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Este Texto, é a transcrição de um estudo dado pelo meu pastor
Fernando Leite
Afinal, salvo
ou não?
Estas
cousas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que
credes em o nome do Filho de Deus (1 Jo 5.13).
Diante deste texto, ore assim:
Senhor
Bondoso, eu te agradeço por poder parar neste momento e refletir em tua
Palavra. Te peço que acima de tudo, Teu Santo Espírito seja meu mestre, para
que eu possa estar aprendendo de ti sobre a minha vida contigo. Eu oro em nome
de Jesus, amém.
INTRODUÇÃO
Por
que esta série?
Muitos podem estudar a Bíblia, ou chegar a ser especialista
nela, mas perdem de vista ou de perspectiva o fato poderem ter uma vida
dinâmica, viva e autêntica com Deus. Por isso, vale a pena nos perguntarmos:
como podemos viver uma vida cristã, em que, a cada dia, desfrutamos do
relacionamento com Deus, de Sua presença e intervenção?
Com o objetivo de responder a esta pergunta, a partir desta
mensagem, damos início a uma série na qual estudaremos os fundamentos de uma
vida cristã genuína, autêntica e agradável. Isso não significa que qualquer
estudo fora desta série não seja útil ou necessário para termos esta vida.
Vamos focalizar naquilo que é fundamental, básico e
elementar, mas muitas vezes esquecido, para fazer um exercício, no qual, além
de sabermos o que é importante, praticaremos isso, e desfrutaremos das bênçãos
de Deus em nossa vida.
Uma
pergunta séria...
Começamos por uma das perguntas mais elementares no que
envolve um relacionamento com Deus: Se você morresse hoje, o que lhe
aconteceria? Quase todo mundo detesta ouvir sobre este assunto, mas
constantemente, de um modo ou de outro nos defrontamos com ele. Ontem, uma
pessoa me abordou da seguinte forma:
- Estive pensando uma coisa que preciso lhe dizer, e se você
morrer, vou me arrepender de não ter falado.
Eu não sei o que está para acontecer nos próximos dias na
minha vida, mas alguém, preocupado se eu estaria vivo ou não nos próximos dias,
veio me abordar.
Voltemos a pergunta: Se você morrer, o que lhe acontecerá?
Na minha conversa com os mais diferentes tipos de pessoas
observo um reconhecimento quase unânime de que existe vida após a morte. As
pessoas que, geralmente, reconhecem isso pensam assim: “eu nunca matei, nunca
roubei, não fiz mal para ninguém, creio que de certa forma Deus me receberá bem
no céu”. Quando ouço este argumento, pergunto:
- Você está contente com o que Deus tem lhe concedido?
Quase sempre a resposta é satisfatória. Então, querendo ir
adiante acrescento:
- Será que Deus está contente com você?
A resposta se repete, caso após caso:
- Isso não posso saber!
Ninguém
pode saber isso!?
Imagine que ao chegar na ante-sala do céu, você veria uma campainha,
a apertaria e uma portinhola se abriria por alguém que lhe atenderia:
- Pois não?
- Estou querendo entrar...
- Por que razão devo deixar você entrar aqui?
Qual seria sua resposta? Na verdade, só existe uma razão que
justificaria a permissão da sua entrada naquele lugar: a morte de Jesus em seu
lugar.
Muitas pessoas afirmam:
- Ah! Ninguém pode saber o que
acontecerá após a morte se vamos para o céu ou para o inferno. É arrogância pensar que
alguém pode ter certeza!
Quando olhamos para um texto como
este em 1 João 5.13, será que é arrogância? O Apóstolo João afirma
objetivamente:
Estas cousas vos escrevi, a fim de saberdes que
tendes a vida eterna. O que ele escreveu não foi para avaliarmos:
- Eh... Quem sabe tenhamos a vida
eterna...
João não é evasivo em sua maneira
de falar, não deixa dúvidas, não fala sobre sentimentos (se você sente ou não
que tem a vida eterna), sua afirmação é categórica:
- Há algumas coisas que você deve
conhecer, e através delas pode saber
que tem a vida eterna.
Portanto, não é arrogância
sabermos que temos a vida eterna. Quando ignoramos o que João fala nesta verso,
ou que outros autores falam em outros livros estamos desprezando a segurança de
Deus com uma expressão de que Ele não é confiável em suas palavras. Compare com
o que o próprio João afirma em seu Evangelho:
Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que
todavia se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele
permanece a ira de Deus (Jo 3.36).
