MENSAGENS PREPARATÓRIAS
O relato bíblico do tratamento de Deus a Seu povo é pleno de instruçôes das mais úteis para a igreja remanescente. Revela que ao longo dos séculos Ele tem tido somente um propósito eterno e imutável, e não tem permitido que nada desfaça esse propósito. Em todas as crises e acontecimentos ocorridos, Ele tem estado no controle. Tem previsto os perigos que rondam pelo caminho e enviado advertências a Seu povo para guardá-lo e protegê-lo. Quando esse povo tem necessitado de mensagens para despertar, inspirar-se e regenerar-se, Ele tem suscitado mensageiros para apresentar as mensagens. O grande movimento do Exodo do Egito a Canaã, a história de Samuel e Israel, de Davi e o reino que ele foi escolhido para estabelecer, e as trágicas experiências de Jeremias no reino de Judá, e sua derrocada e cativeiro - todas são ilustraçôes disso.
Nos registros dessas grandes crises descobrimos que as mensagens de Deus ao povo foram de duplo caráter. Prirneiro, apontavam os enganos a que Seu povo estava sendo levado, e advertia-o quanto aos sérios resultados que adviriam a menos que a Ele retornassem; segundo, revelavam com toda clareza exatamente o que se fazia necessario para ajudá los, e davam garantia de que Ele não só supriria todas as suas necessidades, mas também os inspiraria e os capacitaria a lançar mão da ajuda oferecida se apenas assim o decidissem de todo coração. Nada estava faltando do lado do Senhor para fazer face a todo engano e perigo pelo qual Satanas buscava arruinar as pessoas e a causa.
Os acontecimentos e experiências relacionados com a vinda da mensagem de Justificação pela Fé, em 1888, apresentam semélhança marcante com as experiências que vieram ao povo de Deus em tempos antigos. E bom dedicar a mais atenta consideração às mensagens do Espírito de Profecia pouco antes da Assembléia de Minneapolis de 1888.
As Mensagens de 1887
Os testemunhos do Espírito de Profecia, que foram recebidos durante o ano de 1887, advertiam do perigo. Indicavam repetidamente um mal especifico, um engano em que a igreja estava caindo. Esse engano foi apontado como o erro fatal de resvalar para o formalismo; a substituição de formas, cerimônias, doutrinas, maquinarios e atividades por essa experiência de coração que vem somente mediante comunhão com Cristo Jesus, nosso Senhor. Ao longo de todo o ano, este perigo específico foi destacado perante ministros e povos por mensagens que apareciam na Review and Herald. A fim de que a seriedade da situação nesse tempo possa ser reconhecida e as advertências melhor compreendidas, citamos uns poucos paragrafos indicando a data de publicação:
1. "É possível ser um crente formal, parcial, e ainda assim ser achado em falta, e perder a vida eterna. É possível praticar alguns preceitos bíblicos, e ser considerado como um cristão, e contudo perecer por falta de qualificações essenciais que constituem o caráter cristão." - Review and Herald, 11 de janeiro de 1887.
2. Duas semanas depois, outra mensagem declara:
"A observância de formas exteriores nunca atenderá à grande necessidade da alma humana. Uma mera profissão de Cristo não é suficiente para preparar alguém para defrontar a prova do juízo- Review and Herald, 25 de janeiro de 1887.
3. Três semanas após, isto foi declarado com clareza:
"Há demasiada formalidade na igreja. Almas estão perecendo por luz e conhecimento. Devemos estar tão ligados à Fonte de luz que possamos ser canais de luz para o mundo. ... Aqueles que professam ser guiados pela Palavra de Deus podem estar familiarizados com as evidências de sua fé, e ainda assemelhar-se à pretensiosa figueira, que ostentava sua folhagem perante o mundo, mas quando investigada pelo Mestre demonstrou-se destituída de frutos." Review and Herald, 15 de fevereiro de 1887.
Com mais duas semanas veio outra de igual importância:
"O Senhor Jesus no Monte das Oliveiras, declarou positivamente que por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mat. 24:12. Fala de uma classe de pessoas que caíram de elevado estado de espiritualidade. Que declarações dessa natureza nos impressionem com solene, penetrante poder o coração.... Conserva-se uma rotina formal de serviços religiosos; mas onde esta o amor de Jesus? A espiritualidade vai perecendo. ... Não satisfaremos os desígnios do Espírito de Deus? Não nos deteremos mais na piedade prática, e incomparavelmente menos em arranjos mecânicos" - Escrito em 1 de março de 1887; aparece em Testemunhos Seletos, vol. 2, pâgs. 210 e 211.
