RESTAURAÇÃO PLENA E COMPLETA É PROVIDA


Quando o pecador entra pela porta da fé na nova vida em Cristo descobre que não somente foi perdoado pela transgressão da lei, mas restauração plena e completa é provida. Ademais, é feita provisão em Cristo para a manutenção do que foi restaurado. Ele adentra um novo e mais elevado plano de vida, em harmonia com a seguinte direção e segurança:

"Precisamos unir-nos a Cristo. Há um reservatório de poder a nossa disposição, e não devemos permanecer na escura, fria e sombria caverna da descrença, ou não seremos alcançados pelos brilhantes raios do Sol da Justiça." - Review and Herald, 24 de janeiro de 1893.

"Devemos erguer-nos acima da gélida atmosfera em que temos vivido até agora, e com a qual Satanás desejaria circundar nossas almas, e respirar na santificada atmosfera do Céu."- Review and Herald, 6 de maio de 1890.

Toda a história da redenção e restauração está claramente expressa na seguinte bela declaração da pena da inspiração:

"Por meio de Cristo provê-se ao homem tanto a restauração como a reconciliação.

"O abismo produzido pelo pecado foi transposto pela cruz do Calvário.

"Foi pago por Jesus um resgate pleno e completo, em virtude do qual o pecador é perdoado e mantida a justiça da lei.

"Todos os que crêem que Cristo é o sacrifício expiador podem chegar a Ele e receber o perdão dos pecados; pois pelos méritos de Cristo, franqueou-se a comunicaçao entre Deus e o homem.

"Deus pode aceitar-me como filho Seu, e eu posso reclama-lo como meu Pai amoroso e nEle me regozijar.

"Temos de polarizar nossas esperanças quanto ao Céu tão-somente em Cristo, porque Ele é o nosso substituto e penhor.

"Nós transgredimos a lei de Deus, e pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. Os melhores esforços que o homem, em suas próprias forças, possa fazer, não têm valor para satisfazer a santa e justa lei que ele transgrediu; mas pela fé em Cristo pode ele alegar a justiça do Filho de Deus como toda-suficiente.

"Cristo, em Sua natureza humana, satisfez as exigências da lei.

"Suportou a maldição da lei para o pecador, por ele fez expiação, para que todo aquele que nEle cresse não perecesse mas tivesse vida eterna.

"A fé genuína apropria-se da justiça de Cristo, e o pecador é feito vencedor com Cristo; pois ele se faz participante da natureza divina, e assim se combinam divindade e humanidade.

"Quem procura alcançar o Céu por suas próprias obras, guardando a lei, tenta uma impossibilidade.

"Não pode o homem salvar-se sem a obediência, mas suas obras não devem provir de si mesmo; Cristo deve operar nele o querer e o efetuar segundo Sua boa vontade." - Review and Herald, 1 de abril de 1890.

Revisemos cuidadosamente esta mensagem que desdobra à mente humana os fatos mais sublimes do evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo:

1. Restauração plena e completa é provida aos pecadores. O sacrifício expiatório de Cristo sobre a cruz não somente tornou possível nossa reconciliação com Deus, mas também tornou possível, para todo pecador que pode escolher aceitar a oferta, restauração à gloriosa posição de Adão antes de ter pecado.

2. 0 grande abismo causado pelo pecado, que nos separa tanto de Deus e do Céu, foi atravessado pela cruz do Calvário. Que motivo para adoração e louvor!

3. 0 grande problema de perdoar o pecador e ao mesmo tempo manter a justiça da santa lei de Deus foi solucionado. Cristo tornou-Se nosso substituto. Ele tomou nosso lugar, e assim resgatou-nos da condenção e morte.

4. Por Seu sacrifício expiatório, Cristo estabeleceu comunicaçao entre Deus e o pobre e perdido homem pecador, de modo que agora podemos ir a Ele e receber perdão, purificação, e salvação de todo o pecado.

5. Porque somente Cristo Se tornou nosso substituto e segurança, todas as nossas esperanças se centralizam nEle. Não há outro nome, nenhum outro caminho.