Primeiro, João esclarece que a
situação do homem normal é estar debaixo da ira de Deus, pois se não acontecer
uma mudança, a ira de Deus permanece sobre ele.
É possível haver uma mudança se
crermos no Filho, pois ele afirma: quem crê no Filho tem a vida eterna, e não talvez tenha a vida eterna, depende disso ou
daquilo. João é categórico, não deixando dúvidas no seu falar.
Você pode ter dúvidas sobre a sua
condição, mas quando Jesus fala sobre isso, não deixa dúvidas. E se temos
dúvidas é porque não estamos atentos, não conhecemos e não estudamos o que Ele
falou.
Não é arrogância ter certeza de
onde você passará a eternidade, mas unicamente se a sua certeza for baseada na
verdade de Deus.
Estou convencido de que o Diabo
tem duas estratégias para lidar com o homem. Na primeira, ele dá segurança de
que está tudo bem para aquelas pessoas que estão indo para o inferno. Na
segunda, ele insere dúvidas no coração daqueles que já se apropriaram do perdão
de Deus para passar com Ele a eternidade. Se você está em um desses dois grupos
é interessante continuar lendo esta mensagem.
Você é alguém salvo, mas que tem
dúvidas? Ou, um daqueles que não é salvo, e não se preocupa com isso?
A Palavra de Deus diz
objetivamente que você pode e deve saber que tem a vida eterna. Se você ignorar
isto estará dizendo que Deus não é confiável.
VOCÊ
PRECISA SABER QUE SE DEPENDER DE VOCÊ...
Visão
pessoal
Para entendermos um pouco mais se
temos ou não a vida eterna, se havemos de passar a eternidade com Deus ou não,
precisamos ter uma visão de nós mesmos adequada. Nem sempre isso é possível.
Eu participo de um grupo de
“atletas frustrados”. Todos os sábados pela manhã, nós nos encontramos num
campo de futebol, as sete e trinta (os mais atrasados chegam as oito horas).
Ali jogamos bola durante toda manhã. O maior problema que temos neste grupo, é
que, alguns de nós, apesar dos quarenta anos que tem nas costas, acham que
jogam bem. Outros sonham que se jogarem “direitinho”, um empresário passar pelo campo e os vir, os contratará para um
time do futebol italiano. Falta a esse grupo o senso crítico. Eles se acham
bons demais.
De um modo geral, se não tivermos
uma visão adequada sobre nós mesmos no relacionamento com Deus, estaremos
iludidos, mas não salvos.
Acompanhe o rigor da revelação de
Tiago:
Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça num
só ponto, se torna culpado de todos (Tg 2.10).
A questão não é quanto você pecou,
mas se transgrediu um só ponto, já se tornou culpado de todos. A preocupação
também não deve ser sobre que tipo de pecado você cometeu. Alguns são mestres na
área de pecados de promiscuidade, outros na área de inveja, indignação, ciúmes
e ganância, e as Escrituras são claras: Se você tropeçar num só ponto, por ação
ou intenção, já é culpado da lei, e consequentemente está condenado. Por que
isso?
Todos
estão condenados
A Palavra de Deus nos diz que
todos nós pecamos, e como conseqüência, estamos separados de Deus. Não sou eu
como homem que digo isso, se eu pudesse diminuir a pecaminosidade de cada ser
humano, resolveria isso, eliminando a culpa de cada um diante do Senhor.
Durante algum tempo tentei fazer
isso com a minha própria vida diante de Deus. Lembro-me a primeira vez que
decidi estudar as Escrituras. Fui à Bíblia com tanta sede que no primeiro dia
li o livro de Gênesis, no segundo, Êxodo, no terceiro, Levítico (descobri que
este livro mata a piedade de qualquer um se não o conhece no seu contexto). Meu
desejo de conhecer o Deus verdadeiro era grande, e nas páginas da Bíblia
comecei a ver quão grande, magnífico, sábio, poderoso e bondoso Ele é. Por conta
disso, comecei a ter vontade de ser a pessoa que Ele gostaria que eu fosse,
porém não conseguia.
