IBCB
Estudos
Quando pensamos que não há para onde ir, o Senhor está prestes a fazer o seu grande lance. O que muitas vezes julgamos ser o pior, nada mais é do que a última etapa da preparação para o melhor. Nosso desespero é o prelúdio para o nascimento da esperança genuína. O que nos parece o fim não passa de uma pausa para um novo começo.
O mesmo Deus que fez uma aliança com seu amigo Abraão, que lutou com o obstinado Jacó, que tornou a amargura de José em amabilidade, é também o Senhor que encontra uma saída para Moisés e libera o Êxodo.
O povo de Israel estava no Egito havia cerca de 350 anos quando Moisés nasceu. Depois da morte de José, a situação do povo foi mudando para pior. Da condição de honrados convidados foram transformados em escravos. Os reis que sucederam ao Faraó do tempo de José temiam o crescimento do povo hebreu. Cada novo rei aumentava as exigências e designava capatazes cada vez mais cruéis para afligir o povo. E no auge do seu sofrimento, nasceu um menino a um casal da linhagem de Levi, o qual deveria tornar-se o poderoso profeta do Senhor do Impossível.
A história de como sua mãe sobrepujou em astúcia a Faraó, salvando o menino, contém um toque de humor. Ela conseguiu ocultá-lo por três meses cheios de horror. Imagine a apreensão dela a cada passo que se aproximava. A qualquer momento o belo menino poderia ser arrancado de seus braços e morto perante seus olhos! O brilhante plano de deitá-lo num cesto de vime recoberto de piche e breu, e colocá-lo no Nilo, no exato lugar onde ela sabia que a filha de Faraó viria banhar-se, só pode ter sido dado por Deus. A princesa achou a criança e, sentindo-se comovida a salvar-lhe a vida, decidiu levá-la para o palácio. Mas, quem iria amamentá-la? Aqui está o humor. Miriã, a irmã do bebê, encontrava-se nas proximidades com uma solução prática: por que não chamar uma das mulheres hebréias para amamentar a criança? A filha de Faraó concordou. E quem foi chamada? A própria mãe da criança. Deram à ela o nome de Moisés, que em egípcio significa "retirado das águas". E enquanto o povo gemia, Deus estava agindo!
Na casa de Faraó, Moisés foi criado com o melhor dos dois mundos. Ele foi criado com a herança hebréia, do próprio peito e colo de sua mãe. Sua mãe adotiva lhe deu o mais excelente treinamento na educação e na cultura egípcia.
"A fim de apreciar o Egito no qual Moisés foi criado, passei boa parte de um verão velejando pelo Nilo. Enquanto olhava os pilares dos templos e os obeliscos gigantescos, comentava com o meu guia, muito versado sobre o assunto, que para a construção e levantamento foram necessários, com certeza, milhares de operários. Muitos dos templos foram construídos durante os quatrocentos anos ou mais de escravidão hebréia. Essa escravidão vai do século XVI a.C. ao século XIII a.C. e inclui os projetos de construção de Hatshepsut, no século XV, e Ramessés II, no século XIII. Talvez os hebreus tenham sido obrigados a fabricar mais do que tijolos!"
Certo dia saiu Moisés em direção a uma área de escravos e viu um feitor egípcio surrando um dos escravos. Tomado de ira e indignação, ele matou o egípcio. Pensou que ninguém tivesse observado o seu ato, mas a espantosa notícia correu rápido entre os hebreus e por fim chegou ao conhecimento de Faraó. A sorte estava lançada: nada mais restava a fazer senão fugir para o deserto de Midiã a fim de salvar sua vida. Sabemos que ele permaneceu por quarenta anos. Todo esse tempo ele esteve sob a influência de Jetro, um sacerdote midianita que adorava ao Senhor. Como pastor do rebanho de Jetro, Moisés aprendeu acerca da vida no deserto, tomou conhecimento das rotas de viagem e das fontes de água. Deus o preparava para a tarefa que estava pela frente.
Mais importante ainda é que Deus estava preparando um homem para confiar nele completamente. A dependência da inteligência e habilidade humanas, enraizada no treinamento egípcio para as responsabilidades de sucessor de Faraó, precisava ser redirecionada para uma nova dependência – a de Deus.
Quando nos colocamos no lugar de Moisés, durante esse longo período no deserto, começamos a perceber as perguntas que, por certo, devem ter rolado em sua mente na ânsia de uma resposta. Quem era esse Deus de seu povo? Se Deus é todo-poderoso e se ele firmou uma aliança com o seu povo através de Abraão, por que ele não fazia alguma coisa para ajudar seu povo que definha no Egito? O que Moisés precisava na verdade era de um encontro genuíno com Deus.
Enquanto cuidava dos rebanhos junto ao monte Horebe, assustou-se com uma sarça em chamas, a qual não se consumia. Estando ele em pé, petrificado diante da visão assustadora, soou uma voz de dentro da sarça: "Moisés! Moisés!" – "Eis-me aqui.", respondeu Moisés. O Senhor havia captado sua atenção.
"O que nos pode surpreender a ponto de deixar nossos pés pregados no chão, ou melhor, nos colocar de joelhos, em total atenção? Às vezes é preciso uma catástrofe ou uma bênção alarmante. As sarças ardentes de Deus estão ao nosso redor. O que poderia surpreendê-lo nesse instante? Enquanto lê, o Senhor pode estar a chamá-lo pelo nome através desta sarça. Não deixe para ouvir mais tarde o que o Senhor tem para lhe dizer agora."
Naquele encontro, Moisés recebe um chamado de Deus. É bom notar que um encontro real com Deus sempre nos inclui na resposta. O que desejamos que Deus faça para nós ou pelos outros, Ele deseja realizar
através de nós.
O Senhor se deu a conhecer a Moisés através de seu nome: "EU SOU O QUE SOU". O Senhor emprega o verbo hebraico causativo ser.
O nome pelo qual Deus se fez conhecer a Moisés é Hayah, do verbo ser, que se traduziu por YHWH, ou Yahweh – o Senhor. Moisés encontrou o Senhor do impossível.
O Senhor não havia esquecido! Ele esperava para levar Moisés ao ponto em que este aceitasse a espantosa verdade de que Deus era capaz de fazer qualquer coisa que desejasse. Enquanto o povo definhava no Egito, pensando que Deus o havia esquecido, a libertação tinha início no deserto.
INTRODUÇÃO
A família é a instituição divina que sofreu e sofre ameaça de extermínio desde a sua formação no Éden.
O pecado dos nossos primeiros pais, por pouco não exterminou a família. Isso só não aconteceu porque os propósitos de Deus são imutáveis; porém, as conseqüências da desobediência foram inevitáveis. Geraram um filho homicida (Caim), e daí em diante vemos a seqüela deixada pelo ato impensado de Eva.
