Departamento de Administração

 

 

 

Elaborando

Objetivos

Educacionais para a Administração

 

 

 

 

 

 

 

 

1. Introdução

1.1. Objetivos deste trabalho

1.2. Justificativa

1.3. Como trabalhar os Objetivos Educacionais

2. 2. Elaborando Objetivos Educacionais para a Administração

2.1. Conhecer as diretrizes gerais da LDB

2.2. Perfil e Habilidades do Administrador da Comissão do Exame Nacional de Cursos

2.3. Identificar as finalidades gerais que sua disciplina em particular já trabalha, ou potencialmente pode trabalhar, de forma específica

2.4. Aplicar a metodologia de elaboração de Objetivos Educacionais

2.4.1. A metodologia de Elaboração de Objetivos Educacionais

2.4.2. A taxionomia de Objetivos Educacionais de Bloom

2.4.3. Exemplos de utilização da taxionomia no trabalho de conteúdos

2.4.4. Rever os programas das disciplinas de acordo com a metodologia

3. Bibliografia

  1. Introdução
  2. Elaborando Objetivos Educacionais para a Administração é um manual dirigido a professores do curso de Administração. Ele instrumentaliza um trabalho de reespecificação dos Objetivos Educacionais dos cursos, tendo em vista dois grandes grupos de objetivos gerais, conforme se seguem.

    1. Objetivos deste trabalho

  1. Promover melhorias na atividade didática do Departamento de Administração, através da introdução de metodologia apropriada para a elaboração de Objetivos Educacionais;
  2. Aumentar a eficiência do trabalho dos professores, através da compatibilização entre Objetivos, Estratégias de ensino-aprendizagem e formas de Avaliação;
  3. Coordenar e integrar as diversas disciplinas ao longo dos cursos de Administração e de Comunicação Social;
  4. Iniciar um trabalho de suporte metodológico à atividade docente que prosseguirá posteriormente com as outras etapas do processo andragógico (técnicas de ensino e avaliação das atividades educacionais);

e

  1. Alinhar os Objetivos Educacionais das disciplinas com as metas e finalidades gerais dos cursos superiores, de acordo com a nova Lei de Diretrizes e Bases (Lei Darcy Ribeiro, no. 9394 de 20.12.96);
  2. Alinhar os Objetivos Educacionais das disciplinas com o Perfil e Habilidades do Administrador, conforme definido pela Comissão do Curso de Administração, do Exame Nacional de Cursos ("Provão").

 

    1. Justificativa
    2. Quanto ao primeiro grupo de motivos, ocorre que a maioria dos programas de disciplinas apresentam objetivos educacionais (quando o fazem) que não ajudam os professores na seleção de conteúdos, na atividade educativa dentro da sala de aula e na avaliação da atividade de ensino-aprendizagem. Objetivos Educacionais elaborados de acordo com metodologia apropriada aumentam a efetividade da atividade do professor, na seleção dos conteúdos mais adequados, na economia de tempo na preparação de aulas e instrumentos de avaliação, e no eficiente direcionamento das atividades didáticas. Adicionalmente, a explicitação destes objetivos de maneira clara melhora a comunicação com os alunos a respeito do que ele está fazendo ali e do que se espera de seu desempenho acadêmico. Finalmente, fornecem instrumentos para uma avaliação realista da medida da realização que o esforço da atividade alcançou.

      Posteriormente, o trabalho deverá prosseguir com as demais etapas da atividade de ensino-aprendizagem.

      Quanto ao segundo grupo, aproveitamos a oportunidade da edição da nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB), delineada por um grande intelectual e educador, Darcy Ribeiro, bem como a discussão em torno do Exame Nacional de Cursos, para atacar um antigo problema dos currículos. Os programas, em sua maioria, são elaborados individualmente, guardando pouca ou nenhuma relação entre si, mormente no que diz respeito a uma filosofia geral sobre o tipo de profissional em que queremos transformar nossos alunos. Esta é uma discussão bastante difícil de ser efetuada em uma escola, por motivos diversos. A nova LDB, e o Perfil e Habilidades do Administrador, elaborado pela comissão encarregada de elaborar o Provão de Administração fornecem uma preciosa amarração que podemos utilizar em nossos cursos.

      Não são as diretrizes ideais, nem foram originalmente elaboradas para estas finalidades. Entretanto, podem-nos ajudar a produzir melhorias imediatas e significativas, mormente se utilizadas conjuntamente com uma metodologia adequada para a elaboração dos objetivos.

      As diretrizes são suficientemente genéricas para manter a personalidade das disciplinas individualmente, ao mesmo tempo em que fornecem uma unidade e servem de "check-list" para verificarmos se os cursos como um todo não estão deixando de trabalhar algum aspecto importante do perfil desejado do Administrador.