A Bíblia também nos diz que nosso
pecado nos corrompe e não nos permite cumprir o padrão de Deus, deste modo, o
Apóstolo Paulo assegura:
Todos quanto, pois, são das obras da lei estão
debaixo de maldição; porque está escrito:
Maldito todo aquele que não permanece em todas as
cousas escritas no livro da lei, para praticá-las (Gl 3.10).
Há uma maldição clara se não
cumprirmos toda a lei, a única possibilidade de escapar é se a cumprirmos
integralmente. Quem seria capaz de tal proeza?
Acompanhe o raciocínio do mesmo
Apóstolo, em Romanos:
Visto que ninguém será justificado diante dele por
obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado (Rm 3.20).
A lei nos foi dada para
percebermos que não temos condições de andar nos parâmetros de Deus. Ela é
nosso “fio de prumo”. Por exemplo, se lermos a lei encontraremos a seguinte
ordem:
Não dirás falso testemunho (Êx 20.16)
Diante disso, é possível que você
se lembre que naquele mesmo dia, quando seu filho atendeu o telefone, você
mandou:
- Se for para mim, diga que não
estou... – Mentindo descaradamente.
Quem nunca mentiu?
A lei serve para nos mostrar nossa
realidade para com Deus: estamos em falta com Ele, não cumprimos o seu padrão e
estamos aquém dEle.
A Bíblia descreve o homem em seu
estado natural como estando debaixo da ira de Deus, observe as diversificações
dessa situação:
Em Romanos 6, o homem está morto incapaz de se relacionar com
Deus; em 2 Co 4.4, ele está cego incapaz de enxergar; em Efésios 2 ele é
escravo do pecado e do Diabo, não podendo fazer nada por si mesmo. Portanto, as
Escrituras deixam claro que se depender de nós, humanos, para nossa boa
recepção nos céus, estamos “fritos”- condenados pela eternidade.
Não há nada que façamos que
resolva o problema do nosso pecado, pois o padrão de Deus está tão acima do
nosso que não podemos satisfazê-lo.
QUAIS
SÃO AS SUA CHANCES?
Só
mesmo Deus
Há catorze anos atrás, quando
nossa igreja começou, ainda nos reuníamos no hotel. Na área externa daquele
hotel há uma piscina. Certa manhã, ao final de uma de nossas reuniões, uma babá
estava passeando com o filho de um hóspede, quando, inesperadamente, caiu na
piscina sem saber nadar. Um dos homens de nossa igreja, ao ver a cena, tirou os
sapatos e mergulhou na piscina para tentar salvá-la. Ela agarrou-se ao pescoço
do nosso amigo e quase o afogou. O desespero da moça era tão grande que quase
afogou a si e ao nosso amigo que tentava salvá-la. Então, alguém ainda fora da
piscina vendo a cena decidiu ajudar, e, por estar de fora, pôde fazê-lo.
A condição do homem sem Deus é
semelhante a de pessoas se afogando. Alguém que está se afogando não pode
ajudar outro que também esteja se afogando. Todo ser humano está na mesma
condição. O que podemos fazer, então?
Muitas vezes, os homens têm
tentado de diversas maneiras “se virar” para agradar a Deus. Várias vezes tenho
conversado com várias pessoas sobre o Evangelho, mas antes de entrar neste
assunto propriamente, procuro conscientizar estas pessoas de seus pecados, e do
seu estado para com Deus. Algumas pessoas rejeitam isso, passando a ter uma
vida moral mais reta para tentarem agradar a Deus. Outros passam a se esforçar
para serem mais religiosos, porém esquecem da realidade de que nada do que
possamos fazer ou deixar de fazer contribuirá de alguma maneira para chegarmos
até Deus. Não temos cacife para tal!
Nosso Deus merece toda nossa
dedicação, nosso esforço e nossa moralidade, mas não há recursos em nós para
agradar Aquele que diz: “o que tropeça num só ponto da lei é culpado de toda
ela”. O que podemos fazer? Se Deus não fizer algo, continuaremos no mesmo
estado que estamos.
Neste ponto, podemos mencionar a
palavra Evangelho, pois esta
palavra significa literalmente boas notícias. Boas notícias só existem para pessoas condenadas e
se não entendemos o quanto estamos condenados, não entenderemos a boa notícia.
Há dias atrás, conversei com duas
pessoas que não admitiam sua condenação de modo algum. Tentei mostrar-lhes na
Bíblia dizendo-as que a condenação era por causa dos pecados cometidos por
elas. A resposta delas era:
- Não aceitamos isso. Nossa única
discordância é essa... Nós acreditamos que todo mundo está salvo e vai para o
céu, e você não, crê que estamos todos condenados.