PORÉM, (graças aos “poréns” de Deus), Ele manteve de pé o seu plano. A família sobreviveu, e é muito importante para Deus.
I) CONCEITOS DE FAMÍLIA
1. Bíblico - é uma instituição
divina constituída de marido, mulher e filhos (o restante são parentes ou
familiares)
2. Na nossa sociedade - O conceito foi acrescentado = conjunto de pessoas que vivem na mesma casa (ensinado em colégios)
3. E pessoal? Qual o conceito de família para nós?
II) COMO RESTAURAR SUA FAMÍLIA NO PROJETO DE DEUS
(estruturada e indissolúvel)
1.Tendo Jesus como alicerce do lar.
a) Propiciando condições que permitam essa função a Jesus
b) Jesus alicerça a família pela eficácia da presença (Ele é a rocha)
c) JESUS torna possível o cumprimento dos mandamentos bíblicos sendo colocados em cima do principal fundamento: Ele próprio
2. Mantendo-a no lugar que o Senhor a colocou no paraíso da comunhão mútua (a começar com os cônjuges) e com Ele.
3. Detectando os males que podem levá-la a destruição:
a) Na esfera humana : maus tratos, infidelidade, desamor
b) Na esfera espiritual: a inobservância aos mandamentos dados por Deus a cada membro da família.
3. Principais mandamentos de Deus à família:
a) Aos maridos:
- Missão: Liderança centralizada em Cristo – Ef 5.23
- Deus estabeleceu a família com a unidade básica para a sociedade.
- Toda família precisa de um líder. Deus atribuiu ao marido essa missão.
- Sua liderança deve ter como padrão a liderança de Cristo sobre a igreja.
- Deve ser exercida como uma forma de ministério ao invés de uma tirania.
- O papel de liderança do lar deve ser exercido em amor – Ef 5.22;6.4; Cl 3.18-21; 1 Pe 3.1-7
- A essência da liderança é levar a família a servir ao Senhor (Josué)
- Responsabilidade: Amar a esposa como Cristo amou a igreja, e como aos seu próprio corpo = amor sacrificial. Ef 5.25,28,29,33a
- Tratá-la com dignidade – 1 Pe 3.7
- Ser fiel até a morte - Mt 19.3-9
(Tarefa: Reflexão para os maridos: O que se espera de um líder a semelhança de Cristo?)
b) Às esposas (quais os mandamentos?)
- Submissão e reverência ao marido – Ef 5.22.24.33 (Tarefa: Definir o que é submissão)
Submissão = chamada à aceitação da liderança do marido como uma hierarquia colocada por Deus.
Sua submissão é vista por Deus como parte integrante da sua obediência a Ele.
· Reverência = respeito – Ef 5.33 (Sara)
· Deve amá-lo – Tt 2.4
· Viver com ele até que a morte os separe – Rm 7.2,3.
c) Aos pais: Ef 6.4
· Não provocar a ira = exercer a autoridade dentro de um contexto que não deixe ressentimentos.
· Disciplina e admoestação = controlá-los e conduzi-los no caminho do Senhor. Como?
· Ensinando-os a distinguir o certo e o errado à luz da palavra de Deus. Dt 6.6-9.
d) Aos filhos: Ef 6.1-3 (devem):
· Obedecer aos pais e honrá-los.
( o padrão é a obediência ao Senhor; o mandamento traz uma promessa)
(Tarefa: Demonstração de amor entre pais e filhos)
III) Bênçãos destinadas às famílias (Sl 128)
1. Prosperidade no trabalho (“trabalho das tuas mãos”)
2. Felicidade (“feliz serás”)
3. Frutificará como a oliveira (=óleo divino) e videira (=alegria do Senhor)
4. A bênção decretada pelo Senhor jamais será tirada (“eis que assim será abençoado”)
5. A bênção vem desde Sião = Templo até Jerusalém (celestial)
6. Até a descendência = à luz da aliança com Abraão (Gn 12.1-3)
CONCLUSÃO
Um conselho: Valorize a sua
família antes que seja tarde demais. O Senhor dará a cada um a revelação desta
palavra.
Saulo respirava ameaças e
mortes contra os discípulos do Senhor (At.9:1). Esta mensagem nos mostra a situação
de Saulo antes do encontro com o Senhor Jesus, antes de provar a conversão, ele
estava totalmente tomado por maldade, crueldade um verdadeiro instrumento nas mãos
do inimigo de nossas almas.
Estamos vivendo em uma época de total tecnologia. Tudo ou quase tudo está relacionado com a era da informática: nos supermercados, nos bancos, em todos os lugares é possível ver que estamos cercados pelas máquinas informatizadas do mundo virtual, que quase substituem o trabalho do próprio homem.
E como será que os nossos jovens estão enfrentando esta fase de modernismo?
Tantas vezes em nossa vida nós nos encontramos em momentos de dificuldades tão intensas e sombrias que parece ter Deus nos esquecido ou esquecido de sua promessa para conosco. Nós vemos na tribulação um obstáculo para atingirmos a nossa bênção e mergulhamos muitas vezes em depressão, porque pedimos que Deus nos tire da tribulação e parece que Ele não nos ouve. Contudo, o Apóstolo Paulo escreveu esta carta aos crentes romanos que padeciam muitas perseguições, carta esta inspirada pelo Espírito Santo, e, portanto, fala conosco hoje também "...nos gloriamos na tribulação...", que significa: "nos alegramos na tribulação".
Introdução: Ainda se pode falar em santidade? Em santificação? Ou estas palavras estão fora de moda? Até onde se percebe, muitos obreiros não estão mais falando nesses assuntos, no púlpito. Parece que estamos vivendo a era da
globalização eclesial. Há uma perda de identidade muito grande por parte de igrejas, que antes eram bem conhecidas por sua liturgia, postura, valores, cultura, história, não só em termos de usos e costumes, mas de ética, moral e santidade. Estamos assistindo à maior avalanche da influência do mundo sobre as igrejas, de que se tem conhecimento.
1. Caminhando
para a Conversão
Saulo havia pedido cartas ao Sumo Sacerdote para ir ate
Damasco, a fim de que se encontrasse algum cristão conduzissem presos a Jerusalém,
este era o seu pensamento, mas não sabia ele que, essa perseguição haveria de
encerrar.
Pois não sabia ele que estava perseguindo a menina dos
olhos de Deus, que é a igreja.
2. Uma
luz do céu o cercou. (At 9:3)
Saulo chegando perto de Damasco, de repente um
resplendor de luz do céu lhe cercou, que fez com que ele caísse do animal em que estava
montado, quando observo esta mensagem começo a analisar o homem quando se
depara com a palavra de Deus, a palavra de Deus ele reconhece o seu estado
pecaminoso,e se humilha aos pés de Jesus, gloriando a Deus por isso.
