1-O Preço de uma Vida
(Paulo Vallesi - Beppe Dati)
Versão:Ronaldo BastosMesmo quando só melancolia
Viver só traz desarmonia
Se um amor pra suportar viver
Mesmo quando a casa é o oposto ao que é bem viver
E choras sem saber bem por que foi
sente,
Há uma força em nós, meu passarinho
Mais forte que ficar sozinho
No velho mundo gasto e sem calor
Estás farto de uma vida que não tem valor
E de certa nostagia que não te deixa em paz
Quando for tocar o dedo na ferida
A força que ela tem, o preço de uma vida,
De nada valerá viver
Se a gente não sonhar
A vida é só pagar pra ver
Hoje, quando o ódio move o mundo
E o silêncio toca o fundo
Com um rumor que não suportas mais
E te dói pensar que o mundo é terra de ninguém
Mesno quando a esperança
Por si só não basta mais
Só nos valerá se nessa morte em vida
O amor com amor pagar o preço de uma vida
Se não se sonha mais, de que nos valerá
Mesmo quem por mal ofende
Ou que nos vende sem pagar
Quando divisar, a terra prometida
A reconhecerás, o preço de uma vida,
Aquele que pagar pra ver
Nunca mais vai se afastar
Nunca mais vai se perder
Nos barracos das favelas
Dessa nossa hipocrisia
Mesmo em meio às etiquetas
De uma falsa cortesia
É o anjo que te guarda
E que reconhecerás
Como a força mais ousada que há em nós
Que sonha e não se renderá
Quem viver verá a sorte decidida
A amor irá pagar, o preço de uma vida,
Se não se sonha mais, do que nos valerá
O que luta a cada dia por ser em nós
O que não morrerá
Quando divisaa a terra prometida
A reconhecerás, o preço de uma vida
2-Momento a Momento
(Reinaldo Arias - Claudio Rabello)
Não, não adianta se esconder
Reinventa de novo o amor
Se o que se faz
É lembrar o que passou
Mude o tempo e o lugar
Tudo o que preciso for
O modo de amar
E todo sentimento
Vida é movimento
Venha quem vier
O céu é o limite
Viva tudo que puder
Quando alguém te abraçar
Perca todo medo
Feche os olhos
Faça tudo que pensar
E esqueça o relógio
Abra espaço pro amor
Nunca fique preso ao passado
Se o inverso terminou
O sol está do seu lado
Não, não há motivo pra fugir
Se esconder de um novo amor
Sonhe um sonho a mais
Momento a momento
3-Sede dos Marujos
(Ivan LIns - Vitor Martins)
Se amavam
Com a sede dos marujos
Lavando os olhos sujos
De mar e de embarcações
Se devoravam com a fome dos presídios
Com a festa dos sentidos
Guardados em seus porões
O amor chaeio de gula
Desvairado e febril
Como a gente nunca viu
O amor cheio de fúira
Tão selvagem que por mim
Condenava não ter fim
Se adoravam
mais tanto, tanto, tano
Que eu já não me espanto
De um dia te amar assim
4-Sevilha (Sabato Pomeriggio)
Miguel Santos - Cesar Cadaval
Versão: Aldair Blanc
Sevilha, mulher em meu carnaval
Sevilha é a Andaluzia menina
Faz a saudade chegar
Com passos de bailarina
Sevilha, riso da gente,
Bulerias cristalinas
Feito o som de água corrente
Sevilha, eu sou brasileira
Somos irmãs em azul
Com violões de ciganos
E os tambores do sul
Sevilha, eu brasileira
Junto àsflores mais morenas
Pra enfeitar tuas arenas
E aí eu mistura tudo
A castanhola e a mantilha
Com o batuque mais negro
Dança o Brasil em Sevilha
Sevilha, mulher em meu carnaval
Sevilha é a Andaluzia menina
Faz a saudade chegar
Com passos de bailarina
Sevilha é um sentimento:
Nela as orações do árabe
Têm saltos de flamenco
Sevilha, eu brasileira
Te amo de coração
- Somos irmão que vibramos
Das cordas de um violão
Sevilla tiene un color especial
Sevilla sigue teniendo su duende
Me sigue oliendo a azahar
Me custa estar con su gente
5-Sem você (Sabato Pomeriggio)
Claurio Baglione - A. Coggio
Versão: Clauido Rabello
Passei o outono sem companhia
Vendo as folhas soltar pelo ar
É claro que a culpa foi só minha
Mesmo que eu insista em negar
POis quanto aso fato
De um amor querer espaço e quase
Sair dos limites e... ter asas e... ter planos
Não impede de ficar
Sem fantasia
Discreto
Eu me lembro quando a tarde vinha
nenhum compromisso com o sol
E eu ali esquecendo de ser lua
Entre a cotovia e o rouxinol
Mas quanto ao fato desse tempo descuidado
Um tempo que não dava medo
De milagres, de mistérios
Cada vez fiquei mais só
Sem companhia
Sem companhia
Sem você...morrerei
Sem você...quem terei?
