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SIGMUND, FREUD
Baseado nas investigações
de Josef Breuer, bem como nas de Jean Martin Charcot e Pierre-Marie-Félix
Janet, sobre a aplicação de catarse hipnótica em pacientes com traumas
psíquicos e morbígenos, Freud supôs que o sintoma histérico poderia ser o
substitutivo de um ato mental omitido ou uma reminiscência da ocasião em que o
mesmo fora praticado. Apesar dos excelentes resultados advindos da terapêutica
pela catarse hipnótica, rejeitou a inevitável relação de dominação
estabelecida entre médico e paciente por essa técnica e, após amplas
investigações, substituiu a hipnose por um método de livre associação de idéias,
feita espontaneamente pelo paciente em estado de vigília. Com isso, estavam lançadas
as bases da psicanálise.
FERENCZI, SÁNDOR
Um dos mais íntimos
colaboradores de Freud, Ferenczi, tornou-se famoso pelas experiências em clínica
psicanalítica que mais tarde constituíram as bases do psicodrama e da análise
de grupo.
Sándor Ferenczi nasceu
na cidade de Miskolc, Hungria, em 1873 e formou-se em medicina aos 21 anos pela
Universidade de Viena. Quando conheceu Freud, em 1908, já se especializara em
neurologia e neuropatologia e adquirira experiência com a hipnose. Logo passou
a integrar a Sociedade de Psicanálise de Viena, que reunia os mais próximos
colaboradores do criador da psicanálise, com quem estabeleceu uma grande
amizade pessoal.
Muitas das experiências
em clínica psicanalítica de Ferenczi foram publicadas no livro The Development
of Psychoanalysis (1924; O desenvolvimento da psicanálise), escrito em colaboração
com Otto Rank. Suas pesquisas acabaram por afastá-lo da ortodoxia psicanalítica
e de Freud. Nos últimos anos de vida, modificou suas posições e adotou a tese
de que o terapeuta deve ser livre para manifestar afeição pelo paciente e
encorajá-lo a reviver experiências traumáticas da infância. Ferenczi morreu
em Budapeste, em 1933.
JUNG, CARL GUSTAV
Carl Gustav Jung nasceu
em Kesswil, Suíça, em 26 de julho de 1875. Filho de um pastor protestante,
desistiu da carreira eclesiástica para estudar filosofia e medicina, nas
universidades de Basiléia e Zurique. Interessado nos problemas de transtorno de
conduta, seguiu os ensinamentos do neurologista e psicólogo francês Pierre
Janet no hospital de la Salpêtrière de Paris. De novo em Zurique, trabalhou
com o psiquiatra suíço Eugen Bleuler, que se tornaria célebre pelos estudos
da esquizofrenia.
A partir de 1907, Jung
entrou em contato com Sigmund Freud, com quem manteve estreita relação. Discípulo
predileto do mestre tornou-se o primeiro presidente da Sociedade Psicanalítica
Internacional. A publicação, em 1912, de seu livro Wandlungen und Symbole der
Libido (Transformações e símbolos da libido) significou o início de suas
divergências com Freud, que culminariam com o afastamento de Jung do movimento
psicanalítico. Naquela obra, Jung opunha-se ao caráter exclusivamente sexual
da libido e considerava que esta constituía, antes, uma energia de caráter
universal. Em Psychologische Typen (1920; Tipos psicológicos), observou que,
conforme essa energia vital se dirigisse para o interior ou para o exterior,
ensejaria o aparecimento de um dos dois tipos psicológicos fundamentais: a
introversão ou a extroversão.
Outros conceitos centrais
da psicologia analítica -- nome com o qual o próprio Jung designou seu método
-- foram o de complexo (conjunto de represeentações psíquicas cuja influência
se manifesta sem nenhum controle efetivo do eu) e o de inconsciente coletivo.
Jung afirmou que as sociedades humanas participam de arquétipos comuns a
todas elas, que se expressam por meio dos mitos, das religiões, da arte, dos
sonhos e, também, da loucura e das enfermidades psíquicas. Em obras
posteriores, com destaque para Psychologie und Religion (1939; Psicologia e
religião) e Psychologie und Alchemie (1944; Psicologia e alquimia), esforçou-se
por determinar a natureza daquelas constantes arquetípicas, numa aventura
espiritual que foi considerada, em algumas ocasiões, próxima do misticismo.