6. Devido à transgressão da lei pelo homem, nenhuma carne pode jamais ser justificada pelas obras da lei. Mas mediante a fé em Cristo, o homem pode reivindicar a justiça de Cristo como toda- sufuciente.

7. Por apropriar-se da justiça de Cristo pela fé, somos tornados vencedores com Cristo, e assim nos tornamos participantes da natureza divina.

8. Ao tentar alcançar o Céu pelas obras da lei, estamos tentando uma completa impossibilidade.

9. Conquanto não nos possamos salvar sem obediência, essa obediência não pode ser de nós mesmos. Deve ser a obediência de Cristo operando em nós através de nós, levando-nos a querer e a fazer segundo Seu beneplácito.

Justiça Imputada, Depois Comunicada

Justificação Pela Fé, em seu sentido pleno, é abrangida na seguinte definição:

"É imputada a justiça pela qual somos justicados; aquela pela qual somos santificados, é comunicada. A primeira é nosso título para o Céu, a segunda, nossa adaptação a ele." - Review and Herald, 4 de junho de 1895.

Justiça imputada pela qual o homem é justificado da culpa, é o fundamento sobre que a justiça comunicada é concedida, a qual santifica a conduta da vida, e provê "nossa qualificação para o Céu". Quanto à operação desses princípios vitais, citamos o que se segue:

"Cristo tornou-Se nosso sacrifício e segurança. Ele Se tornou pecado para nós, para que pudéssemos tornar-nos a justiça de Deus nEle. Mediante a fé em Seu nome, Ele nos imputa Sua justiça, e ela se torna um princípio vivo em nossa vida." - Review and Herald, 12 de julho de 1892.

"Não é genuíno nenhum arrependimento que não opere reforma. A justiça de Cristo não é uma capa para encobrir pecados não confessados e não abandonados; é um principio de vida que transforma o caráter e rege a conduta. Santidade é integridade para com Deus; é a inteira entrega da alma e vida para habitação dos princípios do Céu." - O Desejado de Todas as Naçoes, pág. 555.

"Cristo nos imputa Seu caráter imaculado, e nos apresenta ao Pai em Sua própria pureza. Há muitos que julgam ser impossível escapar do poder do pecado, mas a promessa é que podemos ser cheios da plenitude de Deus. Nós ambicionamos muito pouco. O alvo é muito mais elevado." - Review and Herald, 12 de julho de 1892.

"Jesus é nosso grande Sumo Sacerdote no Céu. E que está fazendo? Está fazendo intercessão e expiação por Seu povo que nEle crê. Mediante Sua justiça imputada, são aceitos por Deus como os que estão manifestando ao mundo que reconhecem a aliança a Deus, guardando todos os Seus mandamentos." - Reviee and Herald, 22 de agosto de 1893.

"Na religião de Cristo há uma influência regeneradora, que transforma o ser todo, levantando o homem acima de todo vício degradante, abjeto e elevando os pensamentos e desejos para Deus e o Céu. Ligado ao Ser infinito, o homem se faz participante da natureza divina. Contra ele não têm efeito dardos do mal; pois que está revestido da armadura da justiça de Cristo." - Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, págs. 51 e 52.

"Quando a alma se rende inteiramente a Cristo, novo poder toma posse do coração. Opera-se uma mudança que o homem não pode absolutamente operar por si mesmo. É uma obra sobrenatural introduzindo um sobrenatural elemento na natureza humana. A alma que se rende a Cristo, torna-se Sua fortaleza, mantida por Ele num revoltoso mundo, e é Seu desíguio que nenhuma autoridade seja aí conhecida senão a Sua. Uma alma assim guardada pelos seres celestes, é inexpugnável aos assaltos de Satanás. Mas a menos que nos entreguemos ao domínio de Cristo, seremos governados pelo maliguo. Temos inevitavelmente de estar sob o domínio de um ou de outro dos dois grandes poderes em conflito pela supremacia do mundo. Não é necessário que escolhamos deliberadamente o serviço do reino das trevas para cair-lhe sob o poder. Basta negligenciarmos fazer aliança com o reino da luz. Se não cooperarmos com os instrumentos celestes, Satanás tomará posse do coração e torná-lo-á morada sua. A única defesa contra o mal, é Cristo habitar no coração mediante a fé em Sua justiça. A menos que nos unamos vitalmente a Deus, nunca poderemos resistir aos não santificados efeitos do amor-próprio, da condescendência com nós mesmos e da tentação para pecar. Podemos deixar muitos hábitos maus, podemos por tempos separar-nos de Satanás; mas sem uma ligação vital com Deus pela entrega de nós mesmos a Ele momento a momento, seremos vencidos. Sem conhecimento pessoal com Cristo e constante comunhão achamo-nos àmercê do inimigo, e havemos afinal de fazer-lhe a vontade." - O Desejado de Todas as Nações, págs. 323, 324.

