Dizem que
foi em 1973 que o surfista americano Tom Morey estava no mar com a sua
prancha de surf quando de repente, surge uma onda enorme.
Ele remou e quando começou a dropar a onda,
que parecia ser perfeita, esta fechou e partiu a sua prancha de
surf ao meio. Morey não perdeu tempo e com apenas uma das partes, remou
para outra onda deslizando deitado até a areia. Ao perceber que com aquela
prancha mutilada também conseguia cortar as ondas e realizar algumas
manobras, resolveu continuar a praticar o surf deitado
e, na oficina que possuía na garagem de sua casa, Tom fabricou algumas
pranchas de fibra bem menores.
|
|
|
Está certo que a fibra não era muito confortável,
mas a sensação era maravilhosa. Com o passar do tempo, o surfista
criou um modelo de borracha que deu certo. Logo, alguns americanos
começaram a utilizar estas pranchas que inicialmente foram chamadas de
MOREY BOOGIE, devido ao seu inventor que tratou de patentear a marca.
No Brasil, O Morey Boogie chegou por volta de 1979, com Marcos Cal Kung
e João Manoel, que aos poucos foram introduzindo o novo desporto nas
praias cariocas. Surgiram outras marcas de pranchas concorrentes ao
Morey Boogie. O formato continuava o mesmo, mas estas passaram a ser
desenvolvidas com outro tipo de material que se adaptava melhor às
ondas e facilitava a alternância de manobras. O desporto passou a ser
chamado de Bodyboarding e o primeiro campeonato aconteceu na praia
niteroiense de Piratininga. A iniciativa foi de João Manoel, que depois
fundou a ABBN (Associação Niteroiense de Bodyboard). Acompanhando a ideia
Kung criou a AMBERJ (Associação de Morey Boogie do Rio de Janeiro).
Outras Associações foram surgindo pelo país a fora, até que
organizaram o primeiro campeonato brasileiro em 1988, que teve como
campeão na principal categoria ( profissional ) o niteroiense, Paulo
Esteves. Guilherme Tâmega, 1 ano mais novo do que Paulo, sagrou-se
campeão na categoria amador.
Nesta época já decorria o campeonato internacional de Pipeline (Hawaii).
Uma única etapa realizada sempre em Janeiro e contava com a participação
de atletas de todo o mundo. A competição ganhou estatuto de campeonato
mundial e em 1994 teve o brasileiro Guilherme Tâmega no topo do podium,
o primeiro brasileiro campeão do mundo em desportos desta categoria.
No ano de 1996 foi constatado por uma revista de surf americana, que
foram vendidas 1 milhão e 200 mil pranchas de bodyboard para 150 mil
pranchas de surf. Isso significa que em pouco tempo o Bodyboarding estará
a superar o surf não só em vendas e número de praticantes, mas também
como desporto.
|