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De Eterno Luto Está
o Fado
Os palcos deste mundo
Estão mudos, silenciados,
Falta-lhes o som profundo
Dos gemidos encantados!
Em menos de um segundo
Esvairam-se os trinados,
De Amor deles oriundo,
Às luzes da ribalta entoados!
Nunca mais pisa polido estrado,
Voz ímpar, timbre sem igual,
Mui pobre está sentir versado!
Jamais por ela será cantado,
Rainha Amália de Portugal,
De eterno luto está o Fado!
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