Vez após vez, por todo o ano, mensagens continuavam a aparecer dizendo-nos que o formalismo estava invadindo a igreja; que estávamos confiando demasiado em formas, cerimônias, teorias, arranjos mecânicos e num constante fluxo de atividades. Logicamente essas mensagens eram verdadeiras, e deviam causar profunda impressão. Mas o formalismo é por demais enganoso e destrutivo. E a rocha oculta, de que não se suspeita, sobre que, ao longo dos séculos, a igreja tantas vezes tem quase naufragado. Paulo nos adverte de que a "forma de piedade" sem o poder de Deus será um dos últimos perigos dos últimos dias, e admoesta a que nos desviemos para longe desse enganoso e enfeitiçante elemento. Vez após vez, e mediante variados canais, Deus envia advertências a Sua igreja para escapar do perigo de formalismo.
Foi precisamente contra este perigoso engano que o Espírito de Profecia fez repetidas advertências em 1887; e foi para salvar-nos de seus resultados plenos que a mensagem de Justificação Pela Fé nos foi enviada.
Este movimento é de Deus. Está destinado a triunfar gloriosamente. Sua organização tem o endosso do Céu. Seus departamentos são as rodas dentro das rodas, todas unidas harmoniosamente; mas são incompletas e parciais sem o Espírito dentro das rodas comunicando poder e resultados rápidos. Essas rodas se compõem de homens e mulheres. Deus batiza homens e mulheres, não movimentos; e quando os homens recebem o poder do Espírito em sua vida, então o belo maquinário avança em rápida movimentação para cumprir sua tarefa designada. Isto deve ser reconhecido coletivamente. Quão imperativa, pois, é nossa necessidade da provisão de Deus!
Mas não ocorreram somente advertências contra a invasão de teorias, formas, atividades, e o mecanismo organizacional. Com essas advertências veio uma mensagem direta, poderosa e positiva, dizendo exatamente o que deveria ser feito para livrar-nos da situação para a qual estávamos resvalando. A mensagem integral não pode ser reproduzida aqui devido a sua extensão. Contudo, alguns excertos transmitirão algo de sua relevância e da esperança para a igreja que ela implicava caso a instrução fosse atendida.
A Maior e Mais Urgente Necessidade
"A maior e mais urgente de todas as nossas necessidades é um reavivamento da verdadeira piedade entre nós. Buscá-lo deve ser nosso primeiro trabalho. Deve haver zeloso esforço para obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a conceder-nos Sua bênção, mas porque estamos despreparados para recebê4a.... Há pessoas na igreja que não são convertidas, e que não se unirão em ardente e contínua oração. Devemos entrar individualmente no trabalho. Precisamos orar mais, e falar menos. A iniqúidade aumenta, e o povo deve ser ensinado a não satisfazer-se com uma forma de santidade sem o espírito e o poder.
"Temos muito mais a temer de dentro do que de fora. Os obstáculos ao poder e ao sucesso são bem maiores da própria igreja do que do mundo....
"Não há nada que Satanás tema tanto como que o povo de Deus limpe o caminho mediante a remoção de todo impedimento, de modo que o Senhor possa derramar o Seu Espírito sobre uma igreja enlanguescida e uma impenitente congregação. Se Satanás conseguisse o que ele quer, nunca mais haveria outro despertamento, grande ou pequeno, até ao fim do tempo. Mas não ignoramos os seus ardis. É possível resistir-lhe ao poder. Quando o caminho estiver preparado para o Espinto de Deus, a bênção virá. Tampouco é possivel a Satanás impedir que uma chuva de bênçãos caia sobre o povo de Deus, como lhe seria cerrar as janelas do céu para que não chovesse sobre a Terra. Os homens impios e os demônios não podem impedir a obra de Deus, ou excluir Sua presença das assembléias de Seu povo, se eles quiserem, de coração submisso e contrito, confessar e remover os próprios pecados, reclamando com fé as Suas promessas. Cada tentação, cada influência oposta, seja aberta ou secreta, pode ser resistida com êxito, 'não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos'.
