SCORM
Conceito:
Sharable
Content Object Reference Model
(SCORM), é um conjunto de especificações técnicas que interliga AICC, IMS,
IEEE, e outras permitindo criar um modelo de referência
padrão para sistemas de gestão por via electrónica cliente-servidor de
conteúdos de aprendizagem, permitindo
a reutilização desses conteúdos nos seus diferentes formatos electrónicos,
auferindo assim de interpoerabilidade, durabilidade e reusabilidade.
Como é constituído:
Actualmente o SCORM é constituído por 3 partes: uma parte é constiuída
pela Extensive Markup Language (XML) (inventada pela W3C em 1998),
adaptada à sua especificação para representar, ou ser a “raíz” das
disciplinas a serem criadas, porque permite criarmos as nossas próprias
etiquetas, definindo assim um conjunto de dados, permitindo que esses dados, que
são a estrutura da disciplina criada, possa ser movida compativelmente
entre um Learning Management System (LMS), para outro. Contém
também um conjunto de especificações relacionados com a sua funcionalidade em
ambiente de funcionamento, incluindo um Application Programming Interface
(API), e por último uma especificação para criar metadados contendo elementos
media.

A figura acima permite relatar como funciona o mecanismo de um LMS
baseado numa base de dados electrónica cliente-servidor, definindo como é
usual nessas arquitecturas protocolos de comunicação, procedimentos e
responsabilidades.
O API tem como responsabilidade, servir de mecanismo de informação ao
LMS em termos de tratamento de erros e etc .. da base de dados de learning, e é
usada para enviar e receber dados entre o SCO e o LMS.
O Data Model é um standart de conjunto de dados usados para defenir a
informação que vai ser comunicada.
O SCORM para funcionar necessita de um SCO (Sharable
Content Object) que é lançado por um LMS e só um SCO está activo á vez.
Assim como só um LMS pode lançar SCOS. E SCOS não lançam outros SCOS. È
assim a arquitectura de um LMS usando a norma SCORM.
O Launch é simplesmente um mecanismo que permite ao LMS
arrancar (startup), e iniciar uma base de dados electrónica Cliente-Servidor.
O Asset permite que o LMS use o protocolo HTTP, sem que
necessite de usar o API.
A ferramenta SCORM RTE (retirada da www.adlnet.org )
necessita do SDK, do servidor de JPS TOMCAT (já vem incorporado no ficheiro de
instalação do RTE, basta indicar o path do SDK ao TOMCAT), incorporam HTML e
Javascript; para que o SCORM Run-Time Environment possa funcionar em qualquer
computador para que possam ser adaptadas para a outros LMS.
De forma geral (a ver mais à frente) as ferramentas que
funcionam com a norma SCORM, usam ficheiros (.xsd), que permitem fazer o
“parser” de ficheiros XML, e compactam as disciplinas criadas em formato
(.zip).
O que faz:
http://www.recombo.com/index.html
(ex: de uma ferramenta usando a norma SCORM-“Recombo Convertor for
Word”)
Aqui está demonstrado na figura acima o que a norma SCORM
permite; uma eficaz reutilização de recursos de e learning (powerpoint, word,
frontpage, etc), para que possam ser usados em diferentes aplicações.
Funcionamento do SCORM com as ferramentas que o seguem como norma:
A norma SCORM 1.2 na essência conjuga a especificação
AICC API para a comunicação browser-parent frame com a especificação
IMS 1.2 para o pacote de conteúdo.
A iniciativa para o desenvolvimento da norma SCORM partiu
do governo norte-americano.
As forças armadas norte-americanas lançaram um concurso para
desenvolvimento de eLearning (US$700 Million Request for Proposals), todas as
propostas deveriam respeitar a conformidade à norma SCORM .
A norma SCORM foi desenvolvida pela Advanced Distributed Learning Co-Labs
Laboratório no Estado de Virgínia (militar/empresarial) e em Madison, Estado
de Wisconsin na Universidade de Wisconsin (instituição académica).