Para a análise do
inconsciente coletivo (e dos sonhos), Jung estudou sobretudo os símbolos das
religiões orientais (Índia, China) e os da alquimia medieval, que considerava
um fenômeno religioso. Jung deixou uma obra original e de ampla influência na
cultura universal. Faleceu em Küssnacht, Suíça, em 6 de junho de 1961.
Era médico e cientista natural, nascido em 24
de março de 1987, ingressou na faculdade de medicina em 1918 na Universidade de
Viena, onde freqüentou o Seminário de Sexologia e por volta de um ano,
tornou-se membro da Sociedade Psicanalítica de Viena e o primeiro assistente de
Freud na Policlínica Psicanalítica e em seguida recebe seu diploma de médico
(1922). Nesse mesmo período fundou uma clínica psicanalítica.
Tentou em 1927, fazer análise com Freud,
que se recusou a fazer uma exceção à sua política de não tratar os membros
do seu círculo psicanalítico com muita intimidade. Nessa época houve um sério
conflito entre Reich e Freud, porque Freud se recusava a analisar Reich.
Desenvolveu por quase quarenta anos uma
pesquisa sobre os processos energéticos primordiais e vitais, a chamada
Psicoterapia Corporal. Iniciou seu trabalho
tendo como principal objeto de estudo o funcionamento da
"bio-energia" (função bioenergética da excitabilidade e motilidade
da substância viva), o encaminhamento lógico desse trabalho conduziu-o à
descoberta de uma "força" básica que atua não só nos seres vivos,
mas também nos cosmos. Esse novo tipo de energia foi experimentalmente
comprovado por Reich no período de 1939-1940 e nomeada "energia orgone cósmica",
e a partir de então nasce a chamada Organomia - ciência que se dedica ao
estudo das manifestações da energia orgone no micro e no macro cosmos, no vivo
e no inanimado.
Reich via a mente como uma única unidade, e
aos poucos passava de um trabalho analítico com base apenas na linguagem, para
a análise dos aspectos físicos e psicológicos do caráter e da couraça
caraterológica e para uma maior ênfase no trabalho com a couraça muscular e
no desenvolvimento de um fluxo de bioenergia.
A primeira contribuição importante à
terapia psicanalítica foi a elaboração de uma técnica coerente das resistências
analíticas. Freud demonstrou a importância de analisar a resistência do
paciente antes de interpretar os seus desejos inconscientes. Reich
mostrou como perceber e analisar as resistências, o que mais tarde
tornou-se parte integrante da terapia psicanalítica.
Embora
Reich tenha circulado pelas mais variadas áreas do conhecimento (Psicanálise,
Epsitemologia, Sociologia, Antropologia, Biofísica, Física, etc.), o fio
condutor e entrelaçador da pesquisa reichiana sempre foi a investigação da
especificidade dos processos energéticos básicos. Inicialmente, nos domínios
psíquico e social; depois na dimensão biofísica; por fim no território cósmico.
Suas obras seguem um trajeto biográfico de forma extremamente coerente:
inicialmente, Reich se aprofunda na perspectiva psicanalítica, com importantes
contribuições, até que se compreende a neurose como resultante da energia
sexual, esta percepção teórica integra-se com sua prática político.
KLEIN, MELANIE
Melanie
Klein nasceu em Viena em 30 de março de 1882. Interessou-se pela medicina,
projeto que abandonou aos 21 anos por um casamento infeliz, do qual teve três
filhos. Em Budapeste foi aluna de Sándor Ferenczi, que a incentivou a
dedicar-se à psicanálise de crianças. Em 1919 escreveu seu primeiro trabalho
nessa área. Dois anos mais tarde foi trabalhar em Berlim e em 1926 mudou-se
para Londres.
No
livro The Psychoanalysis of Children (1932; A psicanálise da criança), Klein
expõe seu método psicanalítico. Certa de que o brinquedo é um caminho simbólico
para aliviar a ansiedade, dedicou-se a observar a conduta infantil durante as
brincadeiras, com o objetivo de determinar os impulsos e as idéias próprias
dos primeiros anos de vida. Para ela, a técnica do brinquedo é essencial,
sobretudo na fase pré-verbal ou quando a comunicação verbal se torna difícil.