Saulo caiu por terra, essa palavra nos leva ao primeiro
passo para uma verdadeira conversão.
1º Passo: Humilhação.
Esse é o primeiro passo para trilharmos o caminho da
conversão, sem humilhação não a como deus agir em nossa vida, pois a palavra
de Deus diz que os humilhados serão exaltados.
2º Passo: Reconhecer que Jesus é o Senhor.
Após Saulo ouvir a voz, ele declarou o seguinte: Quem és
tu Senhor (At 9:5)
Para um homem perseguidor, que perseguia os que serviam a
Cristo, só a manifestação de Deus para o homem pronunciar "Quem és tu Senhor".
Deixe Jesus ser o senhor de sua vida; Ele sabe o que é
melhor para você.
3º Passo: Buscar a vontade de Deus.
Saulo disse: O que queres que faça?
Nenhum homem poderá provar a graça da conversão se ele não se preocupar com a vontade de Deus, o quanto tem se chegado a Cristo, e tem
ousadia de dizer: eu sou dono de meu nariz e faço aquilo que quero, este homem
nunca provou a conversão, e enquanto não se humilhar não provara a conversão.
Glória a Deus, Ele quer reinar em sua vida, deixe-o guiar você, servo, por um caminho de vitória de bênçãos. Dê as mãos para Jesus, deixe ele fazer contigo
a sua vontade. Entregue os teus caminhos ao Senhor; confia Nele, e Ele tudo fará.
Aleluia.
Onde estava Saulo depois da conversão?
Orando, Jejuando aos pés do mestre (At 9: 9-11). Quantos
batem no peito dizendo que foram convertidos por Jesus, mas não oram, não
buscam a Deus, não jejuam, etc... Estas pessoas não são convertidas, e sim
convencidas, Deus tenha misericórdia, para que todos nós venhamos provar a graça da
conversão.
Chegou o tempo de juntar o útil ao agradável, enquanto o “mundo” usa os seus meios estratégicos para chamar a atenção dos jovens e deixá-los alucinados com tanta fantasia, jogo de luzes, sons da modernização, arquitetura de primeiro mundo e outros tantos apetrechos, o que a igreja está fazendo ou poderá fazer? Unir-se ao adversário?
Usar os mesmos meios para atrair os jovens para a igreja e deixar que o mundo os influencie, e se esquecer de I João 2:15 – “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do pai não está nele”?
Porém eu pergunto:
O que fazer então?
Deixar que o nosso inimigo obtenha vantagem sobre a vida de nossos filhos? Ficar de braços cruzados vendo-os ser entregues como cordeirinhos para saciar os lobos ferozes, selvagens e impiedosos? O que Deus fez ontem também pode fazer hoje. O poder de Deus pode superar todas as inovações tecnológicas e nos proporcionar muito mais. “Ora, àquele que é poderoso para fazer muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos segundo o poder que em nós opera” – Efésios 3:20. Observe que o Apóstolo Paulo, quando escreve esta passagem menciona o poder de Deus manifestado na vida do homem, ou seja, Deus usaria alguém para que Sua vontade fosse cumprida, e este alguém somos nós – eu e você. Então, por que se conformar com as coisas do mundo?
Deus está no controle de tudo, mesmo parecendo que existam más pessoas que fazem tudo o que lhes apraz. Deus é absoluta e Infinitamente Santo, e seus seguidores também precisam ser santos. Os atos gloriosos que Deus realizou no deserto com o povo de Israel comprova a sua lealdade ao mais injusto homem, e mostra a sua santidade que é imutável, Ele não modificou seus padrões, mas infelizmente hoje fala-se muito em poder e pouco em santidade.
A santidade é um atributo de Deus tanto quanto o seu Poder. Podemos dar glória, simular glória e falar de glória, mas uma coisa bem distinta é – A glória divina manifestar-se e permanecer em nós – “A sua glória cobriu os céus, e a terra encheu-se do seu louvor” – Habacuque 3:3. “A sua glória cobriu os céus, e a terra encheu-se do seu louvor”, veja que isto é o louvor como resultado da presença da glória divina.
É a presença direta de Deus em meio ao verdadeiro louvor e adoração prestados a Ele. O real avivamento, traz um espírito de santidade e pureza no meio do louvor da igreja, onde vidas são tocadas não apenas emocionalmente mas diretamente na razão, onde está a maior parte de seus sentimentos, famílias inteiras podem ser atingidas pelo poderoso poder do Espírito, atuante em meio ao louvor. Lugar onde Deus sonda as nossas vidas e difere o que é sincero ou não – “Deus é espírito e importa que os que o adoram o adore em espírito e em verdade” – João 4:24.
Por isso é muito importante haver o louvor na igreja, mais que importante é necessário. Quando louvamos a Deus, oferecemos o que há em nós para Ele – e não há perfeição nisto, e quando ouvimos a mensagem de Deus, é o próprio Deus que nos dá, ou seja, fala conosco, não o que queremos, mas sim o que necessitamos. Podemos comparar o nosso coração como um terreno árido, seco sem, vida antes de entrar na presença de Deus, devido ao muito se envolver com as coisas desta terra.
Desilusões, tristezas, angústias, lutas, provações, todo e qualquer tipo de emoção passam pelo seu coração. Como você enfrentaria as lutas diárias se Deus não fosse contigo, e como você entregaria o seu coração aberto e quebrantado a Deus sem antes o Espírito Santo derramar águas purificadoras para refrescar a sua alma? “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado” – Salmo 34:18.
Tudo está relacionado ao louvor. O louvor liberta, quem está alegre cante... Se o Espírito de Deus se move em mim eu louvo como Davi... São algumas das músicas que cantamos na igreja. Enfim, devemos dar lugar ao mover de Deus em nossas vidas, e com certeza tudo se inicia quando entramos no santuário de Deus com o propósito único de louvá-lo e adorá-lo, assim o nosso coração deixará de ser um terreno árido e seco, para ser como fonte de inspiração de Deus em nós.
Deus está à sua procura, esperando que você se entregue completamente a Ele, faça isso hoje, experimente deixar o Espírito Santo dominar você, deixe Ele tomar o rumo de tudo hoje, seu ministério, sua vida pessoal, sua família, sua igreja e até dos seus momentos felizes.
É isto que Ele quer. Não apenas ser lembrado por você quando está na igreja, ou passando por lutas e provas, mas em todas as circunstâncias de sua vida. Fazer parte de você, estar em você e ser reconhecido como um amigo, o mais chegado, o que você pode reclinar sua cabeça sorrir e chorar com Ele. Quando isso acontecer, você verá que Deus está bem perto de você e você Dele. E isto é só o começo. Por isso siga este conselho, influencie o mundo e não se deixe ser influenciado por ele.