Continuei o diálogo:
- Não é uma questão apenas de
acreditar nisso. Vocês dizem acreditar em Jesus?! Porém, parecem não lembrar
que ninguém falou tanto em condenação eterna quanto Jesus! Se você acredita nele,
deve acreditar nas palavras dele.
Aquelas pessoas reagiram:
- Se é assim, então qual o remédio
para nossa situação?
- Não posso dizer...
- Não vai falar?? Por quê não?
- Porque vocês não acreditam na
doença. Digamos que vocês vão ao médico e ele lhes proponha: “a partir de
amanhã vocês tomarão vinte sessões de quimioterapia, e trinta de radioterapia”.
Vocês lhe perguntam: “doutor, estamos com câncer?”. Se a resposta dele fosse:
“não sei”, você responderia: “tudo bem, quando é mesmo que começo...”? Certamente
não! Pois se vocês não estiverem convencidos da doença vocês não tomarão o
remédio.
A realidade do homem sem Deus é
essa! Por causa do seu pecado, ele está condenado a viver debaixo da ira de
Deus pela eternidade. Porém, esse mesmo Deus é bondoso e justo, e resolveu
fazer algo por nós.
Deus
em ação
Em Jo 3.16, encontramos as
palavras de Jesus:
Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho
unigênito, para que todo aquele que nele crê, tenha a vida eterna.
Deus nos amou a tal ponto que, ao
invés de ficar parado, nos vendo afogando na piscina da condenação eterna, Ele,
de fora dessa piscina, fora dessa morte, agiu, enviando seu Filho para morrer
por nós. Deus mandou seu Filho único, amado, querido, sobre o qual diz: “esse é
meu Filho amado em quem tenho prazer”. Esse Filho veio sofrer sobre si a
justiça do próprio Pai, a condenação do meu e do seu pecado.
As pessoas que viveram em torno de
Jesus pensaram que estavam matando Jesus quando o levaram a cruz, e que eram o
fator determinante daquela morte, mas eles eram somente instrumentos. Se você
não conhece os Evangelhos, eu o desafio a ler a Bíblia para perceber que muito
antes de sua morte Jesus já dizia: “convém que eu vá a Jerusalém. Eu cairei na mão dos homens,
serei torturado por eles, e serei morto”. Algumas dessas vezes seus discípulos
reagiam: “não faça isso! Isso não pode acontecer!”.
Ele veio com um propósito definido
de nos salvar. Vimos anteriormente, em Gl 3.10, que quem está debaixo da Lei, e
não a cumpre, que é o caso de todos nós, está debaixo de maldição. Veja a
continuação deste texto:
Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se
ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito:
Maldito todo aquele que for
pendurado em madeiro (Gl 3.13).
As Escrituras estão dizendo que a
maldição por causa do nosso pecado individual foi tomada por Jesus na cruz, e
Ele sofreu na sua alma a condenação de todos os pecados, porque era fundamental
para nossa salvação. O Deus de amor também é um Deus justo, e precisava que sua
justiça fosse satisfeita.
No contexto humano, é mais fácil
dizermos um para o outro (exceto pelos desgastes emocionais): “Está perdoado!”.
Mas para Deus é impossível, pois Ele é um Deus Verdadeiro e Justo, e quando
afirma: “A alma que pecar, esta morrerá”, não pode, mais adiante dizer: “Deixa
prá lá!”, desta forma estaria sendo um mentiroso.
Porém, movido por amor, sem
ignorar ou desprezar sua integridade, justiça e retidão, Deus mandou seu Filho,
em quem nossos pecados foram despejados, e Ele sofreu o castigo que pertencia a
nós. Quando Paulo escrevendo aos Coríntios, afirmou:
Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por
nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus (2 Co
5.21).
Quis dizer que Jesus tomou a nossa
culpa, nossa maldição nosso castigo e sofreu, de forma ampla, geral e
irrestrita por todos os pecados, de todas as pessoas e de todos os tempos. Isso
inclui todos nós.
Jesus concluiu sua obra clamando:
- Está consumado!