    3. Como trabalhar os Objetivos Educacionais

A seqüência de trabalho para a consecução dos objetivos expostos acima é:

  1. Conhecer as diretrizes gerais da LDB;
  2. Conhecer o Perfil e Habilidades do Administrador da Comissão do Exame Nacional de Cursos;
  3. Identificar as finalidades gerais que sua disciplina em particular já trabalha, ou potencialmente pode trabalhar, de forma específica;
  4. Aplicar a metodologia de elaboração de Objetivos Educacionais para: a) selecionar os objetivos da maneira acima, e b) rescrever os demais objetivos da disciplina da forma aqui apresentada;
  5. Adequar os conteúdos, formas de trabalho e avaliação ao novo conjunto de objetivos.

Em termos gerais, é um trabalho de APO (Administração Por Objetivos): dadas as diretrizes estratégicas gerais, elaboraremos objetivos localizados para trabalhar cada um sua parte, diferenciada, em consonância com uma totalidade e direção.

Este manual encarregar-se-á de trabalhar os itens de 1 a 4.

 

  1. 2. Elaborando Objetivos Educacionais para a Administração
    1. Conhecer as diretrizes gerais da LDB

A LDB "Darcy Ribeiro" (Lei 9394 de 20.12.96) estabelece finalidades para o Ensino Superior, conforme texto reproduzido abaixo:

"Art. 43 - A educação superior tem por finalidade:

  1. estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo;
  2. formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua;
  3. incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive;
  4. promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou outras formas de comunicação;
  5. suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento a cada geração;
  6. estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade;
  7. promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição."

Lembramos que, ainda segundo a LDB, o Ensino Superior compreende cursos de graduação, pós-graduação e extensão, e as atividades de alunos, professores e pesquisadores - que deverão dividir as tarefas correspondentes às finalidades acima ( e portanto, as Finalidades acima não se esgotarão nos cursos de Graduação).

 

Dinâmica 1

Escreva sua opinião sobre as finalidades do Ensino Superior, em termos de concordâncias e discordâncias.

Escreva os aspectos do seu curso que contemplam estas finalidades.

Escreva os aspectos do seu curso que não se adequam àquelas finalidades.

    1. Perfil e Habilidades do Administrador da Comissão do Exame Nacional de Cursos

O Exame Nacional de Cursos ("Provão") foi criado pela Lei 9131/95 como parte de um programa de avaliação de instituições de nível superior, do Ministério da Educação. O Ministério constituiu, através de portaria, uma Comissão para "...definir a abrangência, os objetivos e outras especificações necessárias à elaboração das provas..." (Portaria 447/96).

Esta Comissão resolveu elaborar o Exame Nacional sobre critérios de avaliação frente a um perfil e habilidades de um administrador que atenda a (o que a Comissão entendeu como) os desafios que estão colocados para a profissão. O Perfil e as Habilidades são os que se seguem:

PERFIL

  1. Internalização de valores de responsabilidade social, justiça e ética profissional.
  2. Formação humanística e visão global que o habilite a compreender o meio social, político, econômico e cultural onde está inserido e a tomar decisões em um mundo diversificado e interdependente.
  3. Formação técnica e científica para atuar na administração das organizações, além de desenvolver atividades específicas da prática profissional.
  4. Competência para empreender ações, analisando criticamente as organizações, antecipando e promovendo suas transformações.
  5. Atuação de forma multidisciplinar.
  6. Compreensão das necessidade do contínuo aperfeiçoamento profissional e do desenvolvimento da autoconfiança.

 

HABILIDADES

  1. Comunicação interpessoal e expressão correta nos documentos técnicos específicos e de interpretação da realidade.
  2. Utilização de raciocínio lógico, crítico e analítico, operando com valores, formulações matemáticas, e estabelecendo relações formais e causais entre fenômenos, além de expressar-se de modo crítico e criativo, frente aos diferentes contextos organizacionais e sociais.
  3. Demonstração da compreensão do todo administrativo, de modo integrado, sistêmico e estratégico, bem como de suas relações com o ambiente externo.
  4. Proposição de modelos de gestão inovadores.
  5. Resolução de situações com flexibilidade e adaptabilidade diante de problemas detectados.
  6. Ordenação de atividades e programas, decisão entre alternativas, identificação e dimensionamento de riscos.
  7. Seleção de estratégias adequadas de ação visando a atender interesses interpessoais e institucionais.
  8. Seleção de procedimentos que privilegiem formas interativas de atuação em prol de objetivos comuns.

Ao focalizar o Perfil e as Habilidades (ao invés de conteúdos), a Comissão dá um importante passo na modernização dos cursos de Graduação, em sua maioria ainda centrados em conteúdos. Em uma época de mudança rápida e permanente, a obsolescência dos conteúdos é muito mais rápida do que a das habilidades, que são mais perenes (embora também devam ser revistas periodicamente).

 

 

 

DINÂMICA 2

  1. Marque com um "X" o grau (de 1 a 5) em que sua disciplina atualmente contempla cada item do perfil e da habilidade; e com um círculo ("O") o grau em que, potencialmente, poderia contemplar. (Se tiver mais disciplinas, por favor tire cópias desta página).

