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PERSONALIDADE  
1) De modo geral, personalidade refere-se ao modo relativamente constante e peculiar de perceber, pensar, sentir e agir do indivíduo. A definição tende a ser ampla e acaba por incluir habilidades, atitudes, crenças emoções, desejos, o modo de comportar-se e, inclusive, os aspectos físicos do indivíduo. A definição de personalidade engloba também o modo como todos esses aspectos se integram, se organizam, conferindo peculiaridade e singularidade ao indivíduo.
* ( Psicologias- Introdução ao estudo de Psicologia: Bock, Ana M. Bahia; Furtado, Odair; Teixeira, Maria de Lourdes T; Editora Saraiva - 4ª Ed., 1991)   
 
 2) Da palavra grega persona, que significa “máscara”. Antigamente, os atores gregos costumavam usar máscaras no palco. Cada papel que eles desempenhavam, tinha uma máscara diferente associada à ele. À medida que eles colocavam uma nova máscara, assumiam personalidades diferentes. Com o termo personalidade, geralmente queremos nos referir a alguma espécie de teoria ou explicação do porquê as pessoas fazem aquilo que fazem. Cada um de nós tem sua própria teoria da personalidade.  
* (Psicologia: James V. Mc Connel - Editora Interamericana)

 

  3) O que a personalidade representa, essencialmente, é a noção de unidade integrativa de um ser humano, pelo que inclui todo o conjunto de suas características ( atributos ) diferenciais permanentes (constituição, temperamento, inteligência, caráter ) e suas modalidades específicas de comportamento. A definição dada por Sheldon, inspirada nas definições de Warren e Allport, corresponde suficientemente a essa noção: personalidade é a organização dinâmica dos aspectos cognitivos, afetivos, conativos, fisiológicos e morfológicos do indivíduo.
* (Dicionário de Psicologia-Henri Pièron- Ed.Globo – Porto Alegre – 1975)
  
4) Existem mais de cinquenta acepções de personalidade; a intenção de encontrar uma unidade esbarra na dificuldade de elaborar a unidade da própria psicologia, além da diversidade de seus paradigmas e de seus métodos. Por isso M.Huteau vê nela uma noção geral e diferencial, que se pode tentar identificar sem referência a uma ideologia ou a uma epistemologia particular (1985): é a unidade estável e individualizada de conjuntos de condutas (1985). Mesmo que os psicólogos pareçam ceder a uma fusão comum, a verdade é que o conceito, se não pode ser unívoco, conserva contudo , um valor heurístico. O termo personologia designa, as vezes, em psicologia clínica, a conceitualização psicanalítica que diz respeito à autonomia parcial do sujeito. A personalidade não se nos apresentou como uma organização de instâncias, mas como uma rede de atitudes constituídas no embate de diversos comportamentos, conforme Mairieu (1967). Assim a imagem de si se elabora em meio aos conflitos da socialização; a personalidade tem pois, três funções psicológicas: o controle, a identificação e a investigação. A psicologia orienta-se , hoje ou numa perspectiva psicodinâmica, que privilegia os componentes motivacionais, ou numa perspectiva cognitiva, que enfatiza as modalidades de tratamento da informação. Talvez a busca de uma síntese lhe permitisse reencontrar a unidade. Mas é problemática essa coerência, como o é da personalidade, que P. Janet definia como “uma construção que tende para a unidade, mas que não está segura de chegar a ela”, conforme citado por Huteau (1985).  
* (Dicionário de Psicologia:Roland Doron; Françoise Parot- Editora Ática – 1ªedição – São Paulo –2001)

 

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CARÁTER
 
        1) O caráter consiste numa mudança crônica do ego que se poderia descrever como um enrijecimento. Esse enrijecimento é a base ideal para que o modo de reação característico se torne crônico; sua finalidade é proteger o ego dos perigos internos e externos. Como uma formação protetora que se tornou crônica, merece a designação de “encouraçamento”, pois constitui claramente uma restrição à mobilidade psíquica da personalidade psíquica como um todo. No principal, o caráter prova ser um mecanismo de defesa narcísico. Assim, seria correto presumir que se o caráter serve essencialmente como uma proteção do ego, como acontece, por exemplo na situação analítica, ele deve ter se originado como um aparelho destinado a evitar o perigo.  
        * ( Reich, Wilhelm: Análise do caráter. 3ª ed.-Martins Fontes, 1998)  
 