Nos tempos antigos, existia um
documento que todo prisioneiro tinha. Paulo escrevendo aos colossenses (2.14)
cita este documento, chamado escrito de dívida. Todo criminoso deveria ter um. No documento havia
três informações: no alto, estava escrito o crime do indivíduo, no meio, havia
a condenação do indivíduo, e em baixo, depois da condenação e execução da pena,
era escrito: “está consumado”. No texto que referimos em colossenses, Paulo
aproveita essa idéia para dizer que o nosso escrito de dívida, o nosso
documento que mostra qual o nosso crime, foi pago.
É sempre mais fácil perceber o
crime dos outros: gente que fala demais, que é hostil, que manipula, que é
promíscua, ganânciosa, invejosa e iracunda. Todas as nossas expressões de
pecado estão cadastradas e registradas por Deus, mas quando Jesus foi até a
cruz, pegou o escrito de dívida que nos pertencia e encravou na cruz dizendo:
- Está pago! Eu morri por cada
pecado. Não há mais nada a ser pago!
Podemos considerar a vida de Jesus
belíssima. De fato o foi. Mas o mais importante na sua vida, foi a sua morte,
pois nela os pecados de todas as pessoas foram julgados e condenados. Você pode
querer saber:
- Qual minha participação nisso?
Que
participação posso ter?
Acompanhe o texto bíblico abaixo:
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto
não vem de vós; é dom de Deus; não de obras para que ninguém se glorie (Ef
2.8,9).
Somos salvos pela graça, ou seja,
pelo favor de Deus que não merecemos. Não vem de obras, nada do que façamos,
pois é um presente, para que ninguém se glorie. Não há absolutamente nada que
possamos produzir para agradar a Deus. Certamente se pudéssemos fazer algo por
nós mesmos, assumiríamos a seguinte postura diante de Deus:
- Eu até que sou um cara legal!
Vejam só! Consegui!
No texto fica claro que não existe
esta possibilidade. A única coisa que Deus espera de nós é que sejamos salvos
pela fé. Surge a pergunta: Que tipo de fé? Afinal, muita gente diz que acredita
em Deus, outros crêem que podem acrescentar a fé em Jesus à sua crendice
pessoal. A solução de Cristo é tão cabal, suficiente e absoluta, que quando
agregamos qualquer outra crendice a ela, ou ela à alguma outra coisa, é porque
não acreditamos no que de fato Deus provisionou. Se Deus nos afirma que nossa
salvação não depende de nós, mas é um presente dado por Ele, o que nos resta a
fazer é crer, nos apropriando desse presente.
Se confiamos no que Jesus fez e em
mais alguma coisa, não estamos confiando no que Ele fez. Sua obra foi total,
absoluta e real. Ele não quer que usemos dessa fé como um amuleto, mas no
momento em que expressamos nossa plena confiança na ordem dEle, é esta a fé que
Ele requer.
Não podemos confiar na nossa
bondade, justiça ou no fato de termos feito algo por alguém, ou por cantarmos
no coral de uma igreja ou por tocar bateria, ou qualquer outro instrumento, a
única coisa confiável é que Jesus morreu na cruz pagando nossos pecados.
O
QUE ACONTECE QUANDO CREIO?
A
fé é uma ordem
Quando confiamos no que Deus falou
que é, e no que Ele fez, isso é fé, que, então é considerada como justiça, e é
ela que Deus ordena que tenhamos.
Digamos que você seja convidado
para um churrasco. Educadamente você pergunta aos seus anfitriões:
- Querem que eu leve alguma coisa?
E tem a seguinte resposta:
- Temos tudo aqui: carne, carvão,
sorvete e salada, não precisa se preocupar em trazer nada.
Por via das dúvidas, você decide
levar duas peças de picanha. Como seria interpretada sua ação? Certamente você
não está confiando na promessa, ou está sendo deselegante.
Se Deus nos diz que morreu pagando
nossos pecados, e levamos os “dois quilos de picanha”, evidenciamos que não
consideramos o que Ele falou, pelo contrário estamos desprezando suas palavras.
Fé faz parte de uma confiança plena no que Deus já fez. Qualquer coisa a mais,
ignora a fé e acaba com o que Deus fez.
Os
resultados imediatos
No dia que entendemos o que Deus
fez por nós, e acolhemos isso pela fé, quais os resultados em nossa vida?
Vamos examinar alguns resultados
imediatos:
Digo-vos que, ...,
haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por
noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.
Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante
dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende (Lc 15.7,10).