DISCIPLINA(s):______________________________________________________________________

Likert: 1=Nada; 5=Totalmente

PERFIL

1

2

3

4

5

  1. Internalização de valores ...

 

 

 

 

 

  • Formação humanística e visão global ...
  •  

     

     

     

     

  • Formação técnica e científica ...
  •  

     

     

     

     

  • Competência para empreender ações...
  •  

     

     

     

     

  • Atuação de forma multidisciplinar.
  •  

     

     

     

     

  • Compreensão das necessidade ...
  •  

     

     

     

     

    HABILIDADES

     

     

     

     

     

    1. Comunicação interpessoal e expressão...

     

     

     

     

     

  • Utilização de raciocínio lógico, crítico e...
  •  

     

     

     

     

  • Demonstração da compreensão do todo...
  •  

     

     

     

     

  • Proposição de modelos de gestão...
  •  

     

     

     

     

  • Resolução de situações ...
  •  

     

     

     

     

  • Ordenação de atividades e programas...
  •  

     

     

     

     

  • Seleção de estratégias (...) de ação...
  •  

     

     

     

     

    8) Seleção de procedimentos que...

     

     

     

     

     

     

      1. Identificar as finalidades gerais que sua disciplina em particular já trabalha, ou potencialmente pode trabalhar, de forma específica

    DINÂMICA 3

    1. Transcreva, para cada disciplina, os itens do perfil e os itens de habilidades que são bem trabalhados (pontuação "X" 4 ou 5).
    2. Transcreva, para cada disciplina, os itens do perfil e os itens de habilidades que poderiam, potencialmente, ser bem trabalhados (pontuação "O" 4 ou 5).

     

      1. Aplicar a metodologia de elaboração de Objetivos Educacionais
      2. À primeira vista, poderá parecer que o Perfil e as Habilidades idealizados para o Administrador buscam um super-homem utópico. Entretanto, para o educador, os itens apenas passeiam por diferentes tipos e níveis de objetivos educacionais. Estes tipos e níveis de objetivos almejam o desenvolvimento de diferentes habilidades cognitivas, desde as mais simples até as mais complexas, bem como (bastante importante no caso do Administrador) desenvolvimentos valóricos ou afetivos. Também percebemos a necessidade de desenvolver-se níveis criativos de atividade, que devem ser contemplados pelos objetivos educacionais. Esses elementos serão trabalhados na seção 2.4.2, mais abaixo.

        1. A metodologia de Elaboração de Objetivos Educacionais

    Trabalharemos com objetivos instrucionais comportamentais. Um objetivo instrucional comportamental é uma afirmação do que o aluno deve ser capaz de fazer ao completar a instrução.

    Ele se posiciona após os Objetivos Gerais, especificando de que maneira concreta espera-se que estes sejam trabalhados (vide o Exemplo 3, na seção 2.4.3, abaixo).

    Este tipo de objetivo deve obedecer a quatro critérios:

    1. Referir-se ao comportamento do aluno e não do professor;
    2. Ser proposto em termos de um comportamento verificável;
    3. Especificar o nível ou critério de desempenho que o professor considerará aceitável; e
    4. Ser direto, claro e sem floreios ou palavras inúteis.

    O Quadro 2.4.1. a seguir, adaptada de VARGAS (1972:37-91), justifica cada critério.

    Objetivos traçados desta maneira ajudam o professor de, pelo menos, três maneiras: fornecendo guias para a seleção de experiências de aprendizagem; comunicando objetivamente aos alunos e colegas o que se trabalhará (e se avaliará) ao longo do curso; e fornecendo, desde já, uma medida para a realização que servirá de parâmetro, ao professor e aos alunos, quando do trabalho de avaliação.

     

     

    Quadro 2.4.1 - Os quatro critérios de formulação de objetivos instrucionais comportamentais.

    1)

    DETERMINAR OS OBJETIVOS EM TERMOS DO ALUNO

     

    Desde que é a mudança no comportamento do aluno que mostra a aprendizagem, os objetivos devem focalizar o aluno, não o que "abrangerá" o professor ou o curso. Para fazer com que o enunciado seja comportamental, assegure-se de que ele indica o que o aluno será capaz de fazer como resultado de ter sido exposto ao conteúdo e às atividades do curso.

     

     

    2)

    PROPOR OBJETIVOS EM TERMOS DE COMPORTAMENTO OBSERVÁVEL

    Um objetivo que descreve apenas um estado interno do indivíduo não indica como ele comprova o momento em que atingiu aquele estado. No objetivo "saber o que é um retroprojetor", por exemplo, o estado interno é "saber". Mas quais habilidades demonstram "saber"? Para tornar o objetivo comportamental, o professor deve mudar o "saber" não observável por um comportamento observável, como "separar" ou "definir". O objetivo será, então, "separar todos os aparelhos retroprojetores numa sala de equipamentos audiovisuais", ou "definir retroprojetores" ou qualquer uma de uma série de habilidades específicas que sejam evidências de "saber o que é um retroprojetor".

     

     

     

     

    3)

    ESPECIFICAR O NÍVEL OU O CRITÉRIO DE DESEMPENHO ACEITÁVEL

    Um objetivo comportamental deveria especificar não apenas o comportamento, mas também o nível de desempenho exigido. Sem a indicação do nível de dificuldade, é impossível dizer se um aluno atingiu um objetivo. [Sabe um estudante elaborar um planejamento estratégico? A resposta depende das empresas a serem analisadas. Para "casos utilizados no primeiro ano", a resposta pode ser "Sim". Para qualquer empresa, a resposta é quase certamente "Não".]

