N30, Lisboa, Portugal

Cerca de 300 pessoas, de organizações ambientais e "de esquerda" e movimentos anarquistas.

As pessoas começaram a juntar-se às 4 da tarde. Paramos o trânsito nalgumas das vias onde ele é mais intenso. Tínhamos pancartas, um par de "Terras" para brincar e um polvo, que personificava o capitalismo. Fomos até à árvore de natal do centro da cidade e cobrimo-la de grafittis. Houve fogo a ser cuspido e algum teatro de rua. Depois subimos a chamada "área tradicionalmente comercial", onde cobrimos a janela do McDonald’s com grafittis. A marcha acabou numa praça onde o polvo, entre outras coisas, foi queimado. Os malabaristas atuaram, a música tocou-se até cerca das 22.00.

Contacto: "J.C. Astro" - barbosacastro@mail.telepac.pt

 

N30, Porto, Portugal

O Via Catarina é um Centro Comercial espetado no coração do Porto. É um dos Shoppings com maior sucesso. Nós estivemos à porta, na parte da Rua de Sta. Catarina reservada a peões. Às 18.00, quando as coisas começaram, éramos cerca de 10 pessoas a distribuir papeis aos transeuntes. Às 18.30 já éramos cerca de 50 almas, 40 das quais com camisas com palavras de ordem escritas, como "O mundo não é uma mercadoria", "Contra o capital, resistência global", "A economia asfixia, a inércia atrofia" e outras. Como era Inverno, as camisas tiveram um impacto engraçado, já que as tínhamos vestido por cima dos blusões. O contraste teve piada. Por volta das 18.45, 15 de nós foram para dentro do Shopping, de forma a mostrar as nossas camisas às pessoas que por lá andassem. 15 minutos mais tarde, outra vez cá fora, onde músicos, cuspidores de fogo e outros artistas de rua já se tinham juntado a nós, a missa teve início: as duas orações mais importantes da crença católica transformadas num tributo ao Nosso Senhor, o Cifrão. Foi um momento bonito, com todos os presentes a responderem Amén às palavras sentidas do padre de serviço. Às 20.00, éramos outra vez os mesmos 10 que tinham começado, pelo que decidimos acabar com a coisa (de qualquer forma estavamos a ficar sem papéis). Tiramos as camisas, fomos para dentro do Centro Comercial, subimos até ao andar de cima e lançamos notas de 100 Fagaios (dinheiro inventado). A parte de trás das notas tinha um texto onde tentamos colocar algumas ideias que poderiam levar as pessoas a pensar na necessidade dos humanos se organizarem numa sociedade sem capitalismo.

O dia 30 de Novembro foi um dia importante no Porto. Juntou novamente pessoas e deu-nos força. Foi mais um começo do que um fim em si. E é assim que achamos que as coisas devem ser. Podes conseguir toda a informação que quiseres através de: e-mail: cacn30@egroups.com Postal: CAC / Apartado 4720 / 4012 Porto Codex / Portugal

 

voltAr

 




railtong@g.com