Escrevo
como quem se digladia,
Não
por ofensa, que motivos não os tenho,
Nem
por prazer, que a luta não é nobre,
Mas
por defesa, pois só restam-me as palavras...
Armas,
não possuo,
Com
que possa defrontar-me ao inimigo,
Estranho
desconhecido...
Permeando
meus caminhos...
Perscrutando-me
o destino...
Pervertendo
meu sossego...
Alimentando
a minha solidão.
Combato
nas trincheiras de meu Ego,
A
constatar que, na verdade,
Sou
eu quem estou sempre a perseguir...