A Evidência Exterior da Justiça Interior

"A justiça interior é testificada pela justiça exterior. Quem é justo interiormente, não é insensível nem incompassivo, mas dia a dia cresce na imagem de Cristo, indo de força em força. O que está sendo santificado pela verdade, exercerá domínio próprio e seguirá os passos de Cristo até que a graça se perca na glória." - Review and Herald, 4 de junho de 1895.

"Quando aceitamos a Cristo, as boas obras aparecerão como evidência frutífera de que estamos no caminho da vida, de que Cristo é nosso caminho, e de que estamos trilhando a vereda da verdade que conduz ao Céu." - Review and Herald, 4 de novembro de 1890.

"Quando estivermos revestidos da justiça de Cristo, não teremos nenhum prazer no pecado; pois Ele estará trabalhando conosco. Poderemos cometer erros, mas haveremos de aborrecer o pecado que causou os sofrimentos do filho de Deus. -Review and Herald, 18 de março de 1890.

"Quando Cristo está no coração, este será tão abrandado e submetido pelo amor a Deus e pelo homem que não existirão irritação, mexericos e contendas. A religião de Cristo no coração conquistará para seu possuidor completa vitória sobre essas paixões que estão buscando o domínio." - Testimonies, vol. 4, pág. 610.

"Quando um homem se converte a Deus, cria-se uma nova preferência moral; e ele amará as coisas que Deus ama; pois sua vida está ligada pela corrente dourada das imutáveis promessas com a vida de Jesus. Seu coração é atraído para Deus. Sua oração é: 'Abre meus olhos, para que eu possa ver as maravilhas da Tua lei.' No imutável padrão ele vê o caráter do Redentor, e sabe que embora haja pecado, não deverá ser salvo em seus pecados, mas de seus pecados; porque Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo." - Review and Herald, 21 de junho de 1892.

Assim está claro que "o homem não pode salvar-se sem obediência, mas suas obras não podem ser de si próprio; Cristo deve operar nele o querer e o efetuar segundo o Seu beneplácito". Cristo Se torna não só o "autor" mas o "consumador" de nossa fé.

"Ao nos aproximarmos do fim do tempo, a correnteza do mal engrossará mais e mais decididamente rumo à perdição. Somente podemos salvar-nos se nos apegarmos firmemente à mão de Jesus, olhando constantemente ao Autor e Consumador de nossa fé. Ele é nosso poderoso ajudador." - Review and Herald, 7 de outubro de 1890.

Trajando a Imaculada Veste de Justiça

Conquanto a justiça de Cristo seja livremente oferecida, e conceda restauração plena e completa para o pecador, é nos dito que alguns "não se apropriam da justiça de Cristo; é uma veste não trajada por eles, uma plenitude desconhecida, uma fonte intocada". Como pode haver tal falha em aceitar apropriar-se desse maior de todos os dons, quando -"Unicamente os que se acham revestidos de Sua justiça poderão suportar a glória de Sua presença, quando Ele aparecer com 'poder e grande glória'." - Review and Herald, 9 de julho de 1908.

"No dia da coroação de Cristo Ele não reconhecerá como Seu. quem quer que apresente mancha ou ruga ou coisa semelhante. Mas aos Seus fiéis dará Ele coroas de glória imortal. Os que não quiseram que Ele reinasse sobre eles, vê-Lo-ão rodeado do exército dos remidos, cada um dos quais apresentando o dístico: 'O SENHOR JUSTIÇA NOSSA."' - Review and Herald, 24 de novembro de 1904.

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