SONÂMBULA
Por
uns tempos a vida passa sonâmbula.
O olhar interno
parece insólito !
A
vida um torpor passa mergulhada em maresia.
Sonâmbula,
se faz o tropeço à emoção.
Distante,
viaja distante razão .
Gélida
alma procura processo de desinfecção
Remove
os cacos da desilusão...
O
amargor emplacado pelo tempo, desintegra.
Varre
cada palmo do coração.
Descortina as tristezas
...
Sacode
os tapetes das dores...
Às
paredes, fixa brilho novo.
Implanta
nova aparência .
Reconhece
finda a busca ao amor !
Homem arrebata
seus gemidos...
Alma delgada
é fêmea no cio !
À liberdade
alça vôo rasante !
Olhos
ávidos devoram cada gesto.
Captam
os mínimos detalhes.
Instalada
ao amor alma mergulha em mar de poesia.
Floresce... encanta,
se delicia .
Surge
mulher, homem amor te cobre, te sacia !
Nadja
Maria Volkert Garcia
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