    A necessidade de indicar um nível de desempenho aceitável é realmente crítica em objetivos que requerem redação ou construção original; nesses casos, há maiores probabilidades deles serem omitidos. (...) Os professores têm padrões; apenas precisam expressá-los por palavras. (...) Para acrescentar critérios de desempenho aceitável, o professor deve decidir o que quer ver no produto de seus alunos. Ele pode imaginar um trabalho muito bom e um muito ruim. Aquelas qualidades que apenas os bons trabalhos contém podem, então, ser escritas como critério. Se esses critérios estiverem citados em outro lugar, os objetivos podem referir-se à fonte em vez de citá-los novamente [Ex.: para a empresa "Acme", do caso do livro J, pág. N, e de acordo com o modelo de Ansoff, nas pp. X a Y do livro Z].

     

     

    4)

    ELIMINAR PALAVRAS DESNECESSÁRIAS

    Um aspecto útil do objetivo comportamental é o fato de ser direto. Palavras desnecessárias obscurecem o que o aluno deve realmente fazer e dão a impressão dele ter aprendido mais do que realmente aprendeu. Uma habilidade simples e de baixo nível como "rotular estórias do manual de leitura do 4o. ano como verdadeiras ou ‘faz-de-conta’", aparenta ser um objetivo grandioso, com o auxílio das seguintes palavras: "O aluno desenvolverá o poder do pensamento crítico e adquirirá uma compreensão completa dos conceitos de realidade e de ficção, rotulando estórias do manual de leitura do 4o. ano como verdadeiras ou ‘faz-de-conta’".

    As palavras adicionais não tornam o objetivo mais útil. Como o tempo do verbo "rotulando" indica, as crianças estão apenas rotulando estórias. O restante da formulação deveria ser eliminado para tornar isto claro.

     

        1. A taxionomia de Objetivos Educacionais de Bloom
        2. Bloom elaborou uma classificação dos objetivos educacionais, em dois níveis.

          No primeiro nível, separa os tipos de objetivos segundo sua natureza: domínio cognitivo, que arrola objetivos que dizem respeito às atividades intelectuais; domínio afetivo, que agrega objetivos que descrevem mudanças no interesse, atitudes e valores dos alunos; e domínio psicomotor, para os objetivos que se referem ao desenvolvimento de habilidades motoras (e que não interessam ao ensino superior em Administração).

          Num segundo nível, determinou para cada um dos três domínios, uma gradação de níveis de complexidade: para os objetivos cognitivos, uma escala que inicia-se em conhecimento, o nível mais simples, e segue com compreensão, aplicação, análise, síntese e avaliação, o nível mais complexo. Cada nível contém o aprendizado de todos os níveis anteriores (são cumulativos). Os quatro primeiro níveis refletem o aprendizado conceitual e prático que admite "respostas certas". Nos dois últimos níveis os alunos utilizarão o que desenvolveram anteriormente para efetuar um trabalho criativo, aonde irão contribuir com individualidade e substância. Esses tipos de trabalho não admitem respostas únicas e "certas", mas apenas mais ou menos elaboradas, mais ou menos aprofundadas, mais ou menos originais. O professor deve trazer o aluno até estes níveis mais elaborados, aonde ele possa expressar sua criatividade e individualidade; entretanto, certas tendências (ou interpretações errôneas de tendências) mais "demagógicas" tendem a ir prematuramente para estes níveis, antes que o aluno tenha conteúdo suficiente para exercer sua criatividade com propriedade.

          A taxionomia auxilia o professor a certificar-se de haver incluído objetivos relevantes em cada unidade de conteúdo. Além disso, os objetivos de grau superior, ligados à criatividade, são bastante gratificantes para os alunos. Como se perceberá, mesmo aqueles tópicos em que os alunos são chamados a memorizar conceitos simples, necessários à compreensão futura de tópicos mais elaborados, podem ser transformados em atividades criativas e agradáveis, trabalhando-se o mesmo conteúdo com objetivos mais elevados. Da mesma forma, conteúdos que o professor julga encontrarem-se num nível muito acima do que a turma pode digerir, podem provisoriamente ser trabalhados de forma mais simples.

          Para os objetivos afetivos, a gradação é (do mais simples ao mais complexo): receptividade, reação, valorização, organização e caracterização. Aqui, a idéia é a internalização e valorização progressiva de fenômenos humanos pelo aluno. Estes fenômenos humanos envolvem realidades sociais como problemas de minorias étnicas, religiosas ou sexuais na sociedade ou na organização; conflitos entre categorias ou classes sociais (ou entre a empresa e o sindicato dos trabalhadores); problemas éticos na decisões e ações administrativas; choques entre culturas de organizações ou países diferentes; impactos sociais e ecológicas das ações administrativas, e outros. As categorias de Bloom acompanham o movimento de internalização, julgamento e organização do valor associado ao fenômeno, desde a percepção de sua existência, até a definição mais acabada de uma atitude coerentemente pensada em relação a eles.