Em Developments in Psychoanalysis (1952; Fases na psicanálise) considera que as
primeiras experiências resultantes da amamentação do bebê e as relações
maternais iniciam um tipo de relação objetal que é básica na explicação da
conduta infantil. A capacidade crescente do ego para criar defesas que o
habilitem gradualmente a resolver as ansiedades e a reparar as relações
objetais é parte essencial do processo de desenvolvimento.
Melanie
Klein morreu em Londres, em 22 de setembro de 1960. Seu livro Narrative of a
Child Analysis (Narrativa da análise de uma criança), baseado em notas tomadas
em 1941, foi publicado em 1961.
LACAN, JACQUES
Jacques Lacan nasceu em
Paris, em 13 de abril de 1901, de família burguesa e católica. Formou-se em
medicina, especializando-se em psiquiatria, e foi interno de Gaétean de Clérambaut,
a quem considerava seu único mestre no campo psiquiátrico. Com a tese de
doutorado La Psychose paranoïaque dans ses rapports avec la personnalité
(1932; A psicose paranóica em suas relações com a personalidade), mostrou
impressionante erudição e simpatia pela psicanálise, numa época em que
preconceitos obstavam sua disseminação na França.
Lacan buscou a companhia
dos artistas do surrealismo, atraídos pelo caráter revolucionário das teses
freudianas. Acompanhou o famoso seminário de Alexandre Kojève sobre Hegel e se
ligou a intelectuais de ponta do pensamento francês, entre eles Raymond Aron,
Maurice Merleau-Ponty e Georges Bataille. Em 1934, entrou para a Sociedade
Psicanalítica de Paris. Em 1936, apresentou num congresso seu trabalho sobre o
"estágio do espelho". A partir daí, sua história se confunde com a
da própria psicanálise.
Conhecedor profundo da
obra de Freud, Lacan empreendeu ao mesmo tempo um retorno e uma revolução em
direção a uma psicanálise que para ele havia perdido o sentido original. O
retorno visou resgatar os fundamentos psicanalíticos, que para Lacan se
encontram no próprio conceito de inconsciente. Para empreender sua grande crítica
às vertentes americana e francesa da psicanálise, cujo tema central é a
discussão sobre o imaginário, pesquisou a linguagem e deduziu que é ela a
condição de existência do inconsciente, que só existe no sujeito falante.
Numa retomada crítica
dos conceitos saussurianos de "significante" e
"significado", Lacan afirmou a autonomia do significante e o inseriu
na origem simbólica, constituída pela linguagem. Afirmou que o significante
preexiste ao sujeito e sobrevive a ele, faz do sujeito homem ou mulher, traça
seu destino e o priva de qualquer relação natural com o mundo.
Lacan não é um autor
simples nem fácil. Seus conceitos demandam, além de uma carga exaustiva de
leitura, uma inversão do pensamento racional e linear a que está habituada a
cultura ocidental. Em seus Écrits (1966; Escritos) e vinte seminários abordou
temas tão complexos quanto polêmicos, como a ética da psicanálise, a
transferência, o princípio do prazer e conceitos fundamentais da psicanálise,
entre outros.
ERIK ERIKSON
Erik Erikson (1963;1964;1968) foi um psicólogo do ego comtemporâneo; sua teoria representa uma tentativa de ampliar e construir os fundamentos da teoria psicanalítica de Freud. Da mesma forma que os outros neofreudianos(como por exemplo, Fromm, Horney, Sullivan), Erikson ressalta a importância das funções do ego e influências sócias ao tentar compreender a personalidade. Erikson é melhor conhecido por sua teoria do desenvolvimento psicossocial, considerada por ele uma extensão das idéias de Freud a respeito do crescimento do indivíduo através de uma série de estágios psicossexuais. No entanto, ao contrário de Freud, Erikson dedica grande atenção ao período de latência, como também à adolescência. Além disso, seus estágios do desenvolvimento vão desde a infância, passando pela vida adulta até a velhice.