Objectivo da norma SCORM:
-Conteúdo reutilizável:
O autor pode pegar recursos de várias disciplinas e deixar que o servidor os publique conjuntamente quando o aluno acede ao conteúdo. Actualmente isto conduz à criação de disciplinas com a aparência de livros formados de múltiplos artigos provenientes de diversas revistas com ar de terem sido colados uns aos outros.
Para isso foram testadas ferramentas que o incorporam e comparadas:
-Microsoft LRN
Toolkit 3.0
-ReadyGo
Web Course Builder 3.10
-Meta-Data Generator Pro 1.2
-Manifest Generator 1.2 Beta
-Recombo Convertor for Word 1.5
-Recombo Convertor for Powerpoint 1.5
-SCORM Run Time Environment 1.2.1
As ferramentas Microsoft e Recombo Convertor for Powerpoint 1.5 têm a mesma funcionalidade de criar um ficheiro manifest.xml e convertendo o formato (.ppt) em (.html) sendo depois aberto pelas aplicações permitindo a visualização num browser criando um lancher (um ficheiro html que inicia a apresentação nesse formato); O ficheiro manifest.xml criado por uma é totalmente compatível por outra aplicação.
A ferramenta Microsoft por vezes executa scripts necessários ao seu
funcionamento que são interpretados pelo anti-virus como maliciosos.
A ferramenta LRN (pronuncia-se learn) da Microsoft não cria
propriamente uma disciplina, mas antes recolhe documentos préviamente
preparados e efectua com formatos já defenidos uma compilação, criando um
Learning Resource. Ou seja fazemos à mão ou em editor próprios documentos
html que depois são reunidos e ordenados por essa ferramenta graças ao
manifest.
O SCORM Run Time Environment 1.2.1 foi testada como uma intranet local, basicamente é uma amostra ou demonstração fornecida pela ADL, não é um completo LMS, mas permite verificar as suas potencialidades.
No entanto deu erro de execução, após inserir o “Log In” e respectiva senha inventada por nós, possivelmente porque a versão do SDK utilizada (1.4) era mais recente, (1.3) que a requerida.
Foi possibilitada uma análise do código e como se efectua o API (desenhado especificamente para receber e enviar dados):
-Estado de execução: LMSnitialize() e LMSFinish, iniciam e finalizam a execução do SCO ao LMS;
-Estado de gestão: funções que permitem reconhecer erros, LMSGetLastError(), LMSGetError (errornumber) e LMSGetDiagnostic(parameter);
-Transferência de dados: estas funções permitem transmitir dados numLMS, LMSGetValue(data model element), LMSSetValue(data model element, value) e LMSCommit().
A ferramenta Recombo Convertor for Word 1.5 também dá
erros, não suportando “checkboxes” e “buttons”, também no caso de
somente incluirmos no ficheiro (.rtf) uma estrutura estática e não dinâmica,
ou seja para funcionar somos obrigados a utilizar funções pouco usadas como
“Heading styles” e “Hyperlinks” no ficheiro (.rtf), permitindo assim
criar o ficheiro manifest, convertendo o (.rtf) para o novo formato em (.html).

Na figura acima pode-se verificar que foi possivel
converter este trabalho em (.rtf) para o formato (.html), foi de facto bastante
eficaz e simples, no entanto era possível estruturar esta fase do projecto em
capítulos, mas como foi realizado em um ficheiro só, então aparece em formato
(.html) sem estar estruturado em capítulos, podemos verificar que existe um único
capítulo “SCORM” selecionado
com cor de fundo. Temos que notar que o Microsoft LNR 3.0 Toolkit
consegue ler o ficheiro gerado pelo Recombo Word Convertor. Nota-se assim
a sua total compatibilidade, entre ferramentas.
