Perpétua
Mulher de coragem, que se converteu ao cristianismo durante a perseguição do imperador Lúcio Severo (193-211 d.C). Ela foi um exemplo extraordinário de fé e de vida cristã, ainda que teve uma carreira cristã tão resumida. Ela, a exemplo de tantos outros, negou a sua própria vida por amor àquele que se entregou por ela, Jesus.
Perpétua sabia que converter-se ao cristianismo quase certamente significava a 'morte'. Seu pai, ao saber que ela havia se convertido, desesperou-se. Não sem razão, uma filha bem educada, Perpétua estava com 22 anos de idade, e, tendo ainda uma 'vida inteira' pela frente, ao se converter, dava um largo passo para a 'morte'. Assim sendo, Perpétua foi presa. Ela ainda estava amamentando seu filho quando foi levada a julgamento.
Perpétua não estava sozinha. Em sua época, Segundo, Revocato e Saturnino, irmãos na fé em Cristo, já haviam sido presos. Juntamente com eles estava Felicidade, mulher de fé que também suportou grandes aflições por sua decisão por Cristo. Ela estava grávida de oito meses ao ser presa.
Todos esses juntos na mesma prisão, em oração e mútua exortação, animavam-se uns aos outros para suportar até a morte sua opção pela fé que abraçaram, e Salvador que pregavam.
O pai de Perpétua, ao visitá-la na prisão levava seu filho para ser amamentado, e sempre implorava que negasse essa fé que a levaria para a 'morte'. Em um desentendimento, numa das visitas, o pai de Perpétua a espancou e negou-se a continuar levando seu filho para ser amamentado.
Felicidade, amiga de prisão de Perpétua e seus outros amigos, estava em sofrimento ainda maior, prestes a dar à luz um filho, passava por toda agonia dos maus tratos, e somado a isso, sofria também a dor diante da possibilidade de ver seus fiéis companheiros enfrentar o martírio (a morte em testemunho da sua fé) sem ela. O dia da execução já tinha sido marcado, mas era proibido às mulheres grávidas ser executadas, pois achavam que estaríam derramando sangue inocente (o da criança não-nascida), que era sagrado.
Nenhum deles se dobrou aos apelos dos seus queridos ou das ordens do Imperador para negarem que eram cristãos, e viessem a oferecer sacrifícios aos deuses romanos. Dois dias antes da execução, Felicidade sentia fortes dores de parto: um dos guardas, que presenciava seu sofrimento, zombava dela dizendo: "Se achas que sofres agora, como suportarás quando estiveres frente à frente com as feras?", Felicidade, serenamente respondeu-lhe: "Agora, na verdade, sou eu quem sofro; mas, na arena, diante das feras, outro estará em mim sofrendo".
A filha de Felicidade nasceu saudável antes do dia marcado para o martírio daquelas fiéis testemunhas de Cristo. Diz-se que a criança foi adotada por uma mulher cristã de Cartago.
Chegou o tão-esperado dia em que os cristãos que não apostataram (não negaram a fé) seriam postos na arena com as feras, para serem devorados por elas. Foi oferecida uma festa antes dos jogos, momento em que os mártires seriam mais uma atração; Segundo, um dos companheiros de Perpétua e Felicidade, havia morrido na prisão devido aos maus tratos.
Os nossos irmãos na fé foram apresentados na arena perante as feras. Enquanto puderam, permaneceram lado a lado. Os homens foram logo atacados por ursos, leopardos e javalis. Esses quatro mártires (entre tantos outros), deixam-nos um exemplo glorioso da certeza da salvação, testemunho vivo dAquele em que creram. E em quem nós cremos, hoje.
"E sereis odiados de todos por causa do meu nome, mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo" Mateus 10:22
J. Marques
Suas perguntas, sugestões, observações, e críticas serão bem vindas. Envie a sua mensagem para marques_brazil@hotmail.com