Jesus veio ao mundo não com o propósito de condená-lo (embora poderia, se quisesse), veio para salvar o mundo. Ora, se nos foi dado poder para realizar obras maiores do Ele - Jesus, porque então ficar de braços cruzados esperando ser abocanhados por nosso adversário.
É importante que você saiba que nenhuma tecnologia ou aparato moderno pode ser comparado ou sequer substituir a glória de Deus. Pense nisto, amado irmão em Cristo.
(Romanos 5: 3-5)
Serão então as tribulações, um mal para nossa vida cristã? Se são, então por que Deus as permite? Amados leitores, isto pode parecer paradoxal, mas as tribulações são uma bênção.
A tribulação produz perseverança.
A perseverança nos aperfeiçoa.
Tiago, em sua carta, no capítulo 1º, versículos 3 e 4, fala sobre o mesmo tema e se aprofunda nele dizendo que a perseverança nos aperfeiçoa, isto quer dizer que é apenas e unicamente através das tribulações que somos aperfeiçoados para que cheguemos à medida perfeita da estatura de Cristo, Nosso Senhor. O Senhor Jesus disse a Paulo: "Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza", e é quando chegamos aos nossos limites que nossa vaidade e orgulho se quebram e nós recorremos àquele que é poderoso para nos salvar. Aí então, com nosso ego despedaçado, é que Deus pode agir em nossa Vida, moldando-nos conforme a sua vontade, e ensinando-nos a confiar somente nele conhecendo a sua voz e seguindo-o pelos desertos até nossa Canaã celestial.
Perseverança é sinônimo de "constância" e "firmeza", ambos atributos que têm faltado em muitos crentes que, justamente fraquejam na hora da tribulação e pedem a Deus alívio para seu sofrimento, ao invés de aceitar a sua soberana vontade e sabedoria e pedir forças para vencer a tribulação, estes pedem a Deus que os tire da tribulação. Deus, por sua infinita misericórdia os atende, mas ele não ganham nada com isso, saem da tribulação do mesmo jeito que entraram, fracos e pequenos na fé, a mesma tribulação volta, e novamente tudo se repete, esses permanecem estáticos na fé, sem alcançar crescimento espiritual algum. A tribulação é permitida por Deus para nos provar e fazer-nos crescer, fazer-nos constantes e firmes na fé, aceitemo-la e prossigamos firme para o alvo, correndo com perseverança a carreira que nos foi proposta. A nossa força vem de Deus.
Deus deixa-nos passar por estes momentos trabalhosos a fim de que nele confiemos e a Ele busquemos, não com a intenção humana de aliviar a dor, mas com a intenção única de alcançar comunhão com Ele, e, dessa comunhão obtermos força para vencer. O mesmo apóstolo Paulo escreveu aos Colossenses no
capítulo 1º versículo 11: "corroborados com toda a fortaleza, segundo o poder da sua glória, para toda a perseverança e longanimidade com gozo;" nesta oração aqui transcrita ele rogava a Deus o seguinte: que os Colossenses fossem amparados, apoiados, consagrados, firmados, cheios de autoridade e defendidos (tudo isso tirado da palavra corroborados) pela força de Deus, segundo o poder da Sua glória, notemos que sublime: quão grande é o poder da glória divina? E é segundo este poder que somos nós fortalecidos, e para que somos fortalecidos ou corroborados? Para toda a... perseverança e longanimidade com gozo ou alegria. Aleluia! Louvado seja nosso Deus!
A comunhão que nos molda conforme a vontade divina e nos fortalece no dia da tribulação também faz-nos conhecer a Deus. A perseverança traz experiência. Experiência com Deus. Oh, como somos carentes desta experiência, experiência sublime de converter! Com Deus, ver Deus e ter Deus; estar com Deus em todos os momentos gozando de sua companhia, de suas palavras de conforto, de seu abraço de amor dentre tantas outras coisas.
Ver Deus, infelizmente ainda não com nossos olhos naturais, mas com nossos olhos espirituais, em cada passo vê-lo ao lado bem juntinho dizendo com autoridade amorosa: "Prossiga!", vê-lo nos semblantes dos congregados que conosco louvam Seu nome, ver Suas mãos estendidas para dar-nos um abraço ou para lutar conosco. Ver Seu mover, Seu agir em cada acontecimento em nossa vida sabendo que "...todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus...".
Ter Deus como Senhor, Provedor e Sustentador de nossa vida. Ter a Deus como o único Bem de nossas vidas, afinal Ele nos pertence, por Seu amor e nós pertencemos a Ele por amor. Ter Deus como guia, defensor, amigo, irmão e Pai. A experiência é conversão por excelência, porque com a experiência com Deus mudamos nossas atitudes egoístas e más para altruístas e amorosas.
Experiência significa conhecimento, vivência, prática, lição e exercício, palavras estas que devem estar presentes em nossa comunhão com Deus. Conhecê-lo, viver com Ele, praticar o amor com ele aprendido, aprender mais e mais e exercitar nossa fé.
Exercitar, se não nos exercitamos, ou se não exercitamos determinados músculos e até mesmo nossa mente esses se tornam débeis, fracos e até inúteis, assim é nossa fé, se não a exercitamos ela enfraquece, também os demais gomos deste fruto do Espírito Santo chamado Amor. assim Deus nos põe na "esteira" da prova para que os exercitemos e
queimemos aqueles resíduos do pecado e dos vícios maus.
Experiência de vida
Jovens, recém-casados e até senhores necessitam disso: experiência de vida, e Deus se importa com cada faceta de nossa vida. Ele quer que adquiramos experiência em nossa vida social, econômica etc. Para que sejamos sábios, prudentes e granjeemos almas através de nossa vida. Por isso Ele permite as tribulações para que tenhamos também experiência de vida.
Por fim, aprendemos a ser perseverantes, ganhamos experiência e tornamo-nos esperançosos. Davi tinha esperança, ele esperava e tinha certeza que sua espera resultaria num algo excelente para sua vida, mas o que promovia o sucesso de sua espera era o fato que ele tinha um alvo, um alvo certo de sua espera: Deus. O fato dele esperar confiantemente em Deus era o segredo do sucesso de sua espera. Se ele esperasse em sua guarda real, em suas posses, riquezas, em seu conhecimento humano, em sua força, em seu poder, ele teria fracassado vergonhosamente, mas ele esperou em Deus, o Deus que não falha, não dorme, nem descansa, que é Todo-Poderoso e misericordioso e Ele ouviu o clamor de Davi inclinou-se para ele e atendeu o seu clamor. Nossa esperança deve estar focalizada em Deus, na Pessoa Bendita de Nosso Senhor Jesus Cristo, confiando sempre que ele suprirá nossas necessidades e que sobre tudo somos mais que vencedores por Ele. A esperança firmada em Cristo não desaponta, não falha, pois fiel é quem prometeu. Tantos depositam sua confiança, sua esperança em cousas vãs, "uns confiam em carros, outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor".