"Qual é nossa condição nesse tempo tremendo e solene? Oh, que grande orgulho prevalece na igreja, que hipocrisia, que engano, que amor a vestimentas, frivolidade e diversões, que desejo por supremacia! Todos esses pecados anuviaram a mente, de modo que as coisas eternas não podem ser discernidas." - Review and Herald, 22 de março de 1887.
Que mensagem solene, e, contudo, quão plena de terno e ajudador conselho! Que esperança é mantida perante a igreja se esta apenas lhe der ouvidos! Que triste que esta grande mensagem tenha sido perdida de vista, passada aos arquivos anuais da Review para permanecer sepultada por tanto tempo! Não seria o tempo para trazer novamente à atenção da igreja esta mensagem com clareza e graça, tal como Esdras apresentou o olvidado livro da lei de Moisés e leu a instrução que continha para Israel?
O Remédio a Ser Aplicado
Ao findar o ano, veio uma mensagem, assinalando clara e positivamente o único remédio para os males tão zelosa e repetidamente expostos perante nós por todo o ano. Esse remédio, é-nos dito, traduz-se em união com Cristo Jesus, o Senhor.
"Há uma vasta diferença entre uma pretensa união e uma ligação real com Cristo pela fé. Uma profissão de religião coloca homens na igreja, mas isto não prova que eles tenham uma ligação vital com a Videira viva.... Quando esta intimidade de ligação de comunhão é formada, nossos pecados são postos sobre Cristo, Sua justiça é-nos imputada. Ele foi feito pecado por nós, para que pudéssemos ser feitos justiça de Deus nEle.
"O poder do mal identifica-se tanto com a natureza humana, que homem algum pode vencer exceto pela união com Cristo. Mediante esta união recebemos poder moral e espiritual. Se temos o Espírito de Cristo, produziremos os frutos da justiça.
"Uma união com Cristo pela fé viva e duradoura; toda outra união perecerá. Cristo primeiro nos escolheu, pagando um preço infinito por nossa redenção; e o verdadeiro crente escolhe a Cristo como o primeiro e último, e melhor em todas as coisas. Mas esta união nos custa algo. É uma relação de completa dependência, a que se submete um ser orgulhoso. Todos quantos formam esta união devem sentir sua necessidade do sangue expiador de Cristo. Devem ter uma mudança de coração. Devem submeter sua própria vontade à de Deus. Haverá uma luta com obstáculos internos e externos. Deve haver uma penosa obra de desligamento, bem como uma de ligamento. Orgulho, egoísmo, vaidade, mundanismo, o pecado em todas as suas formas - deve ser vencido, se quisermos entrar em união com Cristo. A razão por que tantos acham a vida cristã tão deploravelmente difícil, por que são tão inconstantes, tão volúveis, é que tentam unir-se a Cristo sem primeiro desligar-se desses idolos acariciados." - Review and Herald, 13 de dezembro de 1887.
Esta mensagem conduz-nos ao próprio coração do evangelho - união com Cristo. Homem algum pode vencer o pecado a não ser por esta união. Pela união com Cristo, nossos pecados são lançados sobre Ele, e Sua justiça nos é imputada. Isso é realidade, não forma ou cerimônia. Não é ligação com a igreja como membro, nem assentimento intelectual de teorias e dogmas. A união com Cristo é uma realidade satisfatória em tudo quanto diz respeito à vida cristã. Nisso jaz nossa segurança. Essa foi nossa grande necessidade em 1887, e para conduzir-nos a essa experiência o Senhor enviou a mensagem de Justificação Pela Fé.
As Mensagens de 1888
Ao avançarmos para 1888, as positivas mensagens restauradouras que começaram em 1887 continuaram, crescendo em clareza e força, como se observará. O verdadeiro caminho é claramente estabelecido - o único caminho que propicia genuína sinceridade, realidade e vitória. Esse caminho verdadeiro se dá mediante comunhão com nosso ressurreto Senhor. Notem-se as seguintes sonoras palavras:
O Único Caminho Verdadeiro
"Sem a presença de Jesus no coração, o serviço religioso é somente formalismo frio e morto. O ardente desejo de comunhão com Deus logo cessa quando o Espírito de Deus se entristece conosco; mas quando Cristo é em nós a esperança da glória, somos constantemente levados a pensar e agir com referência à glória de Deus." - Review and Herald, 17 de abril de 1888.