          Este trabalho com objetivos afetivos torna-se premente na atualidade, quando as organizações atuam num ambiente bastante complexo e globalizado, e seus membros são chamados a estar atentos a novos e mais sutis problemas éticos e sociais, dentro e fora das organizações, e dentro e fora de seus países de atuação. O Perfil e as Habilidades do Administrador apresentados acima explicitam esta preocupação de maneira clara. E, para serem atingidos, ou esperamos que os alunos tragam as habilidades afetivas de casa, prontas, ou trabalhamo-las na sala de aula.

          Enquanto as categorias cognitivas descrevem a construção de um conhecimento através de etapas lógicas (sendo, mesmo assim ou por isso mesmo, questionadas), as categorias afetivas de Bloom, como se poderá notar, trazem embutidas a idéia de um desenvolvimento do tipo moral, como aquele das teorias de Piaget ou de Kohlberg, de matiz cognitivista. Se a categorização do domínio cognitivo de Bloom é questionada na literatura, a do domínio afetivo muitas vezes sequer é aceita, sendo muitas vezes omitida dos livros que tratam de Bloom. Outros autores argumentam que a maior parte do aprendizado afetivo não pode ser observado diretamente, na forma de comportamentos. Novamente, entretanto, apesar de polêmica, a classificação é útil para o professor; principalmente porque, de outra forma, estes objetivos possivelmente não seriam trabalhados na sala de aula, como devem ser, ao lado do conteúdo técnico.

          Os quadros 2.4.2a. e 2.4.2b. descrevem, respectivamente, os níveis do domínio cognitivo e os do afetivo.

          Com o intuito de ajudar o professor a elaborar os objetivos de maneira comportamental com as características descritas, determinados verbos de ação são habitualmente selecionados para cada categoria de objetivos. Seguem como sugestão, e não como camisa-de-força. São apresentados nas tabelas, ao lado de exemplos de cada categoria.

          Tabela 2.4.2a - As categorias do Domínio Cognitivo da Taxionomia de Bloom.

          CATEGORIA

          DESCRIÇÃO

          EXEMPLO

          VERBOS DE AÇÃO

          CONHECIMENTO

          O aluno reproduz com pouca ou nenhuma mudança o que lhe foi apresentado. Apreensão através de memorização - a popular "decoreba". Cabe lembrar que mesmo o mais erudito maestro um dia teve que decorar as notas musicais. Nomes e conceitos simples devem ser primeiro memorizados para depois serem trabalhados de maneira mais profunda. Aqui encontram-se também análises aprofundadas sobre um objeto, elaboradas por outrem, e apenas decoradas pelo aluno.

          "O aluno deverá reconhecer um pistão em meio a outras peças de automóvel."

          "O aluno deverá escrever o conceito de Autoridade conforme a definição weberiana."

          Definir, distinguir, escolher, escrever estabelecer, identificar, indicar, listar, medir, nomear, reconhecer, reproduzir, rotular, sublinhar, selecionar...

          COMPREENSÃO

          Apreensão conceitual, com algum nível de abstração. O aluno deverá compreender o que aprendeu, além da repetição, em um nível de paráfrase, descrever com suas próprias palavras, dar outros exemplos, diferentes daqueles do professor, decidir se o conceito aplica-se a um novo caso dado.

          "... explicar a estrutura de dominação predominante em um caso..."

          "... dar um exemplo de..."

          Calcular, classificar, comparar, cotejar, demonstrar, exemplificar, explicar, formular, identificar, ilustrar, indicar, julgar, justificar, ligar, medir, nomear, selecionar, representar...

          APLICAÇÃO

          Utilização de métodos, regras e princípios para resolução de problemas inéditos (para o aluno). Este nível de objetivos é particularmente importante no caso, pois a justificativa da utilização de regras e princípios é justamente sua aplicação genérica a casos desconhecidos.

          "O aluno deverá aplicar a metodologia de problem-solving estudada, a um caso dado pelo professor..."

          Agrupar, aplicar, arranjar, avaliar, calibrar, calcular, comparar, construir, demonstrar, dissecar, encontrar, escolher, explicar, mostrar, predizer, selecionar, utilizar, operar...

          ANÁLISE

          Identificação das partes estruturais de um todo. Isolar as partes básicas de um objeto de estudo, e explicar a interrelação entre as partes. Relatar o desenvolvimento histórico de um objeto estudado, enfatizando ou relacionando aspectos particulares com um referencial. O exemplo estudado deve ser inédito para o aluno.

          "... comparar os dispositivos de produtividade na indústria japonesa e na americana..."

          Analisar, criticar, comparar, concluir, contrastar, diferenciar, estimar, identificar, inferir, interrelacionar, justificar, limitar, refletir, relacionar, resolver, selecionar, selecionar hipóteses, separar...

          SÍNTESE

          Combinar elementos de maneira original e única, expressando criatividade e individualidade, e utilizando todo o aprendizado anterior. Como o trabalho é criativo e original, será necessariamente diferente de aluno para aluno; e não poderá estar "certo" ou "errado", mas rico ou pobre, profundo ou superficial.

