Visão




No entre olhares espio, esguio
O olhar de teu olhar
Que entre tantos, quantos olhares vazios,
Procuram o vazio de meu olhar

E o eterno sonho vazio, começa a findar
Na louca e profana procura do medo,
Desvendando o mais oculto e divino segredo,
Pelo secreto semblante vazio de teu olhar

Vago neste minuto de descobertas vazias
Num mágico e perturbador momento (in)finito,
Que só o brilho vazio dos meus olhos pôde apreciar

E neste impossível buscar-te, óh perfeição
Cego-me neste espelho vazio e o corpo dói
Num vasto, virgem, vazio da visão.







Autor: J. R. Moraes 10/97.