À
sua amada, mote e razão do pensamento ?
À
pena que conduz o sentimento ?
À
branca folha, final destino de seu atormentado ser ?
Nem
mesmo a si, talvez...
Pois
mesmo assim, reflexivo e só,
jamais
encontraria eco à sua voz contida...
muda
expressão da vida, em seu silêncio eterno...
A
quem destina, enfim, essa incontida solidão,
senão
amar-se o próprio sentimento,
absoluto,
imenso e, a um só tempo, fatal e derradeiro ?...