Os escritos de Erikson incluem uma grande quantidade de estudos de casos através dos quais tenta mostrar como o desenvolvimento da personalidade de um indivíduo é moldado pela natureza particular de sua sociedade ou subcultura. Publicou vários livros nos quais aplicou métodos psicológicos no estudo de figuras históricas importantes, como Martin Luther King e Gandhi.
Erikson atribuiu menor importância aos determinantes psicológicos e destacou a importância das influências sociais no desenvolvimento da personalidade. Sem propriamente negar as noções de Freud a respeito da importância dos impulsos inconscientes primitivos, ele tentou construir uma teoria psicanalítica, dando especial atenção às funções integradoras e de orientação para a realidade do ego, atribuindo-lhes uma significação maior ao desenvolvimento da personalidade.
No entanto, a contribuição mais importante de Erikson reside provavelmente em sua extensão da teoria psicanalítica do desenvolvimento ao incluir tanto o período de latência como a adolescência. Suas noções acerca da importância da identidade do ego tornaram-se bastante influentes e estimularam muitas pesquisas na área dos problemas de identidade entre adolescentes nesta cultura e em outras sociedades. Psicólogos, psiquiatras e sociólogos contemporâneos utilizaram algumas das idéias de Erikson em suas tentativas de compreender problemas como o da delinqüência juvenil, psicose e depressão na adolescência e protestos estudantis.
ERICH FROMM
Nasceu em Frankfurt, Alemanha em 1900, estudou
psicologia e sociologia nas Universidades de Heidelberg, Frankfurt e Munich.
Doutorou-se em filosofia em 1922, e posteriormente recebeu sua formação em
psicanálise. Fromm foi para os Estados Unidos em 1933, como professor
conferencista do Instituto Psicanalítco de Chicago e iniciou em seguida sua clínica
particular em Nova York.
Fromm foi fortemente influenciado pelos
trabalhos de Karl Marx, comparava as idéias de Freud com as de Marx, apontando
as contradições entre elas, porpondo uma síntese. Considerava Marx, um
pensador mais profundo do Freud e utilizava-se da psicanálise apenas para
preencher as lacunas deixadas por Marx. Escreveu em 1959, uma vigorosa polêmica
crítica sobre a personalidade de Freud e a influência exercida por ele, de
modo contrastante, um elogio incondicional a Marx. Fromm era chamado de teórico
marxista da personalidade, ele preferia ser chamado de humanista dialético.
Seus trabalhos eram ancorados em seu
profundo conhecimento de história, sociologia, literatura e filosofia. O tema
principal de seus trabalhos era de que o homem se sente só e isolado porque se
separou da natureza e dos outros homens. Esse isolamento não se encontra nas
espécies animais, é uma situação caracteristicamente humana. Fromm expõe a
tese segundo a qual, à liberdade que o homem tem conquistado através dos séculos,
tem sentido cada vez mais solitário. A liberdade torna-se então uma condição
negativa da qual o homem procura escapar.
Ele mostra em livros que toda a forma de
sociedade, seja ela feudalismo, capitalismo fascismo, socialismo ou comunismo,
representa uma tentativa de solucionar a contradição básica do homem. Essa
contradição reside no fato de o homem ser, ao mesmo tempo, parte da natureza e
separado dela, ser animal e humano, como animais temos necessidades fisiológicas
que devem ser satisfeitas e como seres humanos possuímos autoconsciência, razão
e imaginação.
Fromm descreveu cinco tipos de caráter
social existentes na sociedade atual: o receptivo, o explorador, o acumulador, o
comerciante e o produtivo. Esses tipos representam as diferentes formas de relação
do indivíduo com o mundo e como os outros. O tipo produtivo é o único
considerado saudável. Qualquer indivíduo é constituído da mistura desses
cinco tipos ou orientações com relação ao mundo, embora uma ou duas dessas
orientações possam assumir um lugar de destaque em relação às outras. Fromm
depois de muito tempo descreveu um sexto tipo: o necrófilo, que é atraído
pela morte e o biófilo, que ama a vida.
Para Fromm o objetivo principal desse estudo
é o de ilustrar a tese de que segundo ele o caráter (a personalidade) afeta e
é afetada pela estrutura social e pelas mudanças sociais.