No momento em que cremos que Jesus
pagou nossos pecados, e nos baseamos nisso exclusivamente, existe alegria nos
céus. Num lugar de perfeição como o céu, no momento em que acreditamos que Deus
já fez tudo, e que nós somente crendo, nos apropriamos disso, há alegria, por
mais uma pessoa ter aceitado o Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo.
O Apóstolo Pedro também
acrescenta:
Pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e
mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da
natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo (2 Pe
1.4).
Quando cremos em Cristo, pela fé
recebemos uma nova natureza. Isso não significa que recebemos perfeição, mas é
enxertado em nós parte da natureza do próprio Deus.
As Escrituras nos dizem que nosso
pecado nos leva a morte e Pedro está nos dizendo que quando cremos recebemos
uma parte da divindade em nós, que há de existir por toda a eternidade.
Paulo quando escreve aos Romanos,
acrescenta:
Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com
Deus por meio de nosso senhor Jesus Cristo (Rm 5.1).
Em outras palavras, quando cremos,
somos declarados justos, só porque cremos, não porque a nossa fé tenha algum
poder especial. O poder está na pessoa de Jesus Cristo, que na cruz foi julgado
e condenado, satisfazendo a justiça de Deus. Deste modo, quando Deus olha para
aqueles que crêem, embora até o Diabo possa estar acusando naquele momento, os
vê como justos. O Diabo pode dizer: “Você é um bandido”, mas Jesus encerra o
assunto: “eu morri por ele, ele creu, se apropriou e me recebeu, eu o declaro
justo”. Nossos pecados ficaram em Jesus.
Jesus completou a idéia no
Evangelho de João:
Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder
de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome (Jo 1.12).
No momento em que a pessoa crê na
pessoa e obra de Cristo, parando de se apoiar na própria bondade,
religiosidade, ou nos fatos de ir à igreja, cantar no coral, etc. percebe sua
insuficiência e incapacidade, vê sua condenação, crendo que Jesus levou seus
pecados. Deus nos assegura:
- Eu torno você um filho meu,
membro da minha família.
Além de sermos adotados, as
Escrituras dizem que somos batizados, ou seja, somo inseridos na sociedade
divina, passamos a fazer parte da sociedade divina, mais do que isso, confira
as palavras de Paulo:
Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da
verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele crido, fostes selados com o
Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate
da sua propriedade, em louvor da sua glória (Ef 1.13,14).
Recebemos um selo de garantia e um
penhor de que vamos passar a eternidade com Deus, pois o próprio Espírito de
Deus é quem vem nos selar e garantir:
- Você é meu!
CONCLUSÃO:
QUE GARANTIAS TEMOS?
Se
eu pecar, perco minha salvação?
Pede nos surgir outra pergunta:
- E se eu pecar? Digamos que
depois que cri em Jesus eu ainda peque, o que acontecerá comigo?
Infelizmente a verdade é que você
pecará, não tenha dúvidas! Jesus já sabia disso. Quando Ele morreu na cruz não
o fez apenas pelos pecados que aconteceram antes dele, mas por todos os pecados
da humanidade, os passados, presentes e futuros. Todos os nossos pecados eram
futuros em relação à sua morte. Não morreu por pecados histórico, acontecidos
até aquela data, mas todos os nossos pecados foram pagos, e embora creiamos em
Jesus temos que admitir que ainda somos pecadores. O Apóstolo João chega a
afirmar:
Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós
mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós (1 Jo 1.8).
Mas ainda que pequemos, não
perdemos a nossa filiação, pois uma vez filhos de Deus, somos filhos para
sempre. Do mesmo modo que acontece conosco: não importa o que nosso filho faça,
uma vez que ele é nosso filho, continuará sendo seu filho, podemos até tirar
parte da herança dele.
Quando recebemos a Cristo, a
Bíblia diz que recebemos a vida de Deus que é uma vida eterna. Raciocine
comigo: se por acaso esta vida pudesse ser perdida, ela não seria vida eterna.
A Bíblia também nos informa que
fomos gerados por uma semente incorruptível, ou seja, a vida que recebemos de
Deus não pode se corromper. Além disso, na próprias palavras de Jesus, aqueles
que nele crêem não serão arrebatados da mão dele por ninguém.
Há anos atrás, estava para
atravessar uma avenida larga levando um filho de um amigo, que estava do outro
lado da avenida de seis ou sete pistas. Naturalmente, pedi ao menino:
- Dê-me sua mão para atravessarmos
a rua.