Sem você...perderei
Tanto que nem sei
Sem você...que farei
Sem você?
Sem você...sem você
Sábado não tarda a chegar
Vou ser outra, você vai gostar
Não mais recorde
O que passamos como dois estranhos
Esses anos
Outros anos...outras vezes
Já não valem
Vai ser outro o amor
E esse dia
Um outro dia
Sem você...morrerei
Sem você...quem terei?
Sem você...perderei
Tanto que nem sei
Sem você...que farei
Sem você?
Sem você...sem você
6-Se Bastasse Uma Canção
(Eros Ramazzotti - Piro Cassano - A. Cogliati)
Versão: Paulo Cesar Feital
Se bastasse cantar com ternura
Pra acalmar esses dias
Em que os homens perderam a doçura
De cantar morreria
Mais quem sou eu?
Mais quem sou eu?
Simples cigarra
Em que a voz é escrava
Da melodia
Se bastasse a canção da esperança
Pra inundar de alegria
A tristeza de nossas crianças
De cantar morreria
Mas quem sou eu?
Mais quem sou eu?
Simples cigana nas sendas profanas
da poesia
Se bastasse cantar compassiva
Pra aplacar a agonia
Nessas terras de gente cativa
De cantar morreria
Mas quem sou eu?
Mas quem sou eu?
Simples agente da estrala regente
das sinfonias
Ë preciso muito, muito mais
gente cantando
É preciso muito, muito mais
É quase um esforço sobre-humano
Pra conseguir mudar os planos
É preciso muito, muito mais gente
cantando
É preciso muito, muito mais
Cantar a paz no mundo inteiro
É quase um esforço derradeiro
Se bastasse cantar com brandura
Pra estancar a sangria
Pro universo viver com candura
de cantar morreria
Mas quem sou eu?
Mas quem sou eu?
Simples cantante das noites
dançantes
Das fantasias
É preciso muito, muito mais gente
cantando
É preciso muito, muito mais
Cantar, cantar que ainda é tempo
Uma canção sem sofrimento
É preciso muito, muito mais gente
Cantando
Ë preciso muito, muito mais cantar
com o céu,
Com os movimentos,
Cantar com a luz, com os elementos
Enquanto espero
Sigo cantando, e cantando e cantando
Eu vou vivendo
7-Sertaneja
Ivan Lins - Vitor Martins
Êta saudade braba rondando meu coração
Sempre apertando o laço, o cerco, o cinturão
Sempre esquentando o fogo pras festas de São João
Sempre jogando água nos olhos desse peão
Dá meu chapéu de palha, minhas esporas
O me cavaloque eu vou m'embora
Abre as portelas, destranca esse sertão
Êta saudade braba rondando meu coração
Sempre voando baixo, com garras de gavião
Cheia de armadilhas, tocais e alçapão
Pra me pegar de jeito, à força ou traição
Dá meu chapéu de palha, minhas esporas
O me cavaloque eu vou m'embora
Abre as portelas, destranca esse sertão
8-Sem Fim (Je T'Aime)
(Patrick Bruel)
Versão: Sergio Natureza
O que seria não mais será
Uma estrela caiu no mar
Mas se outra vai surgir
Na hora em que tu vais
Pelo menos em luz te eternizarás
Pensam que isto é um adeus
Olhando-nos um dia os dois
Atores sem papel num filme por fazer
O que não se foi...ainda pode ser
Sei que chamam sim...como explicar
nada me soa muito original
Só vou repetir...te quero mais que bem...Je T'Aime
Eu te agradeço por não querer
Nem nesta hota fazer sofrer
Há quem se vá alegrar
O Carrossel gira igual
Quando um sobe aos céus
O outro baixa ao sal
Não, pra nós não é ponto final
Nada me soa muito original
Só vou repetir...quando eu te quero bem...Je T'Aime
Quero repetir agora e mais além, Te Amo
9-Sonhar Não Custa Nada ou Quase Nada
