Texto de Timochenko Wehbi
Apresentação única na quarta-feira, dia 20 de dezembro
de 2000.
Direção de Roberto Leminski e Paula
Souza
Elenco:
- Eric:
Pintor
- Neto:
Ene
- Paulinha:
Cineasta
- Vânia:
Fotógrafa
- Vitor:
Zero
Com o intuito de nos colocar em maior
contato com o mundo real do teatro, no final do ano 2000 o professor Rafael
resolveu nos dar um exercício em que fôssemos responsáveis
não só pela atuação, mas também pela direção
e produção de uma pequena peça. A apresentação
da peça foi a "demonstração do produto ao cliente",
com amigos do Rafael assitindo e avaliando a peça, como se fossem patrocinadores.
O GTP foi divido em duas equipes. Essa
equipe escolheu um texto encontrado na biblioteca da ECA. Foi uma peça
de teatro do absurdo, de autoria de Timochenko Wehbi, que discorre sobre a personalidade
humana, em especial sobre as máscaras que usamos e os papéis que
representamos na sociedade.
Em palco, apenas dois personagens,
os "pontos" Zero e Ene. O primeiro passa os 30 minutos da peça
perseguindo o segundo. Ao longo dessa perseguição, começam
a perceber o mundo à sua volta e os humanos que nele "atuam".
Entre eles, o pintor, o cineasta e o fotógrafo que aparecem em meio à
platéia.
A peça foi apresentada com palco
limpo. Havia apenas slides que eram projetados ao fundo, e alguns panos que
eram usados pelos atores no final. O figurino, aliás, também foi
muito simples: apenas macacões pretos para Zero e Ene, e, para os outros
personagens, roupas típicas de suas respectivas profissões. Isso
porque cada um deles representava mais um arquétipo do que uma personalidade.
Infelizmente, houve vários problemas com a administração
do anfiteatro, e não pudemos fazer nenhum ensaio no local antes da apresentação.
Isso nos prejudicou bastante, mas a experiência foi bastante proveitosa
para todos.