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Mundo homérico: o que dizem as
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TEORIA DA HISTÓRIA |
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Pontos para discussão e reflexão [A partir de: BRANDÃO,
Junito de Souza. Mitologia Grega. Petrópolis (RJ): Vozes, 1994. v.1] MUSA: do grego, relaciona-se com “fixar o espírito
sobre uma idéia, uma arte”. À mesma família etimológica de Musa pertencem música (o que concerne às Musas) e museu (templo das Musas, local onde elas residem ou onde alguém
se adestra nas artes). “Após a derrota dos Titãs, os deuses pediram a Zeus
que criasse divindades capazes de cantar condignamente a grande vitória dos
Olímpicos. Zeus partilhou o leito de Mnemósina
durante nove noites consecutivas e, no tempo devido, nasceram as nove musas (...) As Musas são apenas cantoras divinas,
cujos coros e hinos alegram o coração de Zeus e de todos os Imortais, já que
sua função principal era presidir o Pensamento sob todas as suas formas:
sabedoria, eloqüência, persuasão, história, matemática, astronomia.” (p.203) Havia dois grupos principais de Musas: as da Trácia e as da Beócia. As primeiras, vizinhas do monte Olimpo,
são as Piérides (evocadas por Hesíodo na primeira
parte da Teogonia) que são as nove filhas de Píero, rei da Emacia. Hábeis cantoras,
subiram ao monte Hélicon e desafiaram as
Musas. Vencidas, foram transformadas em pássaro. Embora em Hesíodo já apareçam as
nove Musas, esse número variava muito, até que na época clássica seu número,
nomes e funções se fixaram: Calíope preside à poesia épica; Clio, à história; Polimnia, à
retórica; Euterpe, à música; Terpsícore, à
dança; Érato,
à lírica coral; Melpômene,
à tragédia; Tália, à comédia; Urânia, à astronomia.
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Pontos para discussão e reflexão [A partir de: VIDAL-NAQUET, Pierre. O Mundo de Homero. São Paulo:
Companhia das Letras, 2002] Pequena
história de dois poemas (A Ilíada e
A Odisséia) Lendárias histórias sobre a vida de Homero e
disputas territoriais quanto ao seu local de nascimento. “Existiu
um Homero, dois Homeros e até, como alguns
pensaram, uma multidão de Homeros?” (p.14) Homéridas:
da Ilha de Quios; rapsodos
que se diziam descendentes de Homero os quais viviam “na companhia” de
Homero, isto é, sabiam de cor os seus poemas. “Homero
não era um rapsodo, era um aedo”
(p.14) que significa cantor, do grego. Os poemas de Homero eram cantados por aedos (cegos sábios, desprovidos da visão que se
acreditava terem a memória mais desenvolvida por
causa disso – o cego que tudo vê). Grande
discussão acerca da datação da Ilíada
e da Odisséia: há quem acredite
serem datadas do século IX a.C.; outros, do século VIII,
sendo a Ilíada anterior à Odisséia por alguns decênios. Século
VIII a.C., de extrema importância para o mundo
mediterrâneo: A
Ilíada e a Odisséia “eram poemas destinados a serem recitados para um
auditório de homens ricos e poderosos, capazes de ir à guerra armados da
cabeça aos pés (...)” (p.15). Em
1955, na ilha da baía de Nápoles, foi encontrada uma taça datável
aproximadamente de Foi
no ano de 1488, em Florença, na Itália que, pela primeira vez, os poemas
homéricos foram impressos. No canto VI da Ilíada,
há uma alusão à escrita que revela uma concepção um tanto diabólica dela: seu
propósito não seria de registrar poemas nem leis, mas sim de carregar uma
mensagem de morte. (p.17) “A
Odisséia contém, portanto, uma espécie de reflexão sobre a função do aedo, sobre sua grandeza e os perigos que ele pode
representar.” (p.18) Eles eram capazes de reproduzir, com um pequeno
intervalo de anos, as epopéias através da oralidade. Os
poemas homéricos foram redigidos em uma “língua parcialmente artificial que
repousa sobre dois dialetos falado sobretudo na Ásia
Menor (hoje a Turquia): o jônio e o eólio”. (p.19).
São 26 mil versos com a forma hexametral
(6 medidas), cada medida sendo composta por uma sílaba longa e duas sílabas
breves o que era chamado de dáctilo) ou duas
sílabas longas (espondeu); não há apenas um acento
de intensidade, mas um acento tonal ou melódico. (p.19) Preocupação
com a autenticidade das obras. Após a conquista de Alexandre sobre o mundo
Heleno, muitas obras foram se perdendo e não resistindo ao tempo (os rolos de
papiro). Foi a invenção do codex que permitiu salvar parte
da literatura grega, transformando-a em livros em forma de brochura, para que
pudessem ser manuseados e estudados. Texto elaborado em março de 2007 por Larissa Cerezer, monitora da
disciplina de Teoria da História I (Curso de História, Centro de Ciências da
Educação, UDESC). |