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ROGERS, CARL
Carl Rogers era aos olhos do mundo psicológico, psicoterapeuta no qual a
desenvolveu e a criou, nascido em 08 de julho de 1902, era um teórico da
personalidade contemporâneo, cuja abordagem enfatiza a experiência subjetiva e
os processos internos, sua teoria é descrita como uma teoria "fenomenológica"
ou do "self". Em seus escritos, Rogers preocupou-se primeiramente em
explicar as mudanças que ocorrem na situação terapêutica. Vem a falecer no
ano de 1987.
Obteve destaque como pioneiro no
desenvolvimento da chamada Psicologia Humanista ou Terceira Força em
Psicologia, foi um dos principais responsáveis pelo acesso e reconhecimento dos
psicólogos ao universo clínico, antes dominado pela psiquiatria médica e pela
psicanálise, que era exercida exclusivamente por médicos até bem pouco tempo
atrás.
Logo após graduar-se na Universidade
Wisconsin, em 1924, Rogers passou a freqüentar o Seminário Teológico Unido
(em Nova York), onde recebeu uma liberal visão filosófica da religião; quando
transferido para a universidade da Columbia, foi introduzido na psicologia.
Nesta mesma universidade obteve seus títulos de Mestre (1928) e Doutor (1931),
suas primeiras experiências clínicas tiveram como base a
tradição behaviorista e psicanalista.
A
contribuição mais importante de Rogers para a psicoterapia é constituída
pelos princípios de sua experiência terapêutica denominado propriamente de
"Terapia Centrada na Pessoa", onde é de fundamental importância a ênfase
na experiência atual, relacionado ao material trazido pelo cliente no momento
do encontro terapêutico, e que é ligado à totalidade da experiência
subjetiva vivenciada, o que se liga, igualmente, ao amplo e corrente fluido dos
sentimentos mais íntimos. Ela se refere ao que se é sentido
imediatamente e que é implicitamente significativo para o sentimento que
o sujeito experimenta ao ter uma experiência.
Seus
trabalhos nas áreas de prática e treinamento psicoterápicos influenciaram
tanto no aumento da aceitação de uma terapia de curta duração e,
consequentemente, um processo simplificado de treinamento, quanto no número
potencial dos psicoterapeutas. Os psicólogos que seguem uma linha de
aconselhamento em instituições educacionais e clérigas proliferam a partir
destas técnicas de treinamento. Parte da atração por teorias contemporâneas
do self e investigações que lidam com seu conceito, pode ser atribuída ao
trabalho de Rogers e seus colaboradores.
Foi reconhecido também como um líder entre
um grupo de psicólogos que se consideram acima de tudo "humanistas",
Rogers desenvolveu uma teoria focalizando principalmente os processo gerais
amplos envolvidos na psicoterapia e ajustamento.
A abordagem de psicoterapia tem grande
impacto sobre a psicologia e sobre o público em geral, sendo menos popular
quanto à psicanálise freudiana. Sua teoria da personalidade tem sido bem
recebida, mais particularmente, sua ênfase na importância do eu.
Rogers influenciou o movimento do potencial humano, e suas obras eram
vistas como uma importante contribuição da tendência de humanização da
psicologia
Por todo o seu legado, Rogers é de extrema
importância e atualidade, assim não podemos definido por representantes da
corrente racionalista dominante, como ultrapassado ou superficial. Neste
momento, o aspecto existencial e otimista da Psicoterapia Centrada no Cliente
parece ser um método altamente positivo para a nossa saúde psíquica.
ROLLO MAY
Rollo May é considerado por muitos como sendo um autor existencialista. Tal conceituação, no entanto é indevida. May tenta fazer uma convergência dos princípios existencialistas com os pressupostos psicanalistas. Para melhor configurar seu distanciamento dos princípios existencialistas, May coloca: “... parece que existe a seguinte lei em atividade quanto mais acurada e pormenorizadamente pudermos descrever um dado mecanismo, tanto mais perdemos de vista a pessoa existente”.
