A quem fala o Poeta em seu pensar ?

 

À sua amada, mote e razão do pensamento ?
À pena que conduz o sentimento ?
À branca folha, final destino de seu atormentado ser ?


Nem mesmo a si, talvez...


Pois mesmo assim, reflexivo e só,
jamais encontraria eco à sua voz contida...
muda expressão da vida, em seu silêncio eterno...


A quem destina, enfim, essa incontida solidão,
senão amar-se o próprio sentimento,
absoluto, imenso e, a um só tempo, fatal e derradeiro ?...