Ele respondeu:
- Não. Vou atravessar sozinho!
Eu insisti, mas ele me enfrentou:
- Não. Não quero dar a mão!
Fiquei me perguntando: “ Que faço com
uma criança dessa?”, deveria dizer: “Tá bom, vás embora...”?
Deus sabe muito bem que somos como
esta criança tola. Algumas vezes nos arrogamos diante dEle:
- Não, eu vou sozinho! Faço do meu
jeito.
O Senhor sabe que se depender de nós,
podemos largar a mão dEle,
“atravessarmos a rua” e colhermos frutos amargos, mas Ele tem paciência
e continua afirmando:
- Ninguém lhes arrebata da minha
mão.
Voltando a história daquele filho
do meu amigo, que precisava atravessar a rua comigo, ele escondeu a mão e não
aceitou segurar na minha mão, então, eu o segurei pelo cabelo e atravessamos a
rua. Do outro lado, entreguei o garoto para o pai:
- Está aqui seu filho!
Eu não poderia dar chance para que
ele escapasse de mim, pois não adiantaria chegar do outro lado e dizer para o
pai:
- Seu filho não quis me dar a
mão...
Tão
grande salvação
Não há explicação para o amor de
Deus por nós, pois no momento que pomos nossa fé nele, não somos nós que
seguramos em sua mão, mas é Ele quem nos segura.
O que mais podemos dizer sobre
esse Deus? A salvação que está disposta e oferecida a nós é fruto de uma ação
absolutamente unilateral. Deus decidiu e Ele mesmo começou a agir, cumprindo
seu plano na totalidade. O que nos resta fazer? Vamos acompanhar algumas reações
que encontramos nas Escrituras:
Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,
que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões
celestiais em Cristo (Ef 1.3).
A reação de Paulo quando entende e
expõe a salvação é a exaltação a Deus porque Ele nos tem abençoado com tudo que
precisamos. O amor de Cristo nos constrange (cf. 2 Co 5.14).
O Apóstolo João, num vislumbre de
como será o céus descreve a seguinte situação eterna:
E entoavam um novo cântico dizendo:
Digno és de tomar o livro e abrir-lhe os selos,
porque foste morto e com teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda
tribo, língua, povo e nação (Ap 5.9).
Pela eternidade inteira vamos
cantar que o Senhor é digno de honra e louvor. Agradeceremos pela eternidade.
Temos pouca consciência da nossa condenação ou do nosso pecado mas haverá um
dia que veremos com clareza quão grande salvação. Nosso louvor não será apenas
porque o culto lá começa com louvor, nós
O louvaremos por percebermos a graça desse Deus e a absoluta suficiência
da sua morte na cruz. É possível termos certeza de passar a eternidade com
Deus. As dúvidas também são possíveis e elas vêm quando desprezamos o que Ele
falou, ou desconfiando dEle.
Nossa certeza não é arrogância,
pelo contrário, é confiança no que Deus fala e faz. Você tem essa certeza?
Aproveite esse tempo para orar:
Bondoso Deus, me dá o privilégio de não apenas
conhecer o teu plano, mas também de esclarece esse plano para aqueles que
querem te conhecer e querem saber como são perdoados os seus pecados para
desfrutarem de uma vida abundante contigo. Por favor, sê com cada cristão para
que mantenham a certeza da sua salvação eterna e desfrutem desta vida abundante
que tens para nós. Em nome de Jesus, amém.
Use as questões abaixo para continuar
seu estudo:
1.
O que estes versículos falam
sobre o homem em seu estado natural? Rm 3.10-12, 23; 5.12; 6.23; Gl 3.10
2.
O que acontece para que o
homem passe a buscar a Deus? Jo 6.37
3.
O que Jesus fez para que o
homem tivesse um outro fim? Gl 3.13; Rm 5.8; 2Co 5.21; Jo 3.16
4.
Uma vez que Jesus já morreu
pelos pecados de todos os homens, o que ainda pode condenar o homem? Jo 3.18
5.
Qual o propósito de Deus em
salvar o homem? Ef 1.4; 4.11
6.
Como se pode desfrutar da
salvação em Cristo? Ef 2.8-9
7.
Que coisas acontecem quando
aceitamos a Cristo? Rm 5.1; 1Pe 1.23
8.
Memorize Jo 3.16