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Aqueles
a quem legaste
Terras
e gado, fartura,
Desprezando-te,
tombaste
Mais
cedo na sepultura.
Teu
destino foi traçado
Quando
ao mundo vieste,
Doaste
terras e gado
Mas
cuidados não tiveste.
Mesmo
antes da operação
Tivessem
tido cuidado,
Com
tua alimentação,
Não
serias já finado.
Eu
não falo aqui a esmo
Mas
do que ouvi falar,
Dizendo
todos o mesmo
É
fácil de acreditar.
Foi
má alimentação
Dar-te
só sopa ralinha,
Ou
em substituição
Dar-te
canja de galinha.
Esclarecido
aqui deixe
Ser
isso boa comida,
Se
levasse carne e peixe
Nessa
sopa bem moída.
À
Neuza telefonei
Que
se mostrou agastada,
De
conselhos que lhe dei
Mas
não serviram de nada.
Recomendei
com sentido
Se
a mente não fosse bruta,
Para
te darem um batido
Ou
mesmo sumo de fruta.

Fizeram
orelhas moucas,
O
que falei se perdeu!
Deleitaram
suas bocas,
Com
o fruto que foi teu?
As
coisas são como são
E
não como nós queremos,
Já
lá estás, meu irmão,
E
nunca mais nos veremos!
©José
Pereira Mancebo - SILAPI
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