O Manifest Generator 1.2 Beta permite criar uma disciplina tendo à partida 5 passos obrigatórios para a sua conclusão. O objectivo é criar um ficheiro manifest.
figura: manifest1
Nesta figura manifest1
encontramos a apresentação da ferramenta e todas as opções ou passos dísponíveis
para elaborar a disciplina.
figura:
manifest2
Nesta figura manifest2 é a fase final e a edição do ficheiro manifest
criado.
O ficheiro manifest gerado não é compativel com nenhuma aplicação,
devido a problemas de validação nas outras ferramentas.
De notar que as ferramentas SCORM gratuitas fornecidas pela ADL são versões
beta e por isso com bastantes erros, ou de intuição algo difícil, não
permitindo por vezes detectar as causas; de momento a sua documentação também
não se encontra disponibilizada.
O ReadyGo
Web Course Builder 3.10 a unica ferramenta comercial testada com todas as opções
disponíveis em língua portuguesa, contudo tem restrições como todas as
ferramentas de demontração, só permite efectuar 2 capítulos por disciplina
criada e 5 páginas por capítulo.
Permitiu criar uma disciplina com bastante intuição, sem
necessidade de recorrer a resources, ou seja, não foi preciso criar ficheiros
(.html) e depois importa-los, como no LRN Toolkit. È uma ferramenta que no
entanto não converte formatos. O ficheiro manifest gerado também não é
compatível com as outras ferramentas, embora curiosamente tenha sido validado
pelo Validate LRN Package, opção disponível no LNR Toolpad da Microsoft. As
disciplinas ficam gravadas com a extensão própria (.wct). A ferramenta gera a
disciplina, criando uma estrutura de páginas html, com um index.html que
arranca a disciplina. È fundamental gravar a disciplina criada, porque gerar a
disciplina não é o mesmo que gravar.
O ficheiro manifest permite que quando o utilizador quiser
alterar, ou fazer load, ou tranferir o curso, todas essas opções são
permitidas graças à compatíbilidade do formato xml do manifest. Este ficheiro
é possível ser modificado manualmente, mas só na fase final em que se vai
gerar a disciplina e em formato xml.
Nesta fase temos elaborado (ver figura acima) o nome porque será gravado o
ficheiro da disciplina criada e as suas opções de configuração de imagens e
cores.
Na fase dos capítulos tem opções interessantes como
exames com tempo cronometrado tipo testes americanos como podemos verificar na
figura abaixo.
Além do mais permite elaborar vários tipos de questionários, ligações a
outros conteúdos na Internet, elaborar dicas, e no fim temos toda a nossa
estrutura programática elaborada visualizada de maneira hierarquica (como na
figura abaixo).
Temos então os 2 capitulos (máximo permitido), o 1º “
Introdução” com o numero máximo de páginas permitidas, e em cada página a
sua estrutura e opções existentes elaboradas pelo utilizador. O 2º capítulo
não tem nenhuma página.
Permite assim rectificar, podemos ter possíveis lapsos e
esquecer de inserir ou rectificar algo na elaboração da disciplina, esta
figura esquemática é excelente para redefinir conteúdos. Para fazer
restruturações posteriores temos a opção “abrir” ficheiro, é esta uma
diferença fundamental de outras ferramentas, devido a que as outras são
reiniciadas pelo mainfest.xml e não um ficheiro com formato próprio.
Aparece-nos no fim ao gerar a disciplina, o ficheiro
imsmanifest (figura acima), com as suas etiquedas já criadas permitindo (na sua
estrutura puramente em xml) a sua configuração e edição manual.
No
fim da criação do curso temos (na figura anterior), o exemplo de uma
disciplina criada em formtao (.html), elaborada unicamente com o ReadyGo Web
Course Builder 3.10. Na figura aparece-nos um questionário simples que pode ser
inserido sempre que a matéria já foi dada, para consolidar conhecimentos.
