"DON'T GIVE ME NAMES"
CD Supersonic/BMG 2000

Foi no mínimo curioso o processo de crescimento do culto prestado aos Guano Apes em Portugal. "Proud like a God" , o seu registo de estreia, foi originalmente editado ainda em 1997, mas no final do ano de1998 o nome do grupo pouco significava ainda em territéorio nacional, a não ser paar uma pequena legião de admiradores, masi atentos certamente ao êxito que a bnada alcançara já em território europeu, sobretudo no seu país natal, a Alemanha, e que lhes permitira ver os seus telediscos rodarem com insistência em vários canais televisivos. Só em meados de 1999 o fenómeno chegou a terras lusas, e quando chegou tomou aparentemente todo o país de rompante, de tal forma que subitamente "Proud like a God"entrou para as tabelas de vendas, conquistou a marca de disco de ouro, e no espaço de poucos meses os Guano Apes actuaram por 3 vezes nos palcos nacionais (no Garage, no Jamor e em Paredes de Coura), regressando novamente já no início deste ano para mais 2 concertos esgotadíssimos, nos Coliseus de Porto e Lisboa. O fenémeno tardou, portanto, mas quando aconteceu foi sério.
Para este "Don't give me names", e tendo em conta as expectativas criadas com o longo período de exposição do disco anterior, as respostas serão decertomenos tardias e não tardarão a a fazer-se notar, até porque todos os elementos explosivos que notabilizam temas como "Open your eyes" ou "Lords of the boards"encontram-se aqui desenvolvidos e substancialmente ampliados, para além de terem sido acrescidos de promenores diversos que permitem configurá-los noutras dimensões. Há neste álbum 3 notáveis exercícios rock imediatos em "Innocent greed", "I want it" e "Dodel up", mas há também laivos d egrandes melodias pop disfarçadas entre a distorção das guitarras de "No speech" e na versão de "Big in Japan"; há um quarteto de cordas que intensifica as atmosferas mais contemplativas de "Living in a lie" e "Anne Claire"; há aproximações mais notórias a um regsito funk mis esquizofrénico em "Gogan"; há até uma guitarra de flamenco em "Mine all mine" e uma subtil á soul, protagonizada sobretudo pela interpretação vocal de Sandra Nasic, em "Too close to leave".
Mais diversificado mas igualmente honesto,mais intrincado mas simultaneamente intenso e poderoso, "Don't give me names" representa um significativo passo evolutivo no percurso dos Guano Apes, a quem, depois de um início hesitante,se adivinham reacções futuras bem imediatas.(7/10)*
(* Nota atribuida ao álbum.)

S.P.
In Blitz Newspaper 2000
www.blitz.pt