"Devemos estudar a vida de nosso Redentor, pois Ele é o único exemplo perfeito para os homens. Devemos contemplar o infinito sacrifício do Calvário, e considerar a tremenda malignidade do pecado e a justiça da lei. Saireis de um concentrado estudo do tema da redenção fortalecidos e enobrecidos. Vossa compreensão do caráter de Deus será aprofundada; e com o inteiro plano de salvação claramente definido em vossa mente, estareis melhor habilitados para cumprir vossa divina comissão. Com um senso de plena convicção podereis então testificar aos homens do imutável caráter da lei manifesto pela morte de Cristo sobre a cruz, da maligna natureza do pecado, e da justiça de Deus ao justificar o crente em Jesus sob a condição de sua futura obediência aos estatutos do governo de Deus no Céu e na Terra." - Review and Herald, 24 de abril de 1888.
Nosso Redentor, Seu sacrificio expiatório por nós, a natureza maligna do pecado, a justiça de Cristo a ser recebida pela fé - naséria contemplação e plena aceitação dessas verdades vitais do evangelho se achará perdão, justificação, paz, alegria e vitória.
Uma Mensagem Impressionante
Seguindo-se à indicação do único e verdadeiro caminho, ocorre uma mensagem impressionante que deve ter sido designada pelo Senhor para conduzir Seu povo a sentir seu perigo e correr depressa para o caminho seguro:
"A solene indagação deveria intrigar cada membro de nossas igrejas. Como nos apresentamos perante Deus, como professos seguidores de Jesus Cristo? Está nossa luz respiendendo para o mundo em raios claros e constantes? Temos nós, como um povo, nos dedicado solenemente a Deus, preservado nossa união com a Fonte de toda luz? Não são os sintomas de decadência e declínio penosamente visíveis em meio às igrejas cristãs de hoje? A morte espiritual tem vindo sobre o povo que devia estar manifestando vida e zelo, pureza e consagração, pela mais ardorosa dedicação à causa da verdade. Os fatos concernentes à real condição do professo povo de Deus falam mais alto do que sua profissão, e tornam evidente que algum poder cortou o cabo que o mantinha ancorado na Rocha Eterna, e que está indo à deriva para o mar, sem mapa nem bússola." - Review and Herald, 24 de julho de 1888.
Algum poder, é declarado, cortou o cabo que ancorava a igreja à Rocha Eterna, e seus membros estão se deslocando para o mar, sem mapa nem bússola. Que situação poderia ser mais alarmente do que esta? Que razão mais convincente poderia ser dada para mostrar a necessidade de volver-nos de todo o coração ao Unico que é capaz de nos sustentar com firmeza?
De Volta ao Seguro Ancoradouro
A seguir veio uma mensagem dizendo apenas o que era necessário a fim de reparar o cabo que o inimigo havia cortado, e assim levar-nos de volta ao ancoradouro seguro. Leiam com atenção:
"Não é suficiente estar familiarizados com os argumentos da verdade somente. Deveis encontrar as pessoas mediante a vida que está em Jesus. Vossa obra se fará plenamente bem-sucedida se Jesus estiver habitando em vós, pois Ele disse: 'Sem Mim nada podeis fazer'. Jesus permanece batendo à porta de vossos corações sem cessar e, mesmo assim, muitos dizem continuamente: 'Não posso achá-Lo.' Por que não? Ele diz: 'Eis que estou à porta e bato.' Por que não abris a porta e dizeis: 'Entra, querido Senhor'? Sinto-me tão contente por estas simples instruções quanto à maneira de encontrar Jesus! Não fosse por elas, não saberia como encontrar Aquele cuja presença tanto almejo. Abri a porta agora, e esvaziai o templo da alma dos vendedores e compradores, e convidai o Senhor a entrar. Dizei-Lhe: 'Amar-Te-ei com toda a alma. Operarei as obras de justiça. Obedecerei à lei de Deus.' Então sentireis a serena presença de Jesus."- Review and Herald, 28 de agosto de 1888.
