, não adianta você ficar querendo guardar porque as pessoas tem saber que você tem banda, como é sua banda... não adianta ficar só no nome; muita gente fala já ouvi dizer que você tem uma banda mas nunca ouvi... então dá o Cd prá pessoa! Tem que sair dando Cd mesmo para começar a criar um público, começar a ter várias pessoas falando, tocar com outras bandas que já tem um nome, para ir aos poucos crescendo! Porque este mercado independente/alternativo é muito complicado, você tem que ter coragem de viajar; a gente pega o carro e viaja, não fica na frescura de "a não..." as bandas meio que tem medo de sair de suas cidades, "vou me perder no caminho....", "não sei onde vou dormir..." mas sempre você arranja uma galera legal, sempre tem pessoas que agitam, tem a cena própria de cada cidade e sempre tem pessoas bacanas ... é muito bom! Pena que no Rio a cena é horrível! (risos...) não é horrível, é que no Rio é difícil!
Melvin - As bandas são legais e os lugares são horríveis....
Gram. - Existem bandas muito boas no Rio...
Melvin - Tem o Carbona !!! (risos)
Gram. - É mas o que vou citar é uma praia até mais alternativa ainda tipo as bandas da "Midsummer" são muito boas e até é um estilo de musica que não tem um público muito grande...
Bianca - Sim ! São bandas muito boas!
Melvin - É engraçado assim por que as pessoas, até prá quem é fora do Rio, as bandas da Midsummer abrangem um grande universo e ralam para conseguir tocar a "Pelvs" não toca a quase um ano e a "Pelvs" é a principal do selo e ralam prá caramba, o "Casino" consegue tocar de vez em quando... é difícil prá todo mundo assim...
Bianca - O lance é que o "Leela" ficou assim... como a gente já saiu tocando fora... as bandas do Rio não saem muito... e quando a gente ia tocar fora os caras das outras cenas falavam assim: "... porra, mas no Rio eu achei que só tinha banda de Hip-hop! Eu sou carioca, sou sangue bom!" porque as bandas alternativas não saem do Rio!
Gram.- A visão que o pessoal tem do Rio é isso! Um rock de bermudas ...
Bianca - E Hip-hop, é muito Hip-hop, falando da zona sul, favela e quando chega uma banda alternativa como a gente, um bando de branquelo ainda e sai fora do Rio ninguém acha que a gente é de lá! Quando tocamos em São Paulo o pessoal acha que somos do sul, quando tocamos no sul ou nordeste acham que somos de São Paulo... nunca acham que somos do Rio, porque nosso som não tem nada a ver com o som do Rio! E também o pessoal tem que saber que no Rio tem várias facções, não é só Hip-hop carioca que ficou muito forte por causa do "Planet Hemp" e outras bandas que tem nessa linha que estouraram ...
Gram. - E foi essa praia que acabou mostrando o Rio ao país...
Bianca - É foi mas agora o "Leela" está rodando o Brasil e já esta mudando isso! (risos)
Gram. - Como está a formação atual do "Leela" e os contatos da banda?
Bianca - Estamos assim: Bianca Jordão, que sou eu, vocais e guitarra; o Melvin no baixo e vocais; o Rodrigo Brandão na guitarra e o Gustavo Grossman na bateria. Contatos: leela@terra.com.br e www.leela.com.br é o site e o telefone é (21) 2512-4548.
Gram. - E sobre a coletânea "Tributo ao inédito", como esta rolando?
Bianca - Então, justamente pelo fato do Rio estar com a cena meio parada, tem muitas bandas e não tem lugar prá tocar, não tem muito espaço na mídia, então dez bandas resolveram se juntar e lançar a coletânea, tem duas musicas de cada banda e já vendemos 2.000 cópias em duas festas que fizemos no Rio e saímos distribuindo pelo Brasil inteiro e isso ajuda a divulgar a cena do Rio e as bandas em si! É uma coletânea que não é temática então todo mundo vê a diversidade que tem no Rio são diversos estilos!
Melvin - Um lance legal foi as festas de lançamento no Rio, porque como fazer para tocar dez bandas! Ai a gente dividiu em dois dias e as bandas formaram parcerias, a banda tocava uma musica dela, uma jam com a banda seguinte e depois a banda tocava a sua e foi assim o som ia seguindo foi um show interessante!
Gram. - E como tem sido esses eventos?
Melvin - A gente fez a Loud e Ballroom! Com as parcerias fizemos só esses! E foram bem legais!
Rodrigo - A s parcerias são coisas inusitadas assim ... foi Leela e Rogério Skylab ...
Gram. - Esse é figura!
Bianca - E ainda fazemos uma musica de Chico Buarque na jam!
Rodrigo - Numa versão bem pesada ...
Bianca - Eu acho que essa musica que tocamos na jam vai estar no próximo disco do Rogério Skylab!
Melvin - Foi bem legal assim porque a gente sempre toca junto com "Jimi James" quando tocamos "Rape me" eles também cantam mas para esse lançamento rolou o sorteio e caímos com o Skylab e tivemos o prazer de conhecer o cara, a gente vai abrir um show dele também por conta disto! E esta rolando assim até o fato das bandas se conhecerem melhor do que se conheciam antes!
Bianca - E voltando ao "Leela" a gente agora em novembro vai estar gravando nosso disco mesmo com onze musicas e depois vamos continuar fazendo shows prá lançar o disco... não sabemos ainda como vamos lançar mas vamos gravar e lançar não sei como...
Gram. - Mesmo que independente?
Bianca - Mesmo que independente, por que fica difícil a gente ver que em alguns lugares as pessoas ainda não conhecem as musicas e até porque dificilmente tocamos covers nos shows e você tendo o disco as pessoas vão conhecer melhor as musicas que você vai tocar, ai deixa em algumas lojinhas, banquinhas e tal para a galera ir conhecendo... é aos poucos! Independente é ralação!
Gram. - Valeu ! foi um prazer conhecer vocês e falar com vocês!
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Alguns
momentos das duas apresentações que o Leela fez na região
(21/09 em São José dos Campos e 22/09 em Caçapava)
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