          "...projetar um novo tipo de pistão de motor."

          "... desenhar uma estrutura para a empresa X ..."

          Argumentar, combinar, concluir, deduzir, derivar, discutir, extrapolar, generalizar, inferir, interpolar, organizar, predizer, provar, relatar, selecionar, sumariar...

          AVALIAÇÃO

          Avalia determinado objeto de estudo segundo critérios, e dá sua justificativa pessoal. A justificativa é o mais importante, pois aqui o trabalho também é original. Difere da aplicação de padrões pois inclui o ponto de vista individual do aluno. Deve haver síntese, e não apenas aplicação. Por ser criativo, tampouco aqui há "certo" ou "errado".

          "... criticar a decisão tomada pelos executivos da empresa X do caso dado, justificando sua opinião..."

          Atacar, avaliar, criticar, controlar variáveis, dar suporte, defender, determinar, duvidar, escolher, evitar, identificar, interpretar, julgar, questionar, reconhecer, rejeitar, verificar...

           

          Tabela 2.4.2b. - As categorias do Domínio Afetivo da taxionomia de Bloom.

          CATEGORIA

          DESCRIÇÃO

          EXEMPLO (Objetivos Gerais)

          VERBOS DE AÇÃO (Objetivos instrucionais)

          RECEPTIVIDADE

          Sensibilidade para a existência de um fenômeno social; conscientização; "conhecimento" da existência de uma problemática; disposição para prestar atenção ao fenômeno; distinguir aspectos do fenômeno em meio a outros estímulos.

          "O aluno deverá reconhecer o aumento do espaço concedido pelos jornais para o problema agrário."

          Ouvir, atender, preferir, aceitar, receber, perceber, estar atento, favorecer, selecionar ...

          REAÇÃO

          Interesse positivo sobre o assunto, de maneira que gere algum nível de resposta efetiva. Nesta categoria enquadra-se desde a mera tolerância ao fenômeno, até o desejo legítimo de tomar providências quanto a ele.

          "O estudante deverá familiarizar-se com as tendências atuais sobre a questão da reforma agrária."

          Estabelecer, responder, completar, selecionar, listar, escrever, gravar, desenvolver, derivar ...

          VALORIZAÇÃO

          O aluno adquire crenças e valores sobre o fenômeno. Exibe um comportamento relativamente estável em relação a ele; suas opiniões são mais consistentes. Sua consciência controla ativamente seu próprio comportamento. As ações revelam, além da aquiescência ou tolerância, uma vontade ativa e consciente.

          "O estudante assumirá responsabilidades perante uma determinada comunidade."

          (Ex.: Trabalho em grupo, trabalho da classe, Empresa Jr., C.A ., etc)

          Aceitar, reconhecer, participar, melhorar, desenvolver, atingir, alcançar, indicar, decidir, influenciar ...

          ORGANIZAÇÃO

          A capacidade de efetuar julgamentos de valor repousa numa organização dos valores numa escala, e na habilidade de incorporar novos valores nela, bem como reavaliar sua ordenação. Os objetivos neste nível dizem respeito à formação de julgamento pessoal com relação a questões polêmicas e de responsabilidade, e posicionamentos frente a conflitos de valores.

          "O estudante deverá efetuar julgamentos sobre as medidas anti-poluição de uma empresa, cujos custos causarão dificuldades competitivas."

          Organizar, julgar, relatar, encontrar, determinar, relacionar, associar, formar, selecionar ...

          CARACTERIZA-

          ÇÃO

          Este nível de objetivos envolve o desenvolvimento de princípios filosóficos, éticos e políticos (isto é, uma "filosofia de vida"); e, ao mesmo tempo, o julgamentos de eventos e tendências em termos de conseqüências (responsabilidade), analisando com certa objetividade (isto é, sem dogmatismos e tendenciosidades emocionais) os interesses dos agentes envolvidos em conflitos ou problemas humanos (isto é, ter desenvolvido um conjunto generalizado de valores que permita uma atuação social coerente e madura).

          "O estudante se envolverá e enfrentará de forma objetiva e madura os incidentes grupais que disserem respeito à sua classe, escola ou comunidade."

          "O aluno participará de ações coletivas em prol de melhorias no curso, trabalho, comunidade, etc."

          Revisar, mudar, enfrentar, aceitar, julgar, desenvolver, demonstrar, participar, identificar, decidir ...

           

        3. Exemplos de utilização da taxionomia no trabalho de conteúdos

    Os Exemplos 1 e 2 são exemplos de unidades instrucionais ("pontos" da matéria) enriquecidas pela utilização de um espectro mais amplo de categorias de objetivos. O Exemplo 3 trata da relação entre Objetivos Gerais e Objetivos Instrucionais ou Comportamentais.

    Exemplo 1 - Revisão de unidades instrucionais - Conteúdo: conceitos básicos de estrutura organizacional.

    ÒBJETIVOS ANTES

     

    OBJETIVOS REDEFINIDOS

    CATEGORIA

    OBJETIVO

     

    CATEGORIA

    OBJETIVO

    Conhecimento

    O aluno deverá explicar os conceitos de amplitude de supervisão, e cadeia escalar.