2) Em sentido geral, pode-se definir o caráter como um conjunto de condições fundamentais, quer de inteligência, de sensibilidade e de vontade, quer mesmo fisiológicas que distinguem um indivíduo de um outro qualquer. Em sentido restrito e sob o aspecto moral, o caráter é uma força da alma, uma energia da vontade, uma firmeza de princípios que dão ao indivíduo uma diretriz bem definida na sua conduta. É neste sentido que se diz que este ou aquele indivíduo é um bom caráter ou “é uma pessoa de caráter”.
* ( Biblioteca de ciências exatas e humanas: Montalvão, Alberto; Círculo do livro/SA -Volume 2, 1982)
 
 

 

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      IDENTIDADE  
 
        1) Em termos psicológicos, a formação da identidade emprega um processo de reflexão e observação simultâneas, um processo que ocorre em todos os níveis do funcionamento mental, pelo qual o indivíduo julga a si próprio à luz daquilo que percebe ser aa maneira como eles o julgam, em comparação com eles próprios e com uma tipologia que é significativa para eles; enquanto que lê julga a maneira como eles o julgam, à luz do modo como percebe a si próprio em comparação com os demais e com os tipos que se tornaram importantes para eles. A identidade nunca é “estabelecida” como uma “realização” na forma de uma armadura da personalidade ou de qualquer coisa estática e imutável. Uma prévia condição metodológica para compreendermos a identidade seria uma psicanálise suficientemente sofisticada de molde a incluir o meio.
*     (Identidade, Juventude e Crise: Erikson, Erik H. 2ª ed. - Editora Guanabara, Rio de Janeiro, 1987)
 
        2) Falar da identidade é falar de mim sem esquecer o outro e de como este outro contribui para que eu seja quem sou e me reconheça diferente dele. A identidade refere-se à multiplicidade de papéis. Ser cada um desses papéis e todos eles implica a prender a ser e internalizar valores, expectativas dos outros a respeito de si próprio, idéias a respeito dos outros e de si mesmo. Nesse processo vão se formando a auto-imagem (o que o indivíduo pensa que é) e a auto-estima (o valor que o indivíduo se atribui).  
*     ( Psicologias- Introdução ao estudo de Psicologia: Bock, Ana M. Bahia; Furtado, Odair; Teixeira, Maria de Lourdes T; Editora Saraiva - 4ª Ed., 1991)    
 

 

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TEMPERAMENTO

 

1) Temperamento deve ser entendido como uma alusão aos aspectos da hereditariedade e da constituição fisiológica que interferem no ritmo individual, no grau de vitalidade ou emotividade dos indivíduos. Neste sentido, afirma-se que os indivíduos têm uma quantidade de energia vital, maior ou menor, que dará a tonalidade de seus comportamentos.
 
         2) Refere-se a uma característica duradoura da personalidade do indivíduo. Por exemplo, ser reservado, ser bem humorado, ser expansivo, etc. Os traços são inferidos a partir do comportamento. Alguns podem ser mais “centrais” da personalidade e outros mais “periféricos”. Os “centrais” seriam aqueles em torno dos quais o conjunto das demais categorias ou traços organizam-se Os traços podem ser comuns a um grupo social (por exemplo, a persistência) ou podem variar neste mesmo grupo social (por exemplo, a expressão da agressividade).
 *     ( Psicologias- Introdução ao estudo de Psicologia: Bock, Ana M. Bahia; Furtado, Odair; Teixeira, Maria de Lourdes T; Editora Saraiva - 4ª Ed., 1991)
 
3) De maneira geral, designa o produto objetivável de operações psicológicas ou de processos de variados níveis (fisiológico, biológico). É nesse sentido que o termo é empregado em certas correntes teóricas contemporâneas. Os traços mnésicos são marcas deixadas por uma informação no sistema nervoso central; pode ser permanente (suporte bioquímico) ou temporária (suporte elétrico). Em Freud, esse termo designa o modo de inscrição das imagens perceptivas no psiquismo. Os traços mnésicos só entram no aparelho psíquico por associações, e ficam unidos uns aos outros na memória.
 *     (Dicionário de Psicologia-Roland Doron; Françoise Parot- Editora Ática – 1ªedição-São Paulo – 2001)  

 

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TRAÇO

 

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