Lockheed F-117 Nighthawk
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Stealth O F-117 revolucionou a guerra aérea. Provou que um alvo, mesmo o mais bem protegido, poderia ser atacado e destruído impunemente, sem que o avião fosse detectado pelos radares.
No dia 17 de janeiro de 1991, às 2:51h. um F-117 Nighthawk da USAF lançou sua primeira bomba na Guerra do Golfo. Destruindo a metade do centro de defesas iraquianas de Nukayb, fazia o mundo adentrar uma nova era da guerra aérea. "Black Jet" para uns, caça invisível para outros, o F-117 atacou, sem dificuldades, Bagdá e outros alvos iraquianos. Seu maior triunfo? Ele era totalmente indetectável pelos radares. Os sistemas de radares conferem enorme vantagens às defesas. Detectariam rapidamente os ataques aéreos, contra-atacando com mísseis guiador terra-ar (SAM) e com uma possante artilharia anti-aérea (AAA). Durante a Guerra do Vietnã, centenas de aviões americanos foram, assim, abatidos por mísseis guiados "ar-ar" e "terra-ar". Criar um avião Stealth (invisível) era o sonho de qualquer engenheiro; um avião que pudesse atacar de surpresa. Com o F-117 isto é atualmente uma realidade. Em uso desde 1983, ele foi por muito tempo a principal arma da USAF. O F-117 foi construído no mais absoluto segredo ao longo dos anos 70. Um americano, que trabalhava no "Skunk Works" da Lockheed, leu um artigo de um cientista soviético a respeito da propagação das ondas eletromagnéticas. Ele se deu conta de que determinadas formas limitam a reflexão e dispersam ondas de radar. Adaptando-se a um objeto voador poderia torna-lo invisível.O resultado foi o F-117, cujo protótipo "Have Blue" efetuou seu primeiro vôo em dezembro de 1977. Seu estranho design multifacetado foi o resultado de um estudo já bastante desenvolvido, no qual as qualidades "furtivas" tinham de se harmonizar com os princípios da aerodinâmica e com os principais componentes de um avião. Esta tecnologia se tornou o futuro do programa F-117, classificado como "Top Secret". Depois de cinco anos de operações noturnas, o aparelho foi mostrado ao mundo em 1988, antes de se tornar uma das estralas da Guerra do Golfo, em 1991. |
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O F-117 é equipado com um equipamento achatado que mistura os gazes quentes do escape com ar frio. Os lábios baixos dos tubos de escape são cobertos com uma telha de cerâmica, como o ônibus espacial americano. Esta disposição reduz consideravelmente o risco de detecção infravermelha dos mísseis anti-aéreos (SAM). |


Características:
A Cockpit:
A cabine do F-117 monoplace é equipada com uma tela central destinada ao conjunto de imagens infravermelhas, dos sistemas FLIR e DLIR, e duas outras telas.
B Portinhola:
A portinhola do compartimento de armas do F-117 quando abertas representam intenso perigo nas frentes de combate, pois a sessão cruzada de radar aumenta perigosamente.
C Bombas LGB
As bombas guiadas a laser permitem ao piloto atingir seus alvos com uma extrema precisão. O F-117 carrega duas bombas de 2000 libras.
D Motores:
O F-117 é impulsionado por dois reatores F404-GE-F1D2 sem pós-combustão, cada um desenvolve um empuxo de 48 kN.
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E Entradas de ar: Os motores do F-117 se integram com a fuselagem. Os tubos de admissão de ar, são cobertos por uma grade que dispersam ainda mais as ondas de radar. F Detectores: O F-117 utiliza dois sistemas de infravermelho para atacar seus alvos. Em frente ao pára-brisas é instalada a torre do sistema IV de visão frontal (Roward Looking Infra-Red-FLIR) empregada para detectar e identificar alvos. Na aproximação ela é travada o DLIR (Downward Looking Infra-Rouge) toma seu lugar. Um mostrador laser existente no DLIR ilumina o alvo e guia as bombas do F-117 até o momento do impacto.
Sondas de dados: Quatro sondas distribuídas na cabine alimentam com dados os sistemas de controle de vôo do F-117. Eles ajudam a escapar dos radares. |