(Paulinho Mocidade - Dico da Viola - Moleque Silveira)
Sonhar não custa nada
E o meu sonho é tão real
Mergulhei nessa magia
Era tudo que eu queria
Para esse Carnaval
Deixe a sua mente vagar
Não custa nada sonhar
Viajar nos braços do infinito
Onde é tudo é mais bonito
Nesse mundo de ilusão
Transformar o sonho em realidade
E sonhar com a Mocidade
É sonhar com os pé no chão
Estrela de Luz
Que me conduz
Estrela que me faz sonhar
Ai, Amor
Amor sonhe com os anjos
Não se paga pra sonhar
Eu sou a noite mais bela
Que encanta o teu sonho
Te alucina por te amar
Vem nas estrelas do céu
Vem na Lua-de-Mel
Vem me querer
Delírio Sensual
Arco-Íris de prazer
Amor, eu vou te anoitecer
Eu vejo a Lua no Céu
A Mocidade sorrir
De verde e branco na Sapucaí
10-Beco do Mota
(Milton Nascimento - Fernando Brant)
Clareira na noite, na noite
Preocissão deserta, deserta
Nas portas da arquidiocese desse meu
país
Profissão deserta, deserta
Homens e mulheres na noite
Homens e mulheres na noite desse meu
país
Nessa preça, não me esqueço
E onde era o novo, fez-se o velho
Colonial vazio
Nessas tardes, não me esqueço
E onde era vivo, fez-se o morto
Aviso pedra fria
Acabaram com o beco, mas ninguém lá vai
morar
Cheio de lembranças vem o povo
Do fundo escuro beco
Nessa clara praça se dissolver
Pedra, padre, ponte, muro
E um som cortando a noite escura
Colonial vazia
Pelas sombras da cidade
Um hino de estranha romaria
Lamento água viva
Acabaram com o beco, mais ninguém lá vai
morar
Cheio de lembranças vem o povo
Do fundo escuro beco
Nessa clara praça se dissolver
Profissão deserta, deserta
Homens e mulheres na noite
Homens e mulheres na noite desse meu
país
Na porta de beco estamos
Procissão deserta, deserta
Nas portas da arquidicocese desse meu país
Diamantina é o Beco do Mota
Minas é o Beco do Mota
Brasil é o Beco do Mota
Viva o meu país
11-Renascer
(Oscar Gomez - Ronaldo Bastos)
Para seguir-te
Não peço nada
A ti me entrego
Como se nada
Possa roubar de mim
O que é a razão do meu viver
Que o destino assim juntou
É mais niguém vai desfazer
Acariciar-te
Com vãs palavras
Alçar-te ao topo
Das tais muralhas
De onde se vê o fundo dos abismos
Mas não vês
Que só te falta mergulhar
Pra que te sintas renascer
Sendo o meu escravo/ És o meu senhor
Sendo meu carrasco/ És meu anjo protetor
Eu não tenho nada/ Fora o teu amor
Um marinherio que espera cartas
Vindas no bojo de uma garrafa
Eu peço a Deus que a mim
Me favoreçam as marés
Os ventos soprem a meu favor
E me atirem a sues pés
Aliciar-te
Como se as chamas
Fossem de gelo e hologramas
E dois vulcões, seus lábios
Expelissem ilusões
Se congelassem de prazer
Enquanto tremem de calor
Sendo o meu escravo/ És o meu senhor
Sendo meu carrasco/ És meu anjo protetor
Eu não tenho nada/ Fora o teu amor
Para seguir-te
Eu peço a sorte
Que ilumine a nossa estrada
Só peço a Deus o dom maravilhoso de viver
E que proteja o nosso amor
Para que seja
Renascer
12-Por Toda Minha Vida
(Antonio Carlos Jobim - Vinicius de Moraes)
Oh! Meu bem amado
Quero fazer-te um juramento
Uma canção
Eu prometo
Por toda a minha vida
Ser somente tua
E amar-te como nunca
Ninguém jamais amou
Ninguém
Oh! Meu bem amado
Estrela pura aparecida
Eu te Amo
E te proclamo
O meu amor
O meu amor
Maior que tudo quando existe
Oh! Meu amor
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