     

    Conhecimento

    O aluno deverá ser capaz de definir os termos abaixo:

    - amplitude de supervisão, cadeia escalar, linha e staff.

    Aplicação

    O aluno deverá dizer qual é a amplitude de supervisão de determinado organograma dado.

     

    Análise

    O aluno deverá reconhecer as características acima num organograma real, explicando-as.

    Aplicação

    O aluno deverá dizer qual é a cadeia escalar de determinado organograma dado.

     

    Síntese

    O aluno deverá desenhar um organograma de uma empresa fabril, de acordo com parâmetros definidos pelo professor.

    Compreensão

    O aluno deverá diferenciar órgãos de linha de órgãos de staff de um organograma dado.

     

    Avaliação

    O aluno deverá julgar a propriedade da alocação de órgãos de linha e órgãos de staff num organograma real, justificando sua opinião.

     

     

     

    Avaliação

    O aluno deverá avaliar o provável nível de eficiência obtido pela amplitude de supervisão e cadeia escalar de uma estrutura dada, justificando seu parecer.

     

    Exemplo 2 - Revisão de unidades instrucionais (adaptado de VARGAS, 1972:171-172) - Conteúdo: unidades de medida.

    ÒBJETIVOS ANTES

     

    OBJETIVOS REDEFINIDOS

    CATEGORIA

    OBJETIVO

     

    CATEGORIA

    OBJETIVO

    Aplicação

    Medir linhas e figuras que tenham um número inteiro de centímetros ou de decímetros de comprimento, e escrever seu comprimento em centímetros ou decímetros.

     

    Compreensão

    Identificar centímetros e decímetros em réguas de comprimento não familiar (réguas de 20, 25, 30, 40 e 50 cm).

    Aplicação

    Medir objetos de vários comprimentos e escrever seus comprimentos, arredondando-os ao decímetro mais próximo com a fita, ou ao centímetro mais próximo com a régua.

     

    Síntese

    Planejar seu próprio sistema de medidas, sua própria régua, dar nomes às unidades e medir alguns objetos com elas.

     

     

     

    Avaliação

    Comparar nosso sistema de medidas com outros, apresentando vantagens e desvantagens de cada um, justificando as opiniões.

     

    Exemplo 3 - Relação entre Objetivos Gerais e Objetivos instrucionais (adaptado de VARGAS, 1972:9) - Conteúdo: conceito de propaganda.

    Note que os Objetivos Gerais não são comportamentais; apenas os instrucionais o são.

    OBJETIVO GERAL: Fazer com que o aluno conscientize-se do viés de um autor.

     

    OBJETIVO GERAL: Reconhecer os vários tipos de propaganda.

    Objetivo instrucional 1: O aluno deverá ser capaz de sublinhar sentenças de um texto sobre propaganda, que revelem viés, e explicar o ponto de vista do autor.

     

    Objetivo instrucional 1: O aluno deverá ser capaz de rotular amostras de texto como não- propaganda, ou como: nome feio, nome agradável, opinião pública, recomendação, opinião dirigida.

    Objetivo instrucional 2: O aluno deverá ser capaz de apontar em um artigo enviesado: a) afirmações que são apresentadas devido a endossamento universal; b) conclusões do autor que não sejam conseqüências necessárias das premissas; c) suposições encobertas.

     

    Objetivo instrucional 2:.O aluno deverá selecionar palavras de uma revista e classificá-las como nome feio, nome agradável, opinião pública, recomendação, etc.

    Exemplo 4 - Estabelecimento de Objetivos Gerais por Unidade Instrucional (e "explosão em objetivos comportamentais) a partir de Objetivos Gerais do Curso

    Objetivos Gerais do Curso

    1. Ter desenvolvido seu senso de responsabilidade perante seus próprios comportamentos e atitudes, perante metas e compromissos assumidos, perante outras pessoas envolvidas no trabalho, e perante os resultados perseguidos. (afetivo)
    2. Desenvolver habilidades de relacionamento interpessoal. (afetivo)
    3. Conhecer as principais teorias e funções administrativas. (cognitivo)
    4. Dominar a técnica de apresentação em nível profissional. (cognitivo)

     

    a) Unidade Instrucional: "Escolas Clássica e Científica da Administração" (Taylor e Fayol)

    a . 1.) Objetivos Gerais da Unidade (derivados dos três acima):

    (O aluno deverá...)

    1. Apresentar um seminário a respeito de um assunto específico em Taylor e Fayol.
    2. Discutir em grupo sobre uma questão polêmica dentro do tema e apresentar um parecer a respeito.
    3. Apresentar um sumário comentado dos Capítulos correspondentes do Livro Texto.
    4. Estar apto a responder questões estruturadas a respeito das idéias principais de Taylor, Fayol e seus adeptos mais importantes.