O amor de Deus, que é infinito, derrama-se em nossos corações por intermédio do Espírito Santo, nosso fiel ajudador, que nas tribulações mostra-se a nós mais intensamente como O Consolador. A esperança e a longanimidade caminham juntas. Longanimidade quer dizer paciência e esta também recebemos poder do próprio Deus para tê-la, contudo sempre é preciso que marchemos em direção às águas inda cerradas para que elas se abram, precisamos tomar posse da benção maravilhosa da tribulação.
Aprendamos então a ter a tribulação por benção e alegremo-nos com ela saibamos compreender que Deus está no controle de tudo. Na tribulação nos ensinará a perseverança, com a qual alcançaremos a experiência e por fim chegaremos à esperança da nossa soberana vocação. Em tudo demos graças porque isto é agradável a Deus. Se ele nos deixa passar por tribulações é para que sejamos sábios e cresçamos espiritualmente. Não peçamos portanto a Deus: "tira-me desta tribulação" ou "alivia-me esta dor", mas "dai-me coragem para enfrentá-la, constância e firmeza para não desistir e força para prosseguir até a vitória que já é minha pelo teu nome. Amém.
Todos nós nos emocionamos quando vemos uma música bem tocada, bem harmonizada e que, principalmente, nos leve a louvar o Senhor.
O que muitas vezes não sabemos, é o trabalho que dá desde a sua composição, arranjo, orquestração e harmonização. Todos esses itens estão relacionados entre si. Um acorde mal colocado pode dar uma compreensão errada da letra, principalmente se esta for muito sofisticada; uma melodia pode derrubar a congregação ou levá-la ao pleno louvor diante do Pai; um arranjo e uma orquestração pesada pode gerar incômodo, poluição sonora, irritação àqueles que estão ouvindo e não permitirá que louvemos a Deus como queríamos.
Diante desses tópicos que vamos estudar, oriento aos irmãos que estão formando um grupo, que se aprimorem cada vez mais em seus instrumentos. Toquem ao Senhor com júbilo, permitam que Deus os use através da técnica e unção que cada levita deve ter ao tocar seus instrumentos.
O objetivo deste estudo possa lhe ajudar grandemente na formação de seus
grupos de louvor ou bandas.
Tipos de Grupos e Bandas:
1. Se tiver mais jeito e desejo de formar um grupo de louvor que toque cânticos congregacionais, visto ter uma boa comunicação em frente ao público, desejo e vocação de se expressar e trabalhar em grupo e principalmente, tendo a certeza e conhecimento de que é o que você aprecia e ainda acompanhar o trabalho de quem tem se destacado no mercado, siga o caminho certo nesta área e estilo, de pessoas como: Daniel Souza, Asaph Borba, Pr. Bené Gomes, Alda Célia, Comunidade Evangélica Zona Sul, Pr. Cláudio Claro, e muitos outros;
2. Se sua linguagem é mais pessoal, e gostaria mais de expressar em cânticos suas próprias experiências ou visão e modo de pensar, e se acha que poderia cantar solo, siga uma carreira solo com os temas que mais tocam o seu coração. Neste caso nem sempre é necessária a presença de um grupo de louvor para lhe auxiliar nas apresentações, basta gravar um Play-back, e você terá condições de expor seu trabalho de uma maneira certa, usando as diretrizes corretas e linguagem adequada. Ouça cantores(as) e compositores(as) que vem adquirindo sucesso no mercado como:Aline Barros, Luiz de Carvalho, Carlinhos Félix, Léa Mendonça, Marina de Oliveira, Fernanda Brum, Ludmila
Ferber e muitos outros;
3. Talvez seu estilo seja canções com ritmos atuais, novos ou modernos, quem sabe poderá formar uma banda e até iniciar um estilo novo de música. Ore ao Senhor e Ele poderá usar você para formar uma banda ideal, de acordo com os planos do teu coração, uma banda e equipe que trabalhe em conjunto e em prol de uma meta, diretriz, estilo e linguagem. Escute e aprecie bandas como:
Kadoshi, Comunidade de Nilópolis, Banda e voz, Projeto Vida Nova de Irajá e outros.
Seja qual for seu estilo, o mais importante é ser confiante, estudar, aperfeiçoar, buscar, ter forte desejo, sentir vocação própria, e ter força de vontade no Senhor para ser usado no campo da área gospel. Leia todos livros que puder sobre Louvor e Adoração, faça aula e cursos vocal, ou peça ao Senhor que mostre qual instrumento você poderá aprender a tocar, se é teclado, guitarra, baixo, bateria, sax, percussão...
Grupo de Louvor
O que é Grupo de Louvor
Grupo de Louvor, antes de tudo, é um Ministério dedicado ao louvor e Adoração a Deus. Seu papel é ministrar o Louvor e Adoração na Congregação local. É uma difícil tarefa, levando-se em conta que todos os obreiros deste Ministério devem ser consagrados e sentir o chamado de Deus para servir. Sua tarefa, além de tocar e cantar, é levar a Congregação a louvar e adorar ao Senhor. Esses obreiros devem ser os primeiros adoradores na Congregação junto com os demais obreiros.
Deus, desde os primórdios, separou um povo exclusivo para louvar: os levitas (Nm 1:50; 3:6 e 7; I
Cr 23:30), e hoje não é diferente. A maneira certa, nos dias de hoje, de formar um Grupo de Louvor vem através da oração e da revelação de Deus. Uma escolha errada mata espiritualmente não somente a performance do grupo, mas principalmente, a pessoa que não tem o chamado para o Louvor.
Veja agora alguns critérios a serem adotados na preparação e formação de Grupos de Louvor dentro da congregação.
Preparação de Grupos de Louvor dentro da Congregação
Antes de qualquer coisa, devemos verificar alguns critérios para se colocar um músico dentro de um Ministério de Louvor a seguir: ·
Saber se o músico tem o chamado para servir no Ministério: O obreiro deve ser testado antes de ser consagrado e chamado para a obra. Assim também deve ser no Ministério de Louvor. ·
Se o músico tem se aperfeiçoado tecnicamente: É essencial que o músico tenha pleno domínio do seu instrumento.
