Porque...
Porque gritam os meus olhos?
Porque se me abafam as palavras?
Porque serei apenas isto que de mim resta?
Porque estes porquês que guardo em meu peito
em que me desencontro do mundo
e deambulo sem nunca atingir um fim...?
Tão inspirado e respirado neste corpo
incansável por viver
sempre mais...
Porque fujo desta minha sombra?
© Manuel Neves
(reservados os direitos de autor)