    A . 2) Objetivos Instrumentais (derivados dos quatro acima):

    1. O aluno deverá sumariar os Capítulos 3 e 4 do livro-texto em resumos de 1 página, utilizando-se suas próprias palavras para expressar as principais idéias do texto.
    2. Os alunos deverão discutir em grupos de cinco elementos a questão abaixo, apresentando à classe, ao final de uma hora, um relatório oral da discussão de seu grupo. Questão: "Em termos gerais, o taylorismo foi uma etapa necessária ao desenvolvimento das forças produtivas da humanidade, e, portanto, causou mais bem do que mal ao homem."
    3. Os alunos deverão apresentar (em rodízio) um seminário de 20 minutos, utilizando-se de recursos audiovisuais e das técnicas de apresentação descritas na apostila, expondo a influência do taylorismo e do fayolismo na moderna Gestão da Qualidade.
    4. Os alunos deverão estar aptos a distinguir os princípios administrativos de Taylor dos de Fayol, em uma prova estruturada para esta finalidade.
    5. (etc.)

     

    b) Unidade Instrucional: "Teoria de Sistemas"

    b.1.) Objetivos Gerais da Unidade (derivados dos três Objetivos Gerais do Curso):

    (O aluno deverá...)

    1. Compreender a diferença entre a visão de mundo mecanicista ou newtoniana e uma visão de dinâmica sistêmica, e as implicações desta nova visão para o mundo organizacional.
    2. Conhecer um breve relato da história do pensamento sistêmico.
    3. Vivenciar a ampliação da percepção e do poder de resolução de problemas através do pensamento sistêmico.
    4. Discutir em grupo sobre uma questão polêmica dentro do tema e apresentar um parecer a respeito.
    5. Apresentar um sumário comentado dos Capítulos correspondentes do Livro Texto.

    b.2.) Objetivos Instrumentais (derivados dos quatro acima):

    1. O aluno deverá ser capaz de reconhecer as definições dos termos a seguir, e rotulá-las com seus nomes: input, output, throughput, feedback, feedback positivo, feedback negativo, single-loop, double-loop, homeostase dinâmica, entropia, totalidade, finalidade, eqüifinalidade.
    2. O aluno deverá ser capaz de escrever com suas palavras a diferença entre a relação parte-todo no pensamento mecânico da relação no pensamento sistêmico.
    3. a) O aluno deverá reunir-se em grupo e produzir um texto que avalie os problemas de uma empresa descritos em um caso inédito fornecido pelo professor utilizando-se dos diagramas de representação sistêmica da apostila X, e

    1. listar três itens de diagnóstico que não teriam sido possíveis diagnosticar com o raciocínio mecânico.

    4. Os alunos deverão discutir em grupos de cinco elementos a questão abaixo, apresentando à classe, ao final de uma hora, um relatório oral da discussão de seu grupo. Questão: "Qual a repercussão prática da aplicação do princípio da eqüifinalidade para o avanço da democracia no interior das organizações."

    5. Os alunos deverão apresentar (em rodízio) um seminário de 20 minutos, utilizando-se de recursos audiovisuais e das técnicas de apresentação descritas na apostila, expondo a influência da evolução das idéias da Física no atual pensamento sistêmico nas organizações.

    Observações:

    1. Os objetivos afetivos deverão ser trabalhados em atividades no interior das unidades, de maneira integrada ao conteúdo; porém não necessitam estar presentes em todas as unidades (isto é, não precisa fazer seminário e discussão em grupo em todos os módulos - o que, por sinal, ficaria monótono).
    2. A atividades efetivas que trabalharão os objetivos, tanto os cognitivos quanto os afetivos (resumos, aulas expositivas, discussões em grupo, seminários, etc.), são técnicas que podem - e devem variar de acordo com o conteúdo, objetivos e dinâmica da classe; e serão assunto de material posterior.

     

     

        1. Rever os programas das disciplinas de acordo com a metodologia

     

    DINÂMICA 4

    1. Defina o Objetivo Geral de cada Tópico ou Unidade de Seu Programa.

    2. Certifique-se de que os itens referentes à Dinâmica 3 (tópicos em que sua disciplina contempla o Perfil e as Habilidades do Administrador) estão representados entre os Objetivos Gerais.

    3.. Especifique os objetivos instrucionais que "explodirão" o Objetivo Geral de acordo com os quatro critérios de objetivos comportamentais para cada Unidade.

     

     

     

    1. Bibliografia

    Anais do 1o. Seminário sobre qualidade e avaliação dos cursos de administração, CFA (Conselho Federal de Administração), 1995.

    Bordenave, Juan Diaz; e Pereira, Adair M.: Estratégias de ensino-aprendizagem, Petrópolis, Vozes, 1984.

    Comissão do Curso de Administração: Relatório, Brasília, MEC, 26/06/1996.

    Exame Nacional de Cursos: Relatório preliminar, Brasília, MEC, 01/07/1996.

    Lei 9394 de 20.12.96 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei Darcy Ribeiro) - DOU 23/12/96.

    Portaria 525, 09/04/1997 (DOU 11/04/97), MEC.

    Stoner, James A . F., e Freeman, R. Edward: Administração, Rio de Janeiro, PHB, 1985 (5a. Edição).

    Vargas, Julie S.: Formular objetivos comportamentais úteis, São Paulo, EPU, 1972.