Asa Solta


Asas da minha alma
que me fazem sonhar
esta imortalidade
em que sou pássaro
de todas as cores
e sou carne
de todas as dores

Asas do meu coração
que me fazem sentir
este sentimento
em que sou liberdade
arco-íris do amor
e sou corpo
de sangue e suor

Asas do meu ser
omnipresente
em que sou a sede
do pensamento
janela ao mundo virada
sempre aberta
na vida alcançada

Asa solta
que não cai
é o poema que voa
é o desejo na proa
de seres sempre mais
do que as mortais
palavras que entoa
 

© Manuel Neves
(reservados os direitos de autor)

 

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