Rollo May iniciou seus estudos psicoterápicos em Viena e completou na cidade de Nova Yorque o seu doutorado e treinamento em psicoterapia. É famoso igualmente como escritor, pela invulgar sensibilidade, simplicidade e clareza de expressão; o que o coloca entre os mais lidos psicólogos do mundo. Seus livros interessam ao especialista, pela profundidade e segurança dos conceitos; ao público não especializado pela maneira interessante e fácil de dizer as coisas. Diz o que todos precisam ouvir sobre solidão e ansiedade do homem moderno, sobre a perda de certezas na atual sociedade em mutação, sugere valores e metas, soluções talvez, que trazem coragem e liberdade.
Os existencialistas negam a noção de inconsciente, aliás como todos os termos utilizados pela metapsicologia freudiana. Ora, nesse sentido, um ator que se propõe a ser existencialista, é enfatizada por May como sendo o elo entre as idéias e os pressupostos existencialistas. May chega ao extremo de colocar que os pressupostos existencialistas enfatizam que o “mecanismo tem significado em função da pessoa”. É o autor de vários livros; e muitos acadêmicos, ao procurar por leituras existencialistas, são atirados inadvertidamente de encontro a sua obra. Tal fato provoca constrangimento e irascibilidade nos meios existencialistas que recusam-se a aceita-lo como pertencente as suas idéias.
BINSWANGER
Ludwig Binswanger nasceu em Kreuslingen, Suíça a 13 de abril de 1881, e formou-se em medicina na Universidade de Zurique, em 1907. Ele estudou com Eugen Blewler, um eminente psiquiatra suíço e com Jung foi um dos primeiros seguidores suíços de Freud e sua amizade perdurou por toda a vida. Sucedeu a seu pai (e a seu avó) na direção médica do sanatório Bellevue em Kreuzeingen; morreu em 1966.
Ludwig Binswanger, descendente de uma tradicional família de médicos e psiquiatras, é hoje em dia, octogenário, o psiquiatra de maior prestígio no Velho Mundo. Paulatinamente conseguiu elaborar uma síntese de tão divergentes pontos de vista e em seu livro sobre psiquiatria e existencialismo (traduzido em francês), bem como sua monografia sobre as formas fundamentais e conhecimento existencial, mas a orientação técnica para aplicar esses conhecimentos com finalidade compreensiva e terapêutica
No
início da década de vinte, Binswanger foi um dos primeiros proponentes da
aplicação fenomenologia à psiquiatria. Dez anos depois ele se tornou um
analista existencial. Binswanger define a análise existencial como a análise
fenomenológica da existência humana real. Seu objeto é a reconstrução do
mundo interno da experiência.
LAING
Laing é um dos
mais importantes autores que trabalharam na convergência dos pressupostos
existencialistas para o campo da psiquiatria e psicoterapia. Sua importância não
reside apenas nesse ponto. Uma de suas obras Razão e Violência – Uma Década
da Filosofia de Sastre. Essa obra é um dos marcos iniciais do movimento
denominado “antipsiquiatria”. A partir da reflexões Sastreanas, Laing e
Cooper construíram um método de compreensão da existência que colocou por
terra todos os pressupostos da psiquiatria tradicional. A propagação da
“antipsiquiatria” foi de tamanho vulto que em todos os cantos do mundo seu
eco foi eclodido com uma repercussão sequer tangível pela razão.
VICTOR E. FRANKL
Frankl
era judeu e sobreviveu num campo de concentração, é autor de vários livros e
apesar de sua obra ser identificada como sendo Psicoterapia Existencial, o método
por ele proposto, na realidade toca apenas tangencialmente o pensamento
existencialista. Ele é considerado por alguns como sendo existencialista e que
ao contrário dos demais existencialistas europeus, não é pessimista em suas
idéias. De fato se for incluído no rol dos existencialistas, será colocado na
convergência dos existencialistas que incluíam Deus em suas reflexões.
É criador da
“logoterapia”, afirmando que análise existencial e logoterapia são a mesma
coisa: “Pode-se pois dizer que a análise existencial vai além de uma simples
análise, sendo também terapia e precisamente logoterapia, no que difere da análise
da existência, a qual segundo as definições de seus pensadores de maior projeção
– em si e como tal não chega a ser (Psico) terapia no verdadeiro sentido do
termo. Com efeito. ‘logos’ significa sentido e logoterapia é, portanto, uma
psicoterapia baseada no sentido que dá ao paciente uma nova orientação.
