Hypericum perforatum L.
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        Planta glabra; caule de 20-80 cm, firmes, eretos, munidos de duas linhas salientes; folhas sésseis, ovais, oblongas ou lineares, obtusas, mais pálidas em baixo, todas pontuadas transparentes, bordadas de pontos negros; flores de um amarelo vivo, muito grandes, em panículas; sépalas lanceolado-agudas, pontuadas de negro, não ciliadas; pétalas duas vezes mais compridas que o cálice, pontuadas de negro; estames, mais curtos que as pétalas; cápsula oval, 2 vezes mais comprido que o cálice, dotada de vesículas irregularmente dispostas.

        Planta polimorfa. Europa, Ásia Ocidental e África Setentrional. É Planta adstringente, empregada como vulnerável e resolutiva .

        As folhas servem para cicatrização de cortes e úlceras; internamente agem como vermífugo.

        Entra na composição do "bálsamo tranqüilo".

        A toxicidade da planta é devido a presença de hypericina, que é substância química fotosensibilizante primária. Ingestão da planta causa problemas de pele em cabritos cavalos coelhos e etc.

        Os problemas de pele ocorrem somente, em seres humanos, em peles brancas ou morenas, não afetando, entretanto, peles negras.

        Severos sintomas como, tonturas, convulsões e até coma, tem sido relatados. A reação é mais severa em plantas comidas frescas, mais plantas secas, também pode causar fotossensibilização, mesmo com 80% de hypericina perdida.

        Além da hypericina esta planta possui outros constituintes, os quais são: a própria hypericina, a pseudo-hypericina, isohypericina e protohypericina; flavonóides, incluindo, hyperozideo, quercetina, rutina e biflavonas; um derivado floroglucinol, hyperforina; óleos essenciais incluindo n-alcanos, a-pinenos e outros nonoterpenos; taninos; e procianidinas.

        Suas indicações são várias, internamente usada para depressão moderada, distemia, ansiedade, enurese e pesadelos em crianças; externamente e pancadas, queimaduras e mialgias.

        Sua ação como antidepressivo/sedativo foi inicialmente relacionada com a hypericina, mais já é sabido que as biflavonas e hiperforinas é que estão envolvidas nesta ação.

        Estudos experimentais tem mostrado que o Hypericum perforatun L. pode Ter inibição na atividade da monoaminoxidase e também exibe uma inibição na recaptação de serotonina.

        O efeito anti-inflamatório provavelmente é devido a hiperforina assim como o efeito antibacteriano.

        Estudos mostram efeitos anti-neoplasicos como inibição em tumores cerebrais, câncer de pulmão e de pele in vitro.

 

Hypericina                                          Protohypericina

 
 

 
 
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