Liturgia e Música |
Quando for escolher as músicas para uma missa, você deverá levar em conta as três rodas do "triciclo litúrgico": O Tempo Litúrgico, o momento da liturgia e a realidade da assembléia, como critérios para esta escolha.
PRIMEIRA RODA: Realidade da Assembléia
Antes de mais nada é preciso perguntar-se: Qual a realidade desta comunidade reunida ?
São agricultores?
São operários?
São adultos ou crianças, jovens ou idosos?
Quais as suas características culturais?
Existem bloqueios psicológicos?
Qual valores lhes são significativos?
Quais os elementos de sua religiosidade popular?
Nível de vida ...
Nível cultural ...
Dificuldades comunitárias ...
Interesses comuns ...
Preocupações cotidianas ...
Anseios sociais ...
etc. etc. etc ...
Esta análise é fundamental, pois a realidade é a roda da frente do "triciclo litúrgico". Ela deve orientar a direção da ação litúrgica. A mesma música que é muito litúrgica em um centro urbano pode ser inadequada para a realidade do campo. Há canções que se adaptam muito bem para idosos, mas não são significativas para os jovens. Quanto melhor entendermos e respeitarmos estas realidades e suas diferenças, tanto mais ricas serão as nossas assembléias.
Há elementos que não fazem parte do tempo litúrgico, mas são profundamente significativos para a comunidade que celebra, por exemplo: festa do padroeiro aniversários, bodas, comemorações civis, enfermidade, primeira comunhão, etc. Tudo isso faz parte da realidade e deve ser cuidadosamente considerado.
SEGUNDA RODA: O Tempo Litúrgico
A igreja dividiu os mistérios do nascimento da vida, morte e ressurreição de Jesus ao longo do ano litúrgico. Este "ano" começa no Advento e vai até o Tempo Comum, não coincidindo com o nosso ano civil. A liturgia deve estar em sintonia com o ministério que estiver sendo celebrado, ou seja, deve ser coerente com o ano litúrgico.
ADVENTO: é um tempo de expectativa diante do Cristo que irá nascer. Tempo próprio para canções de esperança.
NATAL E EPIFANIA: Deus se faz homem em Jesus Cristo. Este nascimento precisa ser celebrado com canções de festa, com muita alegria, fazendo de toda a liturgia uma "noite feliz".
QUARESMA: Tempo de conversão. Os cantos devem ser um prenúncio da morte de Cristo. Por isso neste tempo não se canta o Aleluia e o Glória, pois são manifestações típicas de alegria. A Igreja celebra neste tempo a Campanha da Fraternidade.
PASCOA: Anuncia que Cristo vive. O Aleluia e o Glória voltam às celebrações.
PENTECOSTES: O Cristo vivo e ressucitado volta para o Pai e cumpre a promessa de enviar o Espírito Santo. É este Espírito que agora guia a Igreja torna possível levar a palavra até os confins da terra.
O TEMPO COMUM: Nele comemoramos a plenitude do ministério de Cristo sem nos determos em algum aspecto singular de sua existência.
TERCEIRA RODA: Momentos da liturgia
A liturgia, de um modo geral, pode ser entendida como um diálogo entre o Deus-Trindade e o Homem-Comunidade. Este diálogo é composto de vários momentos dentre eles, e especialmente, a Celebração Eucarística, que está também composta de vários "momentos litúrgicos". Dentro de cada um destes podem ou devem ser inseridos vários cantos:
1. Ritos iniciais: preparação, entrada, ato penitencial e glória.
2.Liturgia da Palavra: Salmo responsorial, aclamação ao Evangelho, depois da homilia, Profissão de fé, oração dos fiéis.
3.Liturfia Eucarística: Preparação das Oferendas, oração Eucarística, Santo, respostas à Oração Eucarística, Pai-nosso, abraço da paz, Cordeiro de Deus, Comunhão, Ação de graças.
4.Rito de Saída.
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