A análise do código permite verificar que somente
utiliza o html e o javascrip.
Esta análise do ficheiro imsmanifest.xml gerado pelo ReadyGo, permite verificar como dividiu em ficheiros html toda a estrutura visual da disciplina. É este ficheiro (e não é demais repetir), que serve de raiz à gestão da configuração visual da estrutura criada via Web.
Utiliza para o parsing do conteúdo xml para html, Schemas e também
ficheiros (.dtd), é essa
capacidade do “parsing” que permite que estas “extenções”
do xml, sejam tão eficazes e exista retrocompatibilidade entre
diferentes ferramentas que usem o manifest.xml.
Na gestão dos ficheiros gerados (.html), existe um
coordenação bem defenida, em que como sempre é o ficheiro index.html, que
inicia a disciplina. No conteúdo da estrutura html, é usado o código
javascrip. O código javascrip é excelente para criar estruturas de controlo,
ou seja para criar simples (IF-THEN-ELSE), simples e intuitivas, geradas
automaticamente, sem que o utilizador pura e simplesmente saiba codificar ou o
que é isso, praticamente durante a elaboração da disciplina, nem acesso ao código
tem.
Digamos que de facto é uma ferramenta de autor, de alto nível, criando
automaticamente o código.
È essêncial usar o javascript para a elaboração de questionários,
porque permite saber se o utilizador acertou na resposta, e qual a pontuação
que obteve, o html é essêncial para criar as “formas”, ou seja os botões,
tabelas, menus, e fazer referência a outras páginas html, etc..
Na figura acima, podemos analisar melhor o código usado e a respectiva visualização da disciplina, notamos o emprego sistemático do javascrip, para elaborar este questionário.
Tanto o javascript (criado pela Netscape) como o html, são universais e
totalmente compatíveis com os “visualizadores” existentes, não sendo
necessário recorrer a servidores php,jsp,asp. Que têm código próprio, e por
isso utilizam em vez do javascrip, estruturas próprias de controlo, e por vezes
o parsing, também é diferente, havendo métodos próprios de parsing para cada
linguagem de Internet.
Por isso foi usado as regras mais simples, de estrutura de programação
para criar conteúdos Web, o html, javascript e xml, são os formatos gerais
utilizados, pela sua própria simplicidade e compatibilidade, que por vezes o código
está embebido ou misturado, sem complicações de maior.
O Microsoft LRN 3.0 Toolkit pela sua própria definição é um conjunto
de ferramentas que permitem ao utilizador criar uma disciplina, converter em
formato (.html), validar o ficheiro manifest,etc.
Na figura acima basicamente, temos o manifest, criado á mão (ou load de
um já criado) e permite-nos reparar na sua estrutura programática, todos os
“resources”, “organizations”, etc.. é interessante verificar esta opção
que somente encontra-se nesta ferramenta e na
Manifest Generator 1.2 Beta; a de manipular o manifest, sem recorrer à
sua estrutura fonte ou seja em XML.
Na barra de ferramentas temos a opção “Tools”, que nos permite,
criar um “Lancher”, ou seja dada á estrutura do manifest existente,
converte toda essa estrutura para o formato html, permitindo assim a sua
visualização na WEB.
Nota: todas as ferramentas foram testadas no Sistema
Operativo Microsoft Windows Xp Home Edition e todas usam ou criam ficheiros manifest.xml.
Vocabulário SCORM
Asset é um ficheiro electrónico
que contém media, texto, imagem, audio,etc.;
SCO é uma colecção de um ou mais Assets capazes de comunicar por um Web
browser para um LMS através do SCORM Run-Time Environment (RTE);
Meta-data é um mapa de dados representados, permitindo descrever o Asset e o SCO;
Manifest é um ficheiro XML que
descreve um agrupamento de componentes, consiste na sua essência de Meta-data
que descreve todo o agrupamento de dados, e uma secção organizacional que
descreve um ou mais secções organizacionais hierarquizadas de dados (contem
toda a informação estruturada);
LMS
é um software aplicacional ou uma tecnologia Web, para implementar e avaliar
processos learning. Tipicamente um LMS proporciona um instrutor com um mecanismo
para criar e divulgar informação, gestão de alunos e a sua avaliação; e aos
alunos acesso a forúns, e video conferência.