O músico deve ser, acima de tudo, humilde: Nunca se deve convidar um músico que gosta de se exibir no instrumento. Antes de tudo, devemos verificar a sua humildade. O verdadeiro levita deve esperar o tempo certo, ser humilde, não forçar sua entrada no grupo pois pode colocar seu ministério em risco devido a sua falta de preparo.
Além disso, devemos observar algumas características no músico.
Características do Músico Cristão:
O verdadeiro levita busca a plena consagração na casa do Senhor. É aquele que aceita e se submete a qualquer decisão tomada pela liderança mesmo que a sua opinião seja contrária. Ele se apresenta e está disposto a colaborar com a igreja em outros ministérios quando é solicitada a sua colaboração. Mas, devemos observar também os "apressadinhos" que às vezes "querem abraçar o mundo com os braços". Observe: quando alguém não sabe em qual ministério Deus quer usá-lo, essa pessoa acaba participando de dois, três, quatro ministérios e acaba não exercendo a nenhum bem. Dê atenção àqueles que se dedicam a participar em, no máximo, dois ministérios e exerçam as suas atividades com altivez em ambos, não comprometendo nem a um ou a outro.
O Dízimo:
É muito importante que o levita seja fiel no dízimo. O Senhor mesmo nos convoca a sermos fiel no pouco porque sobre muito ele nos colocará. Não se deve colocar alguém dentro do ministério de Louvor sem antes verificar sua fidelidade ao Senhor e que seja com alegria. Procure observar se além de dar o dízimo, ele também procura ofertar ao Senhor com alegria no seu coração e não como uma obrigação para entrar no ministério.
E quando o músico é um novo convertido?
Os Novos Convertidos:
Sempre ficamos felizes quando um músico secular se converte. Mas, antes de sentir que ele é chamado para o ministério, procure você mesmo orientá-lo, discipulá-lo, mostrar a ele como Satanás ataca aqueles que estão no Ministério de Louvor. Enfim, prepare-o para a batalha. Faça com que seja seu discípulo e seja você um exemplo para ele. Procure caminhar com ele por um período de mais ou menos seis meses até sentir que ele está pronto. Nesse período, Deus já deve ter colocado em seu coração em qual ministério ele deve servir.
E quando o caso é de um músico que está chegando à nossa congregação?
O que fazer quando um músico cristão começa a
congregar na sua igreja
Existem vários fatores que devemos observar nesse músico dentre eles:
1. Verificar o porquê da saída dele da outra igreja;
2. Observar se as atitudes dele fora da Igreja condizem com seu testemunho cristão;
3. Verificar seu compromisso com a igreja:
Neste caso, vale fazer um acompanhamento com ele por um período de seis meses a 1 ano, no mínimo, colocando a ele os propósitos que Deus tem para a
igreja.
4. Verificar seu relacionamento com outros irmãos da igreja para saber o quanto ele está conhecendo a Igreja.
5. Observar se ele está aceitando os parâmetros da igreja local: isto demonstra seu verdadeiro caráter cristão e o quanto ele é submisso.
Submissão aos Líderes:
Observe: todos nós temos de estar submisso a uma autoridade da Igreja. A Palavra nos diz que toda autoridade é constituída por Deus (Rm 13:1) e continua relatando que quem resiste à autoridade trará condenação sobre si mesmo (Rm 13:2).
É importante sabermos o quanto o "candidato a levita" da Igreja aceita e submete-se a alguma norma colocada pelos líderes da Igreja. Uma pessoa dentro de Ministério de Louvor que não aceita e não se submete a uma liderança pode levar todo o Ministério a ter sérios problemas.
Outro fator do Levita é se ele está buscando estar cheio do Espírito Santo.
Buscar estar cheios do Espírito Santo:
Devemos sentir que a unção do Espírito está em cada membro do Ministério de Louvor. O que muitas vezes acontece dentro de uma Igreja é buscarmos a unção do Espírito no culto de Louvor e Adoração e esquecemos do principal: devemos estar cheios do Espírito Santo todos os dias. Dessa forma o Louvor fluirá melhor porque nos preparamos para esse momento. A nossa responsabilidade é levar a Igreja a louvar o Senhor e isso só terá êxito quando o Espírito Santo fluir com liberdade em nós.
Portanto, é dever de todo cristão buscar a unção do Espírito todos os dias. Devemos estar preparados para a batalha. Veja como o Senhor orientou o seu exército a prostrar-se diante dele e não temer a batalha (II Cr 20:17). Quando temos o Espírito Santo transbordando em nós, o Senhor nos cobrirá na Batalha através do Louvor (Sl 140:7).
Veremos agora a função dos músicos e dos líderes no Ministério de Louvor.
Função dos Músicos:
Como já foi colocado anteriormente, o músico deve ter pleno domínio dos seus instrumentos. Entretanto, a humildade deve ser característica principal do músico dentro da Igreja porque é através dessa humildade que o Espírito poderá ter liberdade de operar em nossas vidas. O músico deve ser responsável, estudar as partituras que lhe for dado constantemente, ouvir novas músicas, orar e jejuar periodicamente. Além disso, o músico deve colocar o seu Ministério como prioridade, isto é, deixar agendado todos os ensaios e não ser relapso quanto aos horários. Além disso, ele deve aprimorar-se mais e mais na técnica através de workshops com músicos capacitados, etc...
Função dos líderes:
O líder tem uma função pastoral dentro do Grupo. Ele deve acompanhar a vida de cada um dos seus liderados e tem a função de orar pela vida espiritual do grupo nos seus devocionais. Como todos do grupo, o líder tem de sentir o chamado de Deus e ser consagrado para estar a frente. Ele também tem a responsabilidade de escolher os músicos de seu grupo e a função que cada um dever ter. O líder deve ser o exemplo primordial aos seus liderados. Ele tem de preparar o material que será usado no ministério, distribui-lo com muita antecedência para que o músico possa estuda-lo, ser servo para que seus liderados sejam servos, preparar períodos de oração junto com todo o grupo. Enfim, o líder deve se cobrar antes de cobrar a qualquer um dos seus liderados. O líder deve também distribuir funções específicas a cada membro do grupo para que não se sobrecarregue. Por ex: os líderes devem escolher diretores, ou seja, pessoas encarregadas em ensaiar os vocais, instrumentais, etc., Outros devem ficar encarregados de fazer cópias de partituras e alguns ainda podem distribuí-las aos outros membros. Enfim, cada um deve ter seu papel dentro do grupo e cabe ao Líder verificar o que cada membro pode fazer para o Grupo.
Nesta parte vimos como constituir ou formar um grupo de Louvor. Veremos agora neste tópico, algumas técnicas a serem colocadas para um melhor aproveitamento musical do grupo de Louvor.
