Página Principal O Inspetor Geral

Texto de Nicolai Gogol
Apresentação única na SAPO, na terça-feira, dia 21 de setembro de 1999.
Direção de Lúcia Salgado Lombardi

 

 

 

Elenco:

   Alberto: "Dobchinski"
    Crisco: Verdadeiro fiscal
    Dudu: Sargento Mendonça
    Emília: Empregada do prefeito
    Fabi: Dona Rosélia
    Giseli: Comerciante
    Lesma: Ossip
    Paola: Comerciante
    Paulinha: Primeira-dama
    Rebeca: Delegada
    Ricardo: Prefeito
    Roberta: Comerciante
    Rogério: Sargento Coutinho
    Ronaldo: Dono do hotel
    Sabugo: Carteiro
    Simone: Comerciante
    Telma: Comerciante
    Tiazinha: Filha do prefeito
    Vitor: Juiz
    Zanella: Dr. Fritz
    Zanellinha: Falso fiscal
    Zé: "Bobchinski"


cartaz desenhado por Sabugo
 

GISELI E ZANELLINHA POUCO ANTES DA APRESENTAÇÃO

 

 

O CLIMA DE DESCONTRAÇÃO CONTAGIA OS ATORES

OI, EU SOU O "G"...
E EU SOU O "T"...
E EU SOU O "P"...
SOMOS O "GTP" !!!
A ILUMINAÇÃO IMPROVISADA PROVOCA SOMBRAS GIGANTES DURANTE TODA A PEÇA.

O PREFEITO CONHECE O FISCAL E "SONDA O TERRENO"

 

 

A DELEGADA APARECE EM GRANDE ESTILO.

O CARTEIRO REVELA OS SEGREDOS DE TODOS OS HABITANTES DA CIDADE DE FURAFILÓPOLIS
SABUGO, PAULINHA, GISELI, ZÉ E REBECA NO DIA DA PEÇA, EM FRENTE AO PRÉDIO DA ELÉTRICA
 

 

O PREFEITO E O FISCAL SE ENTENDEM NO HOTEL.

 

A ESPOSA E A FILHA DO PREFEITO FOFOCAM COM A EMPREGADA SOBRE A CHEGADA DO ILUSTRE HÓSPEDE

 

 

    Essa peça foi montada às pressas em 1999, quando a Lúcia substituiu o Artur em julho, e precisávamos de um espetáculo para participar da SAPO. Ou seja, ensaiamos durante agosto e metade de setembro a peça que foi sugestão da Lúcia.

   Os ensaios foram feitos sob um clima intenso de correria, além de um "pequeno mal-entendido interno", devido ao mau uso das modernas tecnologias de comunicação a distância. Ainda tivemos de fazer ensaios extra em lugares bizarros como a sala de estudos da Civil (onde tivemos de empilhar mesas e cadeiras) e corredores da Elétrica.

    No fim, adaptada e renomeada como "O Fiscal", a peça arrancou boas gargalhadas e conseguiu muitos aplausos. Foi importante para o início da "re-projeção" do GTP.

Mudanças do Texto:

    O texto original foi alterado principalmente para trazer à tona a atualidade do tema da obra, que adapta-se perfeitamente ao contexto brasileiro. Cheio de malícia e subterfúgios, golpes baixos e picuinhas, os habitantes ilustres da localidade se esforçam para escaparem de uma auditoria severa. Todos escondem suas irregularidades: o prefeito e seus desvios de verbas, o juiz e seus bem conhecidos subornos, a diretora incompetente da escola e suas "manobras" para permanecer com o cargo, os fazendeiros e seus critérios muito peculiares de higiene e tratamento dos empregados, o diretor do hospital e seus cadáveres, a delegacia em péssimo estado, e assim por diante.

    Bem poderíamos estar falando de uma típica cidade brasileira. Pois foi exatamente esta idéia que nos fez alterar o ambiente da peça, que se passa na Rússia do começo do século, para o Brasil de hoje. Surgiu então Furafilópolis, a cidade corrupta do interior. O inspetor geral do título transformou-se no fiscal da receita, e o resto permaneceu pouco mudado. Nem foi preciso, já que o tema nos é muito familiar.

A Preparação e a Apresentação:

    Os ensaios começaram a partir de improvisação das cenas da peça. As cenas seriam consolidadas, ao invés de decoradas, e só dependeria do esforço de cada um em melhorar os detalhes. Assim, a peça teve um tom bastante autêntico, e o grupo se soltou no palco, deixando o impulso da história fortalecer as atuações e conduzir o ritmo do espetáculo.