Ampliou o conceito de inconsciente através do “inconsciente espiritual”, tentando provar
a transcendentalidade da consciência. Segundo ele, o homem adoece quando não
encontra um sentido para sua vida. Em sua ampliação da noção de
inconsciente, Frankl tentou mostrar que não há apenas um inconsciente
impulsivo, mas, principalmente, um inconsciente espiritual.
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Frederic Salomon
Perls, fundador da Gestalt terapia era um homem de personalidade complexa, tendo
ele próprio se afastado de sua proposta inicial, tal como é apresentado no
Gestal Therapy. Homem de teatro, de forte personalidade, vaidoso, Fritz
construiu um modelo muito centrado em técnicas que invadiram o mundo,
deformando a face primitiva da Gestalt – terapia. Nos últimos anos, porém,
diversos autores, alguns dos quais seus contemporâneos e até discípulos, têm
tentado devolver à Gestalt seu
rumo inicia, sem perder, contudo a importância do vivido apresentado por Perls.
Seu primeiro
trabalho publicado ( Ego, Hunger and Agression )se propõe a reexaminar a teoria
psicanalítica, lançando a idéia de que a agressividade se constitui numa função
saudável que desempenha um papel importante no processo de desenvolvimento,
tanto no que concerne à preservação de si mesmo quanto na interação do
indivíduo com seu meio. Uma das importantes contribuições da Gestalt-Terapia
refere-se à visão holística do homem, o qual é concebido como ser
bio-psicossocial, sempre em interação com seu meio, isto è, leva-se em conta
não apenas o que ocorre com a pessoa em sua totalidade mas também o contexto
no qual isso ocorre. O importante conceito de awarenees, possibilita ao cliente
dar se conta do que passa consigo. Refere-se a capacidade de aperceber-se do que
se passa dentro e fora de si no momento presente, em nível corporal, mental e
emocional. É a possibilidade de perceber simultaneamente os meios externo e
interno através dos recursos perceptivos e emocionais, embora em determinado
momento alguma coisa (interna ou externa) possa se tornar proeminente.
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MASLOW
Maslow nasceu no Brooklin, em Nova York, no dia 1º de abril de 1908. Todos os seus títulos foram obtidos na universidade de Wisconsin. Onde realizou pesquisas sobre o comportamento dos primatas. Durante quatorze anos, integrou o corpo docente do Brooklin College. Em 1951, foi para a Universidade de Brandeis, onde permanenceu até 1969, quando se tornou professor residente da Fundaçõa Laughlin, em Menlo Park; na Califórnia, Maslow foi vítima de um ataque cardíaco fatal no dia 8 de junho de 1970.
Abraham Maslow é juntamente com Rogers um dos psicólogos contemporâneos que, por seus pontos de vista a respeito da personalidade e natureza humanas são mais freqüentemente reconhecidos como “humanistas”. A teoria de Maslow representa uma tentativa para ampliar as teorias que lidam com as chamadas “necessidades de deficiência”, incluindo, numa teoria hierárquica da motivação, a consideração de “necessidades de crescimento”, que são vistas como igualmente importantes para obter-se uma compreensão do comportamento humano.
Maslow formulou uma teoria hierárquica da motivação humana. Esta hierarquia consiste em uma série de necessidades básicas, algumas das quais mais “preponderantes” do que outras -ou seja, mais básicas no sentido de que essas necessidades devem ser satisfeitas antes que outras possam emergir como propulsoras importantes da conduta. As idéias de Maslow sobre a natureza da personalidade tiveram uma influência entre os psicólogos humanistas contemporâneos. A psicologia humanista representa um afastamento da metodologia científica tradicional e uma aproximação com métodos de observação mais subjetivos, orientados por valores, e uma tentativa de compreender o comportamento humano. As idéias de Maslow sobre as necessidades básicas, e especialmente sua elaboração do conceito de auto-atualização, são consideradas contribuições muito importantes por muitos psicólogos que sentem que devem se preocupar com o estudo tanto dos indivíduos neuróticos, como dos indivíduos saudáveis. Talvez o maior valor de sua teoria resida na atenção despertada sobre aspectos importantes do comportamento humano que foram omitidos por muitos psicólogos.