O Climax da Mensagem Preparatória
Umas poucas semanas antes da Assembléia da Associação Ceral a reunir-se em Minneapolis, o Senhor enviou a mensagem seguinte como impressionante climax a toda a instrução que estivera vindo sobre esse grande tema mês após mês por quase dois anos:
"Qual é a obra do ministro do evangelho? É manejar bem a palavra da verdade; não inventar um novo evangelho, mas manejar corretamente o evangelho que já lhe foi confiado. Não podem apoiar-se em velhos sermôes para se apresentarem a suas congregações; pois esses velhos discursos podem não ser apropriados para atender à ocasião ou aos anseios do povo. Há assuntos que são lamentavelmente negligenciados, mas sobre os quais se deveria demorar bastante. A ênfase de nossa mensagem devia ser a missão e vida de Jesus Cristo. Que haja ponderação sobre a humilhação, negação própria, mansidão e humildade de Cristo, para que corações orgulhosos e egoístas possam ver a diferença entre si e o Modelo, e possam humilhar-se. Mostrai aos vossos ouvintes Jesus em Sua condescendência para salvar o homem caido. Mostrai-lhes que Aquele que foi seu fiador teve que assumir a natureza humana, e conduzi-la através das trevas e da temerosa maldição de Seu Pai, por causa da transgressão da Sua lei; pois o Salvador foi achado na forma de homem.
"Descrevei, se a linguagem humana o permitir, a humilhação do Filho de Deus, e julgai terdes alcançado o climax, quando O virdes trocando o trono de luz e glória, que compartilhava com o Pai, pela humanidade. Ele desceu do Céu à Terra; e enquanto esteve na Terra portou a maldição de Deus como fiador da raça caída. Ele não estava obrigado a fazer isso. Preferiu suportar a ira de Deus, em que o homem havia incorrido pela desobediência à lei divina. Preferiu suportar a cruel zombaria, o desprezo, o suplício, e a crucifixão. 'Reconhecido em figura humana, a Si mesmo Se humilhou, tornando-Se obediente até à morte, e morte de cruz.' Cristo não era insensível à ignomínia e desgraça. Ele sentia tudo amargamente. Sentiu-o multo mais profumda e agudamente do que podemos sofrer, sendo Sua natureza mais exaltada, e pura, e santa do que a da raça pecadora pela qual Ele sofreu. Ele era a Majestade do Céu; Ele era igual ao Pai. Ele era o comandante das hostes de anjos, contudo morreu pelo homem a morte que era, acima de todas as outras, revestida de ignominia e reproche. Oh, que os exaltados corações dos homens pudessem reconhecer isso! Oh, que pudessem penetrar o significado da redenção, e buscar aprender da mansidão e humildade de Jesus." - Review and Herald, 11 de setembro de 1888. Esta instrução é dirigida especialmente aos ministros - os mestres em Israel:
1. Eles deviam manejar bem a palavra da verdade.
2. Não deviam criar um novo evangelho, mas apresentar corretamente o evangelho já confiado a eles.
3. Não deviam continuar a pregar seus "velhos sermões" ao povo, pois esses "velhos discursos" podem não ser apropriados para atender às necessidades do povo.
4. Deviam demorar-se especialmente nas questões que hajam sido lamentavelmente negligenciadas.
5. A ênfase de sua mensagem devia ser a missão e vida de Jesus Cristo.
O parágrafo final oferece um esboço abrangente desse tema sublime - a missão e vida de Cristo.
Em Retrospecto
A estas alturas parecerá que todas essas mensagens claras, objetivas e solenes tenham deixado profunda impressão na mente de todos os ministros. Pareceria que estivessem plenamente preparados para ouvir e abeberar-se da inspiradora e oportuna mensagem de reavivamento, reforma e recuperação que foi apresentada com tal clareza e sincero zelo pela mensageira suscitada pelo Senhor para apresentar a mensagem. A apropriação da perfeita justiça de Cristo por corações enganados e pecaminosos foi o remédio que o Senhor enviou. Era exatamente o de que se precisava. Quem pode prever o que adviria à igreja e à causa de Deus se essa mensagem de Justificação Pela Fé tivesse sido recebida plena e dedicadamente por todos naquele tempo? E quem pode avaliar a perda que tem sido acarretada pelo fracasso de muitos em receber essa mensagem? Somente a Eternidade revelará toda a verdade concernente a esta questão.