O ficheiro manifest:
O manifest é um ficheiro em xml que descreve o conteúdo
do pacote de dados, ou por outras palavras é uma lista de ficheiros que formam
o curso, o manifest contém uma descrição de cada “recurso” (Resource), e
um recurso pode ser uma imagem, um pacote HTML, uma página web, um capítulo,
ou um curso completo.
Está dividido em várias secções:
-Metadata:
Descreve o formato do Manifest;
-Organização:
-Estrutura do Curso;
-Aponta os "recursos" (resourrces);
-Lista
de recursos
(resource list):
-Localização de cada recurso;
-Descrição de cada recurso;
-Tipo de cada recurso;
O ficheiro manifest contém sempre um nível superior
hierarquico que tem por função descrever o “package” ou seja o conjunto de dados agregados, contém também níveis
abaixo ou seja “sub-manifests”.
Fornece um mecanismo que permite associar vários
“meta-data”, e tem 5 sítios específicos para os associar:
-<file>-este meta-data é usado para descrever o ficheiro de maneira
independente, para fazer referência a ele;
-<resource>-este meta-data pode conter um SCO ou Asset; (ex: ficheiros
html, gráficos, etc);
-<item>-este meta-data é usado para descrever o item numa perspectiva
organizacional no “package”;
-<organization>-este meta-data é usado para descrever a organização
como um todo; (ex: uma tabela de conteúdos);
-<metadata>-serve para descrever e conter um “package”. (ex: como
um título ou descrição);
Nota: o -<manifest>- serve para abrir e fechar o
conteúdo do manifest, podiamos dar-lhe outro nome, mas é assim que ficou
padronizado, permite definir a estrutura organizacional.
Os ficheiros manifest estão generalizados entre as diferentes ferramentas
que os utilizam como “imsmanifest.xml”, ou “Manifest.xml”.
Nota: exemplo da estrutura de um ficheiro manifest.
Organizações que apoiam o SCORM:
ADL--Advanced Distributed Learning Initiative
(http://www.adlnet.org/)
ARIADNE--Alliance of Remote
Instuctional Authoring & Distibution Networks for Europe
(http://www.ariadne-eu.org/)
AICC--Aviation Industry CBT
(Computer-Based Training) Committee (http://www.aicc.org/)
IEEE--Institute of
Electrical and Electronics Engineers
(http://Itsc.ieee.org/)
IMS--IMS Global Learning Consortium, Inc
(http://www.imsglobal.org/)
LTSC--Learning Technology
Standards Committee
CMI--Guidelines for Computer Managed Instruction
LOM--Learning
Object Meta-data
Ligações de interesse:
Ferramentas:
-ReadyGo
Web Course Builder 3.10
>
http://www.readygo.com/portugal/wcbdemo.htm
-Macromedia e SCORM
>http://www.macromedia.com/resources/elearning/extensions/dw_ud/scorm.html
-Microsoft LRN 3.0 Toolkit>http://www.microsoft.com/elearn
-Meta-Data
Generator Pro 1.2>http://www.altrc.org/specification.asp
-Manifest Generator 1.2 Beta>http://www.altrc.org/specification.asp
-Recombo Convertor for Word1.5>http://www.recombo.com/index.html
-Recombo Convertor for Powerpoint1.5>http://www.recombo.com/index.html
XML e SCORM>http://xml.coverpages.org/scorm.html
Curso de SCORM > http://www.scorm.tamucc.edu/scorm/home.html
Página Oficial do SCORM>http://www.adlnet.org/