Sono
Quando caio de sono
esqueço que vivi
não mais sofro de amores ou ódios
não mais sinto os gritos
de revoltas desumanas
nem das injustiças
que ficaram impunes
Não me chateio mais com isso
nem me preocupo em acordar
o despertador também morreu esta noite
caio de sono
e morro finalmente
Até amanhã vida!
© Manuel Neves
(reservados os direitos de autor)