A Técnica
O que é técnica:
Segundo o dicionário, técnica é o lado material de uma arte ou ciência. É a prática, norma, é a especialização. Em suma, técnica é o estudo de determinada matéria. Um exemplo prático no louvor é o músico: ele estuda seu instrumento em um determinado período para poder exercer suas funções dentro do ministério de música. Quanto mais conhecimento tiver, melhor será o nível do Grupo de Louvor.
A importância da técnica dentro do louvor:
O músico, bem preparado tecnicamente, tocará com excelência e será usado plenamente pelo Espírito Santo se ele também tiver unção. Benê Gomes uma vez citou uma metáfora entre técnica e unção: vamos supor que a técnica seja um copo e a unção a água. Quanto maior for o copo, ou seja, quanto maior a técnica, mais água caberá dentro dele, ou seja, mais a unção do Espírito ele terá e mais usado por Deus ele será.
Composição de um grupo
Devemos antes de iniciar um grupo, saber quantos músicos e cantores você pretende usar dentro deste grupo. O ideal para que um Ministério funcione bem, seria estabelecer diversos grupos por faixas etárias: ex. Louvor Infantil, Adolescentes, Jovens, etc.
Se você anseia apenas em formar uma banda para evangelizar, não há a necessidade de seguir esses critérios, mas, procure usar os itens do capítulo anterior (Grupo de Louvor) antes de compor sua banda. Ela será de grande valia pra você.
Vejamos agora quais os componentes você poderá usar em sua banda ou em seu Grupo de Louvor.
1. Arranjador: é de suma importância em qualquer grupo ou banda. Caberá ao arranjador, especificar as partes da música a qual cada instrumento terá suas entradas, determinar as vozes. Enfim, o arranjador será aquele que vai criar elementos para cada instrumento ou vocal na música. O arranjador deve ser formado essencialmente em piano, teclado e teoria musical. Deve haver apenas um arranjador dentro do grupo.
2. Bateria e Percussão: A bateria e os instrumentos de percussão são fundamentais em qualquer grupo ou banda. São eles que mantém todo o andamento da música. Deve haver apenas um baterista, o que não impede de haver mais de um baterista no grupo. Mas, quero ressaltar que se tenha o máximo de dois bateristas. Neste caso, poderá haver uma espécie de rodízio entre eles mas, o essencial é que os dois toquem. Procure utilizar mais o baterista com menor experiência para que adquira essa experiência e o mais experiente em outras partes como percussão. Assim, o menos experiente será como que um discípulo do mais experiente.
3. Baixo: O baixo é o instrumento que dá base aos instrumentos de percussão. Podemos dizer que o contrabaixo dá peso devido aos tons graves que ele emite. Essencialmente, deve haver apenas um baixista no grupo e este deve ter uma formação específica do seu instrumento, mas também se pode adaptar um guitarrista experiente para essa função.
4. Guitarras e violões: Os instrumentos de cordas dão seu brilho todo especial dentro de um grupo. Deve-se ter um instrumentista que faça os solos e o outro que faça a base. É muito importante ressaltar que o mais experiente deve ser o solista e o menos experiente deve fazer a base.
5. Teclados, órgãos e pianos: Raramente usamos pianos e órgãos eletrônicos num grupo. Os teclados e sintetizadores sãos mais usados pela sua versatilidade e pela facilidade no transporte. Hoje em dia os teclados sãos usados para fazer o papel de vários outros instrumentos dentro de um grupo. Essencialmente, deve-se haver dois tecladistas no grupo mas, pela sua versatilidade, poderemos usar outro teclado para cobrir a falta de alguns dos instrumentos acima citados (baixos, violões, guitarras, etc.) o que, às vezes, pode tirar o brilho da música.
6. Metais: Os metais são instrumentos de sopro, como sax, trompete, flugels, flautas, etc. Existem grupos no qual não existem instrumentistas deste gênero, devido à cultura local, ao custo do instrumento e pelo tempo que cada instrumentista leva para aprender um desses instrumentos. Por isso, são raros esses tipos de instrumentistas.
7. Cantores e corais: Esse é o grupo mais fácil de se encontrar. Difícil é encontrar um contralto ou um baixo. Essencialmente devemos constituir os cantores em solistas, "back vocals" e coral, este último, dependendo da necessidade. O vocal principal pode ser exercido pelo líder do grupo ou o dirigente do Louvor. Para constituir o "back vocal", devemos usar o mínimo de 4 e o máximo de 6 pessoas. O coral deve compor o mínimo de 15 pessoas.
Nota: Um coral real compõe um mínimo de 30 pessoas para ser constituído.
Pode haver outros instrumentistas que são usados, mas esses são os mais comuns. Devido à cultura de um lugar, mesmo à escassez de professores, raramente são usados outros tipos de instrumentos. Ex.: oboé, acordeom, etc. Portanto, devemos utilizar aquilo que nós temos e orar para que Deus levante em nosso meio outros instrumentistas.
Ensaios
Devemos diversificar os ensaios de acordo com a necessidade. Por isso, a importância de dividir funções dentro do grupo. Pode-se fazer ensaios separados com os vocalistas, corais e instrumentistas. Por isso, cada arranjo deve ser preparado com 1 mês de antecedência para ser entregue a cada membro do grupo. O ideal é que tenhamos dois ensaios por semana para cada parte apresentada e mais dois ensaios gerais com todo o grupo.
Arranjos
A elaboração dos arranjos, no caso de haver um arranjador no grupo, deve apresentar características bem distintas na música. O primeiro passo é verificar os instrumentos que se tem disponível e a formação de cada membro do grupo. Visto isso, devemos avaliar melodia e letra da música: do que fala, se há alguma parte que deve ser destacada, etc. Depois de avaliado esta parte, deve escrever a melodia da música numa partitura e harmonizá-la. Feito esta parte, vamos escrever as outras partes do arranjo. Aconselho o arranjador à nunca colocar muitos solos num mesmo trecho para não gerar conflitos na execução da música.
Aqui vão algumas dicas de acordes que podem ser colocados na harmonização para criar um ambiente em alguma parte específica da música:
· Expectativa: Acordes suspenso com 4/7 ou 7 (dominantes)
· Dramáticos: Acordes com 7/9+ ou 7/9/11+
· Nostálgicos: Acordes com 6/9 ou 6
Função e organização dos instrumentos dentro do
grupo
A música é dividida em três partes: melodia, harmonia e ritmo e os sons em graves, médios e agudos. Quando nós respeitamos esses dois princípios na hora de tocar, alcançaremos bons resultados.
Dentro disso, devemos explorar o máximo que cada instrumento pode dar dentro da música. Os instrumentos também têm suas divisões distintas:
· Melódicos: sax, flauta, trompete, etc.
