Página PrincipalO Corvo, versão II
Baseada em poema de Edgar Allan Poe
Apresentações:
    - teatro da Elétrica, segunda-feira, dia 25 de junho de 2001
    - teatro da Aliança Francesa do Butantã, sábado, dia 30 de junho de 2001

Direção de Rafael Masini.

Elenco:
    - Eric: Corvo
    - Sabugo: Narrador
    - Vanessa: Lenora/Atena
    - Vitor: Poeta

Sonoplastia: Roberto

Músicos convidados:
    - Fernando (violão)
    - Júlia Aranha (flauta)


"Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora
Eu, caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga..."
    Dessa vez, a platéia não pôde reclamar que não ouviu o texto. Essa segunda montagem, pelo GTP, do famoso poema de Allan Poe foi construída de forma a ressaltar as palavras da brilhante tradução de Machado de Assis. Realizada em meio às preparações para "Estilhaços de Hamlet", em 2001, a peça foi
trabalhada principalmente em horários fora das aulas normais do grupo, contando com muita motivação de todos os envolvidos.
    O resultado final, portanto, deixou o grupo bastante feliz.A cena se desenrolava conforme descrito pelo poeta norte-americano, o personagem central sendo representado pelo Vitor, que alternava as estrofes com o Sabugo. O Eric representava a figura alegórica do corvo, enquanto Vanessa, o silencioso espírito de Lenora, sondava o poeta
"Mas o silêncio, amplo e calado,
Calado fica, a quietação quieta..."
"Lenora, tu como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais..."
perturbado. Para ajudar a caracterizar o clima melancólico e nostálgico, livros antigos, música leve e uma taça de vinho quebrada no final.
    A versão do poema usada foi a tradução de Machado de Assis para a língua portuguesa, com leves modificações feitas pelo Vitor. Veja mais abaixo a versão original, em inglês, e o texto da peça.
    As fotos foram feitas pelo Dudu, no último ensaio geral, no teatro da Engenharia Elétrica.
Entre aspas:

    "Todos se sentiram bem no palco, todos tiveram prazer em fazer o trabalho, e é assim que deve ser o teatro."
Vitor

"Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos.
Eia, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais."

Textos:

- Leia aqui o poeema "The Raven", de Edgar Allan Poe, em sua versão original.
- Leia aqui o texto utilizado na peça.