TEU CORPO

 

Teu  corpo,

vontade mais pura

que a carne procura

em noites de Lua nua ;

Em dias de Sol flamejante,

em horas  desiguais !

Teu corpo, 

vontade longa em nova  aurora !

Teu corpo,

espera incontida das horas incertas,

Vontade suprida

nas horas  mais certas.

Teu corpo desnudo,

em gélidos dias invernais,

Traduzem meus ais,

que em teus, se vão perdendo.

Teu corpo ao meu corpo,

lareira crepitante;

Aconchego caloroso 

em horas de amor.

Teu corpo, busca  infindável,

meu sorriso afável.

Teu corpo, amigo  terno,

meu  verso  rimado !

Soneto inacabado,

desabafo sublime !

Teu corpo ,

meu poema  em vida, 

doce poema de amor .

 

Nadja Maria Volkert Garcia

 Direitos reservados

 

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