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Baleia Franca - Eubalaena australis |
A baleia franca é, dentre todos os cetáceos que freqüentam as águas brasileiras, um dos mais fáceis de observar, devido ao seu hábito de se aproximar da costa no período de reprodução e criação dos filhotes, aproximadamente de junho a novembro. Sua identificação é bastante simples: o corpo é negro, com eventuais manchas brancas no ventre, e uma quantidade notável de calosidades na cabeça, cobertas de parasitas. Não apresentam aleta dorsal. Sua boca é arqueada, e as nadadeiras peitorais possuem uma forma trapezoidal característica dessa espécie. A cauda é larga e costuma ser colocada fora d'água pela baleia no ato do mergulho ou em interações com outros indivíduos da mesma espécie.
É possível observar esses animais desde o Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul, embora a sua distribuição original possa estender-se para o Norte até a costa da Bahia.
Podem atingir até cerca de 18m de comprimento. As fêmeas são ligeiramente maiores que os machos e possuem o dorso mais largo. Podem atingir peso superior a 60ton. Alimentam-se basicamente de krill e copépodes que "filtram" nadando próximos à superfície com a boca aberta.
A "promiscuidade" é característica da reprodução desta baleia, é comum observar-se vários machos tentando copular com uma fêmea só, que pode aceitar um dos pretendentes ou rejeitar a todos boiando com o ventre para cima.
A gestação pode durar entre 9 12
meses e o baleote é amamentado durante quase 1 ano e passa mais 2 ou 3 anos
acompanhando a mãe até que ela novamente acasale.
A migração efetuada pelas baleias francas é ainda incógnita. Não se sabe de onde vêm nem para onde vão após deixar nosso litoral, no fim da primavera.
Cada baleia franca pode ser identificada individualmente pelas calosidades da cabeça, que, como a cauda da baleia jubarte, são sempre diferentes de baleia para baleia.