· Rítmicos: bateria e percussão
· Harmônicos: teclados, guitarra, violão, etc.
Baseado nessas divisões, deve-se seguir a estética musical, ou seja, explorar as freqüências sonoras para obter um bom resultado e lembrar ao músico que o necessário é ouvir a música como um todo e não apenas o seu instrumento.
Execução das Músicas
O músico tem de aprender principalmente a se entregar plenamente e se expressar como convém o como a música pede. Por ex.: se a música rápida e fala da alegria de estar na presença de Deus, os músicos têm de saber expressar com seus instrumentos e passar essa alegria à Igreja. Outras músicas nos levam a uma reflexão e dependendo do instrumento deve cada um tocar de forma suave ou, em determinadas partes, não tocar. A todas essas expressões, chamamos de dinâmicas.
Os músicos devem ser mestres e tocar por excelência
Como dito inicialmente, todo músico dever ter domínio do seu instrumento. Quando lemos em I Cr 15:22; 16:4-5) os levitas representavam os músicos e eram escolhidos por Deus pela sua habilidade (I Cr 15:16-19) e eram consagrados, isto é, viviam exclusivamente para levar o Povo de Deus em Adoração. Isto nos leva a termos consciência do nosso chamado como verdadeiros adoradores, sermos cheios do Espírito Santo e comprometidos com a Igreja local e a sua missão. Todo o nosso comprometimento com a obra nos levam a sermos mestres, ou seja, que tudo aquilo que aprendemos devemos passar aos futuros ministros. Por fim, levantamos discípulos para que a obra do Senhor não pare na Igreja devido à nossa falta de conhecimento ou por sermos relapso com o ministério. O Senhor mesmo disse "levantai discípulos". Mas para isso devemos ter total consagração ao Ministério e ao Senhor. Lembre-se: quando levantamos discípulos traremos unção dobrada à Igreja.
Tocar por excelência é dedicar toda a nossa técnica e tudo que somos a Deus, isto é, devemos ser verdadeiros adoradores na Casa do Senhor.
E isso não é bom, pois o que deveria ocorrer seria o contrário, ou seja, a influência das igrejas sobre o mundo. De propósito, estamos utilizando o termo igrejas (no plural) e não igreja, no singular, para que os conceitos aqui abordados não venham a ser aplicados à Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. As igrejas mudam. A Igreja, não. Como "sal da terra" e "luz do mundo" (Mt 5:13-16), os crentes deveriam exercer uma influência maior sobre a sociedade em que estão inseridos. Certamente, esta influência existe e é muito benéfica, pois são inúmeros os testemunhos de vidas transformadas pela pregação da palavra de Deus.
Entretanto, o nível dessa influência parece que tem diminuído à proporção que o tempo passa, e nos aproximamos celeremente do Terceiro Milênio. A corrupção, no País, aumenta; a depravação, também. Precisamos ser "irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus, inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual" resplandeçamos "como astros no mundo" (Fp 2:15). Para que isso aconteça, precisamos de pastores santos, educadores santos, empresários santos, professores e alunos santos, militares santos, jovens e adultos, santos.
O Espírito Santo exorta, através de S. Pedro, que "como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: sede santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1:13-16).
Sem incorrer na generalização, que seria injusta, pode-se ver que essa santificação "em toda a maneira de viver" não tem sido praticada em muitas denominações, igrejas e ministérios. A influência profana tem invadido muitas áreas da vida eclesiástica.
Na área do louvor, o que se assiste costuma ser uma onda de imitação do mundo. Basta ligar o televisor, e lá está um conjunto, integrado por moças em trajes sensuais; rapazes de brinco na orelha, muitas vezes apresentando-se com danças e coreografias, que produzem um efeito muito mais artístico do que espiritual sobre a platéia. A Palavra de Deus clama por um louvor santo. As apresentações sem espiritualidade são aquelas que chamam muito mais a atenção para os cantores, grupos e bandas, do que para a pessoa quem se deveria dirigir a adoração, que é nosso Senhor Jesus Cristo. Nota-se que, em
determinados casos, existe um verdadeiro "culto ao barulho", em que se destacam muito mais as pessoas, através dos instrumentos em alto volume, em detrimento da melodia e da mensagem aos ouvintes. Isso é imitação dos músicos que tocam para si mesmos, ou que não fazem questão de que as letras das músicas sejam entendidas. O que importa é o barulho, o ritmo. Não é à toa que o Senhor diz, através do profeta:
"Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos" (Am 5:23).
Na pregação, vêem-se preletores que se esforçam para passar uma mensagem técnica, "enlatada", preparada para ser consumida ao gosto dos ouvintes. Às vezes, são mensagens agressivas, atacando pastores; às vezes, são mensagens demagógicas, para agradar ao público. Será isso pregação santa? No comportamento de muitos crentes a falta de santificação é tanta, que já é grande a lista de pessoas evangélicas, inscrita no Serviço de Proteção ao Crédito, por comprarem e não pagarem, em empresas de evangélicos e de não-evangélicos, causando escândalo ao bom nome do Senhor.
No casamento, que deveria ser venerado por todos (Hb 13:4), há uma profanação tremenda em muitos lares. Esposos não amam as respectivas esposas, e vice-versa, contrariando a Bíblia. Em muitos lares, pais não amam os filhos e vice-versa, gerando, em lares, verdadeiro campo de batalha, levando o descrédito ao poder transformador do evangelho. O lar deve ser santo. Os seus integrantes devem buscar a santificação (Hb 12:14), para que seja uma continuação da igreja, e a igreja uma continuação dos lares. Infelizmente, há mais televisores ligados, em casas de crentes, do que Bíblias abertas. Há mais crentes assistindo programas de entretenimento do que realizando o Culto Doméstico. Não é sem razão, que o número de divórcios entre evangélicos está aumentando assustadoramente. É a falta de santificação das relações conjugais, do relacionamento entre pais e filhos, que tiram as casas da rocha e as põem sobre a areia movediça do modernismo, do liberalismo e do relativismo. Mas, com fé na Palavra de Deus, cremos que a orientação de S. Pedro é muito válida para a preservação da qualidade de vida dos crentes de hoje. Ele nos exorta a cingir os entendimentos, como filhos obedientes, e não nos conformarmos com as concupiscências mundanas, e a sermos santos em toda a nossa maneira de viver, ou seja, em todas as áreas de nossa vida, seja espiritual, emocional, familiar, profissional, financeira, etc.
Assim, falar em santidade e santificação não deve estar fora de moda. Foi, é e será sempre uma mensagem atual e indispensável, para que os cristãos cumpram o seu papel, como "sal da terra" e "luz do mundo", "porquanto escrito está: sede santos, porque eu sou santo".
|