Ida ao Teatro
Baseada em um esquete de Karl Valentim
Apresentação no Instituto de Ciências Astronômicas
e Geofísicas e no Girino, outubro de 1998.
Direção de Artur Beloni.
Elenco:
Alberto(segunda apresentação):
Marido
Amélia: Esposa
Aurélia: Esposa
Crisco: Marido
Edson: Marido
Elaine: Esposa
Érico: Marido
Fadinha: Vizinha
Nurse: Esposa
Rubens: Marido
Samia: Esposa
Telma: Esposa
Zanella: Marido
Operador do som: Dudu
Essa pequena história narra a dificuldade
de comunicação em um casal. O casal recebe um par de ingressos
para o teatro e começa uma pequena aventura para se aprontar, incluindo
um jantar altamente mórbido, um bilhete, que não explicava
nada, para o filho, e a infalível dor de cabeça que as mulheres
têm na hora de sair. Por fim, eles repassam o ingresso para a vizinha,
interpretada pela Fadinha.
Na versão original, o casal descobria que a tal peça não
era naquele dia, mas o grupo achou melhor fechar a apresentação
dando a impressão de que a vizinha daria início a uma nova
aventura na sua casa, num mórbido círculo vicioso de relações
humanas.
A peça foi apresentada duas vezes.
A primeira apresentação foi no Instituto Astronômico
e Geofísico, durante um intervalo do Curso de Línguas que
estava sendo oferecido nas salas do instituto.
O plano original era que se apresentassem as seguintes duplas, sempre interpretando
as mesmos personagens em momentos distintos da noite:
1. Edson e Amélia;
2. Rubens e Aurélia;
3. Crisco e Nurse;
4. Samia e Alberto;
5. Telma e Zanella;
6. Érico e Elaine;
Infelizmente o Alberto conseguir ter uma crise de
apendicite e quase morrer no dia da apresentação. Não
se preocupe, ele sobreviveu. Nessa apresentação, Crisco assumiu
sua parte.
A segunda apresentação foi em um girino, no Grêmio. Além da presença do Alberto recuperado da doença, esta apresentação contou com uma dança flamenca como introdução, interpretada pela Fadinha, sem o seu próprio consentimento: foi uma surpresa da mãe dela. Valeu, Dona Tânia!
Figurino:
O casal trajava sempre combinações
de vermelho e negro, realçando o ânimo de cada um no decorrer
da peça. O primeiro casal tinha o marido todo de negro e a esposa
toda de vermelho. Com o passar das cenas, o vermelho tomava conta do marido,
de cima para baixo(camisa, depois calça, sapato, etc.), e o preto
tomava conta da esposa, de baixo para cima, mostrando a mudança de
estado de espírito no casal.
Já a vizinha trajava uma elegante saia de oncinha, com uma blusa
preta.
Na segunda apresentação, a Fadinha ainda usou uma roupa de
dançarina flamenca para sua dança introdutória.
Trilha Sonora:
Essa inusitada aventura era acompanhada pela contagiante e impagável versão de Ray Conniff para a "Dança da Fadinha"(Sim, a escolha foi um pequeno mimo para a atriz), do balé "O Quebra-Nozes", de Tschaikowski.
Entre aspas:
"Não sei, estou passando mal..."
Alberto, extremamente pálido, momentos antes de
abandonar a primeira apresentação devido a uma apendicite.