    Cada personagem correu atrás de seu figurino, e o cenário era muito simples - apenas algumas cadeiras. A iluminação e a sonoplastia foram problemas à parte, pois o anfiteatro da elétrica não possuía infra-estrutura para a apresentação de uma peça. Nem cadeiras havia na platéia! O lugar estava semi-abandonado, o palco era minúsculo, a acústica era ruim, e um mau cheiro suavemente tomava os fundos do teatro, pois havia ali um defeito nos encanamentos da lanchonete que ficava exatamente acima do local. A trilha sonora foi tocada por um pequeno aparelho portátil, a luz foi dirigida a partir de um único holofote manejado pela diretora do cetro da platéia (produzindo assim um efeito péssimo de sombras ao fundo do palco e ofuscando os atores em cena), e as pessoas precisaram sentar no chão. Foi um preço a se pagar pelo pouco tempo de preparação e uma certa inocência do grupo, que não se preocupou com isso no devido tempo.

    Mas o importante foi que todos se divertiram muito, a peça foi bastante elogiada e os atores ganharam uma boa experiênca de palco. E mais importante ainda, o grupo começou uma jornada para obter maior projeção dentro da escola e para amadurecer artisticamente seus integrantes. Todo mundo lucrou com a peça.

    E, é claro, os pais adoraram.

NEM AS SÚPLICAS DA GISELI COMOVEM O IMPASSÍVEL FISCAL.

OS COMERCIANTES EXPLORADOS TENTAM SUBORNAR O FISCAL.



O ELENCO SE DESCONTRAI ANTES DA APRESENTAÇÃO

O PREFEITO PREPARA O SERMÃO AOS COMERCIANTES TRAIÇOEIROS.

OS GUARDAS COMEÇAM A REMOVER A COMERCIANTE MAIS EXALTADA, QUE DEPOIS É DISCRETAMENTE EXECUTADA.

A COMERCIANTE NÃO SE CONFORMA COM O PREFEITO LADRÃO.


O CARTEIRO REVELA QUE O FISCAL É UM FARSANTE, LENDO A CARTA DO BANDIDO.
O VERDADEIRO FISCAL ENFIM CHEGA À CIDADE, PARA TERROR DOS SALAFRÁRIOS.

ALBERTO E PAOLA BERRAM UMA CANÇÃO, RICARDO OS IGNORA COM O VIOLÃO E ZÉ LAMENTA SABE-SE LÁ DE QUÊ.
O ELENCO POSA PARA A FOTO DE TODOS.




AS COMERCIANTES, DEVERAS ELEGANTES
.
O ELENCO SE ABARROTA COM BOM HUMOR NA COXIA.



LÚCIA RECEBE DE GISELI E ZANELLINHA O ABRAÇO DE FELIZ ANIVERSÁRIO.
SIMONE MONTA CRISCO QUE MONTA PAOLA, ENQUANTO ROGÉRIO GALANTEIA GISELI, EMÍLIA E ROBERTA

 

PAOLA, RICARDO E VIOLÃO GISELI, ZANELLINHA E FABI O SANGUINÁRIO DR. FRITZ DOBCHINSKI E BOBCHINSKI, FAZENDEIROS A PEÇA VAI COMEÇAR...

Detalhes do Figurino:

    Os figurinos foram utilizados para destacar o clima cômico do espetáculo.
    A começar pelo ilustre prefeito de Furafilópolis, com seu elegante cavanhaque pintado no rosto com lápis de maquiagem... o mesmo lápis com o qual foram feitas as selvagens tatuagens nos braços do juiz: um ganso e um ovo, que insinuavam o estranho gosto desse cidadão furafilopolitano.
    O pomposo topete de nosso colega Alberto foi tranformada numa frondosa franja, acompanhada de um rústico cahpéu de palha. Claro que não podemos esquecer a calça um palmo acima do umbigo... enquanto seu irmão andava de esporas para todos os lados.
    O Dr. Fritz nunca tirava seu avental devidamente ensangüentado. Não se sabe se o sangue era de algum paciente ou da cicatriz forjada em sua testa. A delegada acentuava seu charme com um belo casaco "de oncinha", aliado a um imponente par de botas e um chapéu branco nada discreto... sempre acompanhada de seus inseparáveis soldados com camisas e bermudões, e uma pomposa marcha.
    O carteiro ocultava as cartas abertas embaixo de seu capote no melhor estilo Blade Runner. O falso fiscal mostrava seu estilo malandro com seu chapéu palheta e a bengala que ele nunca usava, mas estava sempre na mão de seu serviçal.

Trilha Sonora:

    Algumas pérolas musicais foram bem encaixadas na peça, de modo a envolver melhor a platéia.
    O início se dava ao som do "Tema de Norville", composto por Carter Burwell para o filme "Na Roda da Fortuna", dos Irmãos Coen.
    A entrada da sedutora delegada também era acompanhada de uma música insinuante, extraída da trilha do filme "Os Commitments - Loucos pela Fama", de Alan Parker..
    E, para o Grand Finale, a entrada triunfal do verdadeiro fiscal do governo, nada melhor do que a Marcha Imperial, feita por John Williams para o filme "O Império Contra-Ataca